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Fique por dentro: Seus hábitos podem aumentar o risco de AVC? Saiba como prevenir doença

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 08:45
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Fique por dentro: Seus hábitos podem aumentar o risco de AVC? Saiba como prevenir doença
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma das principais causa de mortes no Brasil, além de ser considerado um dos países com a maior população afetada pela doença, de acordo com dados da SBAVC (Sociedade Brasileira de AVC). Uma grande parcela desses casos, no entanto, pode ser evitada com o controle de fatores de risco modificáveis e mudanças sustentáveis no estilo de vida.

No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, o neurologista Aquiles José Vasconcellos Mamfrim, do Hospital Pró-Cardíaco da Rede Américas, detalhou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades Brasil as principais recomendações das diretrizes mais recentes para prevenir o AVC.

Uma parcela expressiva dos casos de AVC está diretamente associada a fatores de risco modificáveis. Cuidar da alimentação, praticar exercícios e controlar a pressão arterial não é apenas uma recomendação genérica, mas a estratégia mais eficaz que temos para proteger o cérebro ao longo da vida. Leia Mais: SUS detecta HPV de alto risco em 9 mil amostras com exame inovador Saúde planeja programa no SUS para tratamento de mulheres na menopausa Projeto de controle da hipertensão reduz em 54% internações por AVC O que mudar na alimentação? A dieta desempenha um papel central na saúde cardiovascular. O sódio (sal) é o item mais associado ao aumento do risco de AVC, e a sua redução deve ser feita consistentemente no dia a dia.

Já um exemplo a seguir, segundo o especialista, é a dieta mediterrânea — rica em frutas, vegetais, legumes, fibras, azeite de oliva, oleaginosas e laticínios.

A prática regular de exercícios é um fator modificável comprovado no combate ao AVC isquêmico e hemorrágico, além de reduzir a mortalidade cardiovascular geral.

De acordo com as diretrizes de 2024 da American Stroke Association (ASA), a combinação de atividade aeróbica com treinamento de força é um dos pilares da prevenção.

Para quem era sedentário e deseja mudar de rotina, porém, há a necessidade de uma avaliação médica prévia, que deve considerar o nível atual de atividade física, presença de sinais, sintomas ou doenças prévias (cardiovasculares, metabólicas ou renais) e a intensidade do exercício pretendido.

O cigarro convencional é um causador direto e comprovado de AVC, com risco que aumenta proporcionalmente ao volume e tempo de uso.

Já quanto aos cigarros eletrônicos (vapes), os impactos de longo prazo continuam sob investigação. No entanto, dados de estudos populacionais como o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) apontam para riscos cardiovasculares significativos, principalmente em usuários "duais" (que utilizam tanto o cigarro comum quanto o eletrônico).

Mesmo que o riscos dos vapes ainda não seja comprovado, o conselho médico é evitar qualquer produto de tabaco ou nicotina, incluindo narguilés. Para fumantes, a interrupção do hábito deve ser acompanhada por profissionais, combinando aconselhamento e, se necessário, suporte farmacológico.

O médico afirma que não existe um pacote fixo ou genérico de exames válido para todos. No entanto, a diretriz de 2024 da ASA estabelece que, a partir dos 40 a 50 anos, o acompanhamento médico de rotina deve focar rigorosamente em rastrear e monitorar:

Pessoas com parentes de primeiro grau (pai, mãe ou irmãos) que sofreram um AVC correm risco de duas a três vezes maior de apresentar a doença ao longo da vida. Nesses casos, a atenção precisa ser redobrada.

Além dos fatores modificáveis meniconados, o manejo clínico de pacientes diabéticos de alto risco cardiovascular pode incluir intervenções farmacológicas modernas, como os medicamentos GLP-1, apenas sob orientação médica.

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