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Panorama: Redes sociais lançam funções para você controlar o seu próprio feed

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 18:39
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Panorama: Redes sociais lançam funções para você controlar o seu próprio feed
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Instagram, Facebook, TikTok e YouTube estão ampliando ferramentas que permitem personalizar as recomendações exibidas nos feeds. A mudança responde às críticas de usuários que se sentem presos a sugestões automáticas de conteúdo, nem sempre alinhadas aos seus interesses.

Com o avanço da inteligência artificial (IA), as plataformas conseguem interpretar pedidos mais específicos e dar aos usuários novas maneiras de influenciar o que aparece na tela.

Durante anos, as plataformas priorizaram recomendações automáticas em vez de publicações das contas seguidas pelos usuários. A ideia era prever quais conteúdos despertariam interesse e manteriam as pessoas conectadas por mais tempo. Mas o modelo também recebeu críticas por levar usuários a sequências de vídeos irrelevantes ou potencialmente prejudiciais.

O Instagram tenta mudar essa relação com o recurso “seu algoritmo”. A ferramenta mostra os assuntos que a rede associa aos interesses de cada pessoa e permite indicar temas que ela deseja ver mais ou menos. Lançada inicialmente na aba Reels, foi ampliada para todo o aplicativo e chegou também ao Facebook.

Tessa Lyons, vice-presidente de produto do Instagram, explicou à CNN que a intenção é recuperar parte do controle que as pessoas tinham quando escolhiam quais contas acompanhar, sem abrir mão das recomendações que ajudam a descobrir novos conteúdos.

As redes adotaram soluções diferentes para atender a essa demanda:

As mudanças não significam que seja possível impedir a exibição de todo conteúdo produzido com IA. Neal Mohan, CEO do YouTube, argumentou que separar vídeos gerados por inteligência artificial daqueles feitos por pessoas é uma distinção artificial, já que muitas produções combinam as duas formas.

A personalização mais direta depende de uma tecnologia capaz de compreender instruções em linguagem natural. Em vez de deduzir todas as preferências a partir das visualizações e interações, os sistemas podem interpretar pedidos sobre os assuntos que devem aparecer com maior ou menor frequência.

Lyons afirmou à CNN que esse avanço permite expressar preferências com palavras próprias. Antes, explicou, as plataformas tinham dificuldade para identificar com precisão quais publicações correspondiam a temas específicos, como tênis.

Ainda existe, porém, um obstáculo: o comportamento nem sempre reflete o que as pessoas gostariam de ver. Tim Weninger, professor de ciência da computação e engenharia da Universidade de Notre Dame, observa que conteúdos que provocam raiva ou tristeza também podem gerar visualizações, comentários e compartilhamentos.

Essas interações podem confundir os sistemas de recomendação, que precisam distinguir interesse de reação emocional. A questão é saber quanto as preferências declaradas pelos usuários conseguirão influenciar os algoritmos diante dos sinais registrados durante a navegação.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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