Panorama: Lula amplia votação em 13 estados e vira em Minas Gerais no 2º turno
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Consulte formatos e valores disponíveisLula amplia votação em 13 estados e vira em Minas Gerais no 2º turno Avanço no Nordeste, virada em Minas e desempenho em São Paulo ajudam a explicar resultado, segundo analista à EXAME Eleições 2026: virada nacional foi acompanhada por uma ampliação da votação petista em diferentes regiões do país, com destaque para o Nordeste e para Minas Gerais (Ricardo Stuckert/Divulgação)
Clara Assunção, Carmen Fukunari e Carolina Gehlen Publicado em 25 de outubro de 2026 às 23h03.
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição presidencial de 2026 neste domingo, 25, com 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro (PL), após reverter uma desvantagem de 2,2 milhões de votos. Lula ampliou a votação no Nordeste e recuperou Minas Gerais, único estado que mudou de vencedor entre os turnos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverteu a desvantagem de 2,2 milhões de votos do primeiro turno e venceu a eleição presidencial de 2026 neste domingo, 25, com 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro (PL). A virada nacional foi acompanhada por uma ampliação da votação petista em diferentes regiões do país, com destaque para o Nordeste e para Minas Gerais, estado em que o presidente conseguiu inverter o resultado da primeira etapa.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. O senador terminou à frente em 15 estados e no Distrito Federal, enquanto o petista venceu em 11 estados. No segundo turno, conforme as projeções consolidadas apresentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula passou a liderar em 12 estados, contra 14 de Flávio e o Distrito Federal.
Minas Gerais foi o único estado em que houve mudança de vencedor entre os turnos. Flávio havia obtido 48,24% dos votos válidos na primeira etapa, mas Lula passou à frente no segundo turno, com 50,42%.
O resultado representa uma virada inédita desde a redemocratização: nunca antes um candidato que havia terminado o primeiro turno em segundo lugar havia vencido a eleição presidencial no segundo.
Para Fábio Zambeli, analista de risco político e econômico e diretor de Public Affairs do Grupo In Press, a melhora do desempenho de Lula em diferentes regiões, a mobilização eleitoral e o comparecimento às urnas ajudam a explicar a vitória.
“A melhora do desempenho de Lula em São Paulo, principalmente São Paulo capital, Nordeste uma melhora em todos os estados de comparecimento e desempenho, e Minas uma reversão”, afirmou Zambeli ao comentar os fatores que sustentaram o resultado nacional durante a live de Eleições da EXAME neste domingo.
Os dados estaduais mostram que Lula ampliou sua participação nos votos válidos em diferentes unidades da federação, enquanto Flávio manteve a liderança em estados do Sul, do Centro-Oeste e do Norte.
Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Lula ficou na frente em 12 estados. Em comparação com a disputa entre Lula e Jair Bolsonaro em 2022, dois estados mudaram de lado. Minas Gerais e Tocantins, que haviam dado maioria a Lula quatro anos antes, passaram para Flávio no 1° turno.
No segundo turno, porém, Lula recuperou Minas Gerais, onde obteve 50,42% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio no primeiro turno e ganhou em mais 12 estados.
O Nordeste aparece como uma das regiões em que Lula ampliou sua participação nos votos válidos entre os turnos. No Piauí, o percentual do presidente passou de 70,99% para 75,88%, avanço de 4,89 pontos percentuais. No Rio Grande do Norte, foi de 59,75% para 65,72%, alta de 5,97 pontos.
Em Sergipe, Lula avançou de 62,75% para 69,53%, aumento de 6,78 pontos percentuais. No Ceará, passou de 63,29% para 68,93%, crescimento de 5,64 pontos. Já em Alagoas, a votação foi de 54,73% para 60,77%, alta de 6,04 pontos.
Na Paraíba, o percentual subiu de 61,31% para 67,46%, aumento de 6,15 pontos. Em Pernambuco, foi de 63,45% para 69,20%, avanço de 5,75 pontos. No Maranhão, passou de 63,99% para 69,54%, alta de 5,55 pontos.
A Bahia também registrou avanço: Lula foi de 66,17% para 71,31%, aumento de 5,14 pontos percentuais. O estado, assim como Amazonas, Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estava com 99,9% das urnas apuradas nos dados considerados.
