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o que está em jogo até 2030 — Começa hoje a COP17 da biodiversidade

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 18:20
Via Exame
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Começa hoje a COP17 da biodiversidade: o que está em jogo até 2030 Conferência da ONU reúne cerca de 200 países na Armênia para avaliar o avanço das metas de conservação, em meio a desafios de financiamento e atrasos na implementação dos compromissos Negociações na Armênia colocam em pauta a proteção dos oceanos, a mobilização de recursos e os obstáculos para cumprir o acordo global firmado em 2022 (Diplomacia Business/Divulgação)

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 15h18 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre COP17 Saiba mais RESUMO + A COP17 da Biodiversidade reúne representantes de cerca de 200 países em Yerevan, na Armênia, de 19 a 30 de outubro, para avaliar a execução das metas globais de conservação até 2030. Segundo o relatório State of Biodiversity Action, menos da metade das metas está no caminho previsto. A conferência também debate financiamento e a operacionalização do Fundo Cali.

Na capital da Armênia, Yerevan, uma conferência da ONU coloca em discussão o futuro dos oceanos e das florestas. De 19 a 30 de outubro, a cidade recebe a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), conhecida como COP17 da Biodiversidade .

A expectativa é que representantes de cerca de 200 países se reúnam ao longo das próximas duas semanas para avaliar a direção — e o ritmo — com que as nações adaptam suas estratégias de conservação e uso sustentável dos recursos naturais .

Entre suas principais frentes, a conferência precisa avaliar como os países avançaram na implementação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal , adotado em 2022. O acordo estabelece 23 metas para deter e reverter a perda da biodiversidade até 2030, entre elas restaurar ao menos 30% das áreas de ecossistemas degradados , reduzir pela metade a introdução de espécies exóticas invasoras e conservar 30% das áreas terrestres, de águas continentais e costeiras/marinhas.

Essa última, relacionada à conservação de áreas aquáticas , está entre os temas de maior atenção na COP17. Uma pesquisa realizada antes da conferência, com mais de 20 mil pessoas em 20 países, aponta que 79% dos entrevistados querem que os governos atuem mais rapidamente na proteção dos oceanos , enquanto 95% acreditam que as áreas de conservação devem ser efetivamente gerenciadas.

O Marco Kunming-Montreal é considerado um dos principais avanços da CDB e costuma ser comparado ao Acordo de Paris, firmado no âmbito das negociações climáticas . Mesmo assim, cabe à COP17 avaliar quantos países já começaram a implementar os compromissos assumidos e quais metas estão no caminho para serem cumpridas até 2030.

Segundo o relatório State of Biodiversity Action , ao menos 90% dos países estabeleceram planos voltados à biodiversidade, mas menos da metade das metas estaria no caminho para ser cumprida até 2030.

De acordo com Astrid Schomaker, secretária-executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica , os países estão avançando na direção correta, "porém em um ritmo lento demais". Ela afirma que as metas ainda podem ser alcançadas até 2030, mas exigem mudanças significativas .

Schomaker reconhece a complexidade dessa agenda, especialmente diante da importância de setores estratégicos, como a agricultura e os combustíveis fósseis , em um contexto de tensões geopolíticas no Oriente Médio . "Não quero ser ingênua. É evidente que a geopolítica também interfere no debate sobre a biodiversidade", disse durante uma coletiva de imprensa.

O financiamento segue como um desafio histórico, especialmente para os países em desenvolvimento , muitos dos quais concentram uma parcela significativa da biodiversidade do planeta, como as nações latino-americanas. "Sem uma mobilização de recursos robusta, justa e direcionada aos países em desenvolvimento, os compromissos correm o risco de ficar apenas no papel", afirma.

O Marco Kunming-Montreal prevê a mobilização de US$ 200 bilhões anuais, provenientes de diferentes fontes, para financiar ações de conservação da biodiversidade até 2030 .

Desse total, a meta inclui pelo menos US$ 30 bilhões anuais em fluxos financeiros internacionais destinados aos países em desenvolvimento .

O acordo também estabelece a redução de pelo menos US$ 500 bilhões por ano em incentivos e subsídios prejudiciais à biodiversidade, além da ampliação de incentivos positivos para a conservação.

A expectativa é que a COP17 também avance na operacionalização do Fundo Cali, criado na COP16 da Biodiversidade, realizada em Cali, na Colômbia.

O mecanismo busca financiar a conservação e apoiar a repartição de benefícios decorrentes do uso de informações digitais de sequências genéticas, conhecidas pela sigla DSI, do inglês digital sequence information . Esses dados são utilizados por setores como o farmacêutico , a biotecnologia, os cosméticos e a indústria de alimentos e bebidas.

A proposta inicial prevê que empresas dos setores abrangidos contribuam com 1% dos lucros ou 0,1% da receita para o fundo. O mecanismo busca garantir uma distribuição justa e equitativa dos benefícios econômicos associados ao uso dessas informações, com recursos destinados à conservação da biodiversidade e ao apoio aos países em desenvolvimento, povos indígenas e comunidades locais.

Já na abertura da COP17, a Colômbia, sede da última conferência, e a Armênia se uniram para lançar a Coalizão de Ação para Espécies em Perigo de Extinção.

Ao todo, 16 países, incluindo o Brasil, buscam acelerar o cumprimento da meta 4 do Marco Global, que prevê medidas para impedir a extinção de espécies ameaçadas provocada pela ação humana e reduzir o risco de extinção até 2030.

A COP17 da Biodiversidade é a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica. O encontro ocorre de 19 a 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia, com representantes de cerca de 200 países.

A COP17 avaliará a implementação das 23 metas do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal. Entre elas estão restaurar ao menos 30% dos ecossistemas degradados, conservar 30% das áreas terrestres e aquáticas e reduzir pela metade a introdução de espécies exóticas invasoras até 2030.

Menos da metade das metas estaria no caminho para ser cumprida até 2030, segundo o relatório State of Biodiversity Action, embora ao menos 90% dos países tenham estabelecido planos para a biodiversidade. Astrid Schomaker, secretária-executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica, afirma que os países avançam na direção correta, mas em ritmo lento demais.

O Marco Kunming-Montreal prevê a mobilização de US$ 200 bilhões por ano para ações de conservação até 2030, com pelo menos US$ 30 bilhões anuais destinados aos países em desenvolvimento. O acordo também estabelece a redução de ao menos US$ 500 bilhões por ano em incentivos e subsídios prejudiciais à biodiversidade.

O Fundo Cali é um mecanismo criado na COP16 para financiar a conservação e apoiar a repartição dos benefícios econômicos derivados do uso de informações digitais de sequências genéticas. A proposta inicial prevê contribuições de 1% dos lucros ou 0,1% da receita de empresas dos setores abrangidos.

A Colômbia e a Armênia lançaram a Coalizão de Ação para Espécies em Perigo de Extinção na abertura da COP17. A iniciativa reúne 16 países, incluindo o Brasil, para acelerar medidas contra a extinção de espécies ameaçadas provocada pela ação humana até 2030.

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