Fique por dentro: Partícula ignorada por décadas pode ajudar a explicar por que existimos, dizem físicos
Estudo investiga como partículas do Universo primordial podem ter influenciado o desequilíbrio entre matéria e antimatéria.

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Consulte formatos e valores disponíveisUma partícula praticamente ignorada durante décadas pode ajudar a explicar um dos maiores mistérios da física: por que existe matéria suficiente no Universo para formar estrelas, planetas e até nós mesmos .
A hipótese aparece em um estudo publicado na prestigiada revista científica " Physical Review Letters " por pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e do Instituto Indiano de Tecnologia de Kanpur.
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O trabalho analisa um tipo muito pesado de neutrino , uma partícula que interage muito pouco com a matéria.
Durante décadas, esse neutrino pesado recebeu pouca atenção porque quase não interage com outras partículas e parecia ter pouca influência nos processos que moldaram o Universo.
👻 ENTENDA: neutrinos são partículas quase sem massa e sem carga elétrica que atravessam a matéria praticamente sem deixar rastros. Por isso, ficaram conhecidos como “ partículas fantasma ”. Neste mês, pesquisas com neutrinos renderam o Nobel de Física a Francis Halzen.
Segundo o estudo, esse neutrino pesado pode ter tido um papel importante nos primeiros momentos do Universo, pouco depois do famoso Big Bang .
Pelas teorias atuais, a matéria e a chamada antimatéria deveriam ter surgido em quantidades muito parecidas nesse momento.
O problema é que, quando uma encontra a outra, ambas se destroem e liberam energia.
Ou seja, se a matéria e a antimatéria tivessem sido produzidas em quantidades exatamente iguais logo após o Big Bang, praticamente nenhuma matéria teria sobrado para formar o nosso Universo que conhecemos hoje.
🧩 ENTENDA: a matéria é tudo o que forma estrelas, planetas, pessoas e objetos. A antimatéