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Fique por dentro: Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 00:44
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Fique por dentro: Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> Em oitiva, Vorcaro pediu para responder processo em liberdade Arquivos do celular de Daniel Vorcaro obtidos pela PF PODER360 29.out.2026 (quinta-feira) - 21h44 Priorize o Poder no Google Em depoimento à Polícia Federal prestado em 15 de outubro, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou ter causado prejuízo ao BRB (Banco de Brasília) e pediu para responder ao processo em liberdade. O depoimento foi enviado pela PF ao Supremo Tribunal Federal nesta 5ª feira (29.out.2026).

O envio da oitiva ao STF foi um dia depois de o empresário ser indiciado, ao lado de 14 pessoas, por possíveis crimes financeiros. Preso preventivamente na Papudinha (DF) desde março de 2026, ele declarou estar com a vida “devastada” e a “família dilacerada” por uma operação financeira que, segundo sustenta, sequer chegou a ser concluída.

Durante o interrogatório de cerca de duas horas, Vorcaro ironizou e confrontou a delegada Janaína Palazzo quando ela o acusou de fraudar o sistema bancário ao internalizar carteiras de crédito podres. “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”, questionou o ex-banqueiro, desafiando: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”.

A investigação indica que a fraude envolveu o repasse de R$ 2,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB, originadas pela Tirreno Consultoria —mostrada pela PF como empresa de fachada. Vorcaro rebateu afirmando que agiu de boa-fé para sanar inconsistências nessas carteiras, substituindo os contratos por outros ativos e utilizando inclusive patrimônio pessoal para cobrir as pendências.

Ele contestou o rombo estimado de R$ 2,2 bilhões, argumentando que a liquidação do Banco Master agravou a situação do BRB e que os ativos entregues em substituição possuem valor superior ao desembolsado. O empresário defendeu a realização de uma perícia independente para comprovar a ausência de danos financeiros e responsabilizou a própria liquidação do Master pelo agravamento do quadro do BRB.

A delegada ressaltou que a eventual devolução ou recomposição de recursos não anula as irregularidades cometidas. Vorcaro afirmou não se opor à apuração de falhas operacionais por parte de funcionários ou terceiros, mas reiterou sua inocência e pediu o arquivamento do caso em relação a ele.

Ao final, voltou a pedir um “voto de confiança” e a revogação da prisão: “Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, primeiro, para não ficar esperando… Deixa eu esperar em casa para que não se cometa injustiça”.

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