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Fique por dentro: ETFs moveram o bitcoin mais do que economia em 2026, revela consultoria

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 19:51
Via Exame
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ETFs moveram o bitcoin mais do que economia em 2026, revela consultoria Principal correlação do preço da criptomoeda foi com os fluxos nos fundos negociados em bolsa do ativo Bitcoin e ouro (crédito: kanchanara/Unsplash)

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 16h36 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Bitcoin Saiba mais Um estudo da consultoria Vault Capital revelou que as entradas e saídas de capital nos fundos negociados em bolsa ( ETFs , na sigla em inglês) de bitcoin nas bolsas dos Estados Unidos tiveram mais impacto no preço da criptomoeda do que fatores macroeconômicos .

Segundo a Vault, 48% do sobe e desce semanal do bitcoin acompanhou as compras e vendas semanais dos ETFs, enquanto 40% do movimento foi explicado por fatores próprios do mercado cripto e só 12% da volatilidade refletiu fatores macroeconômicos . Vale lembrar que a janela de análise é semanal, de modo que o peso dos grandes picos de oscilação depois da divulgação de algum dado macro, como inflação dos EUA, acaba sendo diluído.

A Vault diz que os dados permitem concluir que, em média, cada mil bitcoins comprados pelos ETFs coincidiram com uma alta de cerca de 0,3% no preço do BTC naquela semana.

O relatório destaca que os meses em que houve mais compras do que vendas nos ETFs foram também aqueles em que a moeda digital subiu. Quando as vendas superaram as compras nos fundos, por sua vez, o ativo caiu.

"Em 2026, o termômetro mais fiel do bitcoin foi o fluxo dos ETFs, não a agenda econômica. Os fundos não anteciparam o preço, mas mostraram, dia após dia, se o dinheiro estava entrando ou saindo do mercado", afirmou no relatório Felipe Mendes, head de Research da Vault.

Um sinal de que o ambiente macro está pesando menos no bitcoin é que a alta dos juros que o Federal Reserve (Fed) promoveu nos EUA no mês passado, a primeira desde 2023, não foi o suficiente para interromper a trajetória de valorização do BTC. Entre 30 de junho e 30 de setembro, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em dez anos cresceu 0,85 ponto percentual e, mesmo assim, o bitcoin disparou 42,8% .

Para o quarto trimestre, que se iniciou agora em outubro, a Vault considera que o maior risco é a combinação de juros em alta com possível saída de capital dos ETFs. "Para quem acompanha o ativo, entender quem está comprando e quem está vendendo diz mais sobre o momento do mercado do que tentar antecipar a próxima decisão do Fed", afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da consultoria.

O estudo analisou 186 pregões e 38 semanas de 5 de janeiro a 30 de setembro deste ano.

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