imóveis comerciais têm alta de 11,18% nos aluguéis em um ano — Índice FipeZAP
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Consulte formatos e valores disponíveisÍndice FipeZAP: imóveis comerciais têm alta de 11,18% nos aluguéis em um ano Aluguel de salas e conjuntos comerciais sobe em todas as dez cidades pesquisadas nos últimos 12 meses Mercado imobiliário: locação comercial sobe quase cinco vezes mais que os preços de venda. (Jorge Araujo/Fotos Públicas)
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 08h03 .
Priorizar nos meus resultados Google O aluguel de imóveis comerciais disparou nos últimos 12 meses e já sobe quase cinco vezes mais que o preço de venda . Enquanto os valores anunciados para locação de salas e conjuntos comerciai s avançaram 11,18% , os imóveis disponíveis para compra tiveram valorização de 2,29% .
Em Salvador, a alta dos aluguéis chegou a 20,65%, a maior entre as dez cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP Comercial, divulgado nesta terça-feira, 20, referente ao mês de setembro.
O levantamento, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX, considera anúncios de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados (m²).
A valorização dos aluguéis também ficou bem acima da inflação acumulada em 12 meses, de 4,58% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conhecido como a inflação do aluguel , o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), também subiu 3,34%, sendo a valorização nos preços dos imóveis comerciais também bem maior.
Apesar da diferença entre os dois segmentos, setembro trouxe uma perda de ritmo nos reajustes. Os aluguéis comerciais subiram 0,75%, abaixo do avanço de 1,01% observado em agosto. Já os preços de venda aumentaram 0,19%, ante alta de 0,40% no mês anterior.
"Em ambos os casos, apesar das altas, houve desaceleração das variações em relação aos resultados observados em agosto", destaca o relatório.
No acumulado de 2026 até setembro, os aluguéis comerciais registraram aumento de 9,31%, enquanto os preços de venda avançaram 2,06%. No mesmo período, o IPCA acumulou alta de 3,95%.
Salvador liderou a valorização dos aluguéis comerciais nos últimos 12 meses, com aumento de 20,65%, seguida de perto pelo Rio de Janeiro, onde os preços avançaram 20,01%. Brasília aparece na terceira posição, com alta de 13,51%.
Curitiba também registrou avanço expressivo, de 11,03%, seguida por Niterói, com 10,52%. Em Campinas, o aumento foi de 8,88%, enquanto Belo Horizonte e São Paulo apresentaram altas de 8,54% e 7,95%, respectivamente.
De acordo com o FipeZAP, "todas as 10 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP Comercial apresentaram valorização nesse período". Os menores aumentos foram registrados em Florianópolis, com 4,06%, e Porto Alegre, com 1,96%.
Considerando apenas setembro, Niterói apresentou a maior alta dos aluguéis, de 2,19%, seguida por Campinas, com 1,84%. Porto Alegre foi a única cidade a registrar queda no mês, com recuo de 0,31%.
No mercado de venda, Florianópolis liderou os ganhos em 12 meses, com valorização de 7,14%, seguida por Salvador, com 6,40%, e Campinas, com 4,70%. Porto Alegre apresentou o pior desempenho, com desvalorização de 2,42%.
Mesmo sem liderar os reajustes, São Paulo continua com os imóveis comerciais mais caros entre as cidades analisadas. Em setembro, o m² anunciado para venda na capital paulista chegou a R$ 10.662, seguido por Curitiba, com R$ 9.434, e Florianópolis, com R$ 9.266.
Salvador, por outro lado, apresentou o menor preço médio de venda do levantamento, de R$ 5.732/m². Considerando as dez cidades, a média ficou em R$ 8.846/m².
Na locação, São Paulo também lidera os preços, com aluguel médio de R$ 62,87/m². O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com R$ 57,80, seguido por Salvador, com R$ 55,88. A média das localidades monitoradas ficou em R$ 54,64/m².
Com os aluguéis subindo mais rapidamente que os preços de venda, a rentabilidade estimada dos imóveis comerciais chegou a 7,66% ao ano em setembro. O indicador, conhecido como " rental yield ", mede a relação entre o valor mensal do aluguel e o preço de venda do imóvel.
O percentual ficou acima da rentabilidade média dos aluguéis residenciais, de 6,13% ao ano. Ainda assim, o FipeZAP ressalta que o retorno comercial permanece "abaixo da taxa de juros real de referência projetada para os próximos 12 meses."
Entretanto, a rentabilidade calculada pelo índice não representa necessariamente o ganho líquido obtido com um imóvel. O indicador considera a relação entre os valores anunciados de aluguel e venda, sem incorporar despesas como impostos, manutenção e desocupação.
O estudo também destaca que "os preços considerados se referem a anúncios para novos aluguéis."
Dessa forma, os dados não incluem os reajustes aplicados aos contratos de locação já existentes, cujos valores seguem as condições estabelecidas entre proprietários e inquilinos.
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