Fora do Nordeste, o Amapá registrou um dos maiores avanços percentuais de Lula, de 45,71% para 52,88%, alta de 7,17 pontos. No Amazonas, o petista passou de 48,23% para 54,02%, crescimento de 5,79 pontos. No Pará, foi de 49,91% para 55,01%, avanço de 5,10 pontos percentuais.
São Paulo foi outro ponto de atenção da campanha. Embora Flávio tenha mantido a liderança no estado nas projeções apresentadas, Zambeli destacou o desempenho de Lula na capital paulista, onde, segundo ele, o presidente registrava vantagem superior a 11 pontos percentuais.
O analista também mencionou a mobilização nas ruas e a aprovação do fim da escala 6x1 como fatores que merecem ser considerados na avaliação do resultado.
“O impacto do fim da 6x1 nas capitais e principalmente na cidade de São Paulo é algo que precisa ser estudado”, afirmou.
A campanha petista reorganizou sua articulação política durante o segundo turno, com maior protagonismo do senador Camilo Santana (PT-CE) e do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Parlamentares com forte presença digital, como André Janones (Rede-MG), também participaram da mobilização de apoiadores.
Na véspera da eleição, Lula realizou atos públicos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo. As manifestações encerraram uma campanha que havia começado o segundo turno sob o risco de desmobilização da militância.
Flávio Bolsonaro preservou a liderança em estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, além do Distrito Federal.
Em Goiás, o percentual informado para o senador passou de 53,60% no primeiro turno para 59,66% no segundo, alta de 6,06 pontos percentuais. No Paraná, foi de 59,91% para 62,58%, aumento de 2,67 pontos. Em Santa Catarina, avançou de 66,65% para 69,42%, crescimento de 2,77 pontos.
No Acre, o percentual subiu de 64,56% para 66,57%, avanço de 2,01 pontos. Em Roraima, foi de 71,06% para 72,46%, alta de 1,40 ponto. No Mato Grosso, passou de 65,15% para 66,06%, aumento de 0,91 ponto, enquanto no Tocantins avançou de 50,44% para 51,37%, alta de 0,93 ponto.
A vitória nas urnas não significa que Lula terá facilidade para governar. O presidente inicia o quarto mandato diante de um Congresso mais conservador, com o PL como maior bancada tanto na Câmara quanto no Senado.
Na Câmara dos Deputados, o partido de Flávio Bolsonaro terá 121 das 513 cadeiras, enquanto a federação formada por PT, PCdoB e PV terá 88. No Senado, o PL contará com 28 dos 81 parlamentares, sem considerar aliados em outras siglas.
A composição exigirá uma articulação política complexa para avançar em temas como política fiscal, segurança pública e relações trabalhistas. A proposta de fim da escala 6x1, citada por Zambeli como uma pauta que pode ter influenciado a disputa nas capitais, será um dos temas a acompanhar no próximo mandato.
Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição presidencial de 2026 com 51,75% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 48,25%.
Lula ampliou sua votação em diferentes regiões, com destaque para o Nordeste, e recuperou Minas Gerais. Segundo Fábio Zambeli, diretor de Public Affairs do Grupo In Press, a melhora regional, a mobilização eleitoral e o comparecimento às urnas ajudaram a explicar a vitória.
Minas Gerais foi o único estado que mudou de vencedor. Flávio Bolsonaro obteve 48,24% dos votos válidos no primeiro turno, mas Lula passou à frente no segundo, com 50,42%.
O Amapá registrou um dos maiores avanços de Lula, de 45,71% para 52,88%, alta de 7,17 pontos percentuais. No Nordeste, o maior crescimento ocorreu em Sergipe, onde Lula passou de 62,75% para 69,53%.
De acordo com as projeções consolidadas apresentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lula liderou em 12 estados no segundo turno. Flávio Bolsonaro venceu em 14 estados e no Distrito Federal.
O PL terá a maior bancada na Câmara e no Senado, com 121 dos 513 deputados e 28 dos 81 senadores. A federação formada por PT, PCdoB e PV contará com 88 cadeiras na Câmara.
A principal dúvida levantada por especialistas envolve os eleitores que poderiam ter comparecido às seções eleitorais entre 17h e 19h após a decisão do STF
Presidentes do Senado e da Câmara cumprimentaram também Flávio Bolsonaro e colocaram o Congresso à disposição para as pautas do novo mandato
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