Panorama: Associação de restaurantes vai à Justiça contra a Keeta
Na modalidade, a plataforma oferece restaurantes com os quais não tem contrato e envia um entregador ou comprador ao estabelecimento para retirar o pedido.
%3Astrip_icc()%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FA%2Fx%2Fhhqh33QAGceu3nwnrxcw%2F89008e23-b386-482a-af73-a4c70e4ee82d.jpg&w=3840&q=75)
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisA entidade pede à Justiça que proíba imediatamente a prática em restaurantes que não tenham autorizado por escrito sua inclusão no aplicativo. Também solicita multa diária de R$ 10 mil por estabelecimento listado sem autorização.
A iniciativa expõe a divergência entre entidades do setor de alimentação fora do lar sobre o modelo, que a Keeta apresenta como uma forma de ampliar o acesso dos consumidores a restaurantes ainda não integrados à plataforma. Enquanto a ANR questiona a inclusão de estabelecimentos sem consentimento, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defende a modalidade como alternativa à exclusividade contratual que restringe a atuação de empresas no mercado de delivery.
Segundo a ANR, a Keeta reproduz sem autorização nomes, marcas, fotografias e cardápios de restaurantes e divulga preços com descontos que podem chegar a 60%. Para a associação, a prática interfere na estratégia comercial dos estabelecimentos, que perdem o controle sobre os preços apresentados aos consumidores, e pode gerar conflitos com contratos de exclusividade firmados com outras plataformas.
A entidade também aponta riscos à reputação dos restaurantes. Como os estabelecimentos não controlam os pedidos intermediados, podem ocorrer divergências de preços, indisponibilidade de produtos e problemas na entrega, situações pelas quais os consumidores poderiam responsabilizar os próprios restaurantes, segundo a ANR. A associação questiona ainda as condições de transporte e conservação dos alimentos.
No julgamento definitivo, a ANR pede que a Keeta seja proibida de oferecer o serviço sem autorização prévia e por escrito dos estabelecimentos e obrigada a retirar do aplicativo nomes, marcas, cardápios e fotografias de restaurantes que não sejam parceiros. A entidade afirma ter procurado a empresa, antes de recorrer à Justiça, para pedir o encerramento da prática, sem obter uma solução.
Em nota, a Keeta afirma que a compra intermediada é um projeto-piloto desenvolvido para ampliar o acesso dos consumidores a restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma. Segundo a empresa, a iniciativa busca atender a clientes em um mercado no qual contratos de exclusividade impedem muitos estabelecimentos de escolher livremente suas plataformas de delivery.
A empresa diz que as opções aparecem no aplicativo identificadas como “Intermediada”, com imagens ilustrativas dos pratos e sem os logotipos dos restaurantes. O consumidor também seria informado ao longo da compra de que se trata de um serviço intermediado. A descrição diverge da apresentada pela ANR, que acusa a plataforma de reproduzir marcas e fotografias sem autorização.
A Keeta afirma ainda que analisa reclamações e aplica sua política de reembolso sem prejuízo aos restaurantes. Segundo a companhia, o modelo foi desenvolvido para o mercado brasileiro e segue a legislação local.
Já o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci , afirma que a modalidade permite que empresas entrantes atendam aos consumidores em um ambiente de exclusividades que restringem a concorrência e prejudicam os clientes. Para ele, a prática “gera valor para o ecossistema como um todo”, incluindo entregadores e restaurantes, que podem ampliar suas vendas.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Atualização: Tribunal de Contas dá parecer favorável às contas de Cáceres, Nova Monte Verde e Rondolândia
Os balanços, referentes ao exercício de 2025, foram apreciados durante sessão ordinária […] O post Tribunal de Contas dá parecer favorável às contas de Cáceres,
Fique por dentro: Justiça libera R$ 370 milhões em pagamentos atrasados do INSS para beneficiários
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
“Lei é analógica” — Especialista explica desafios do TSE no ambiente digital
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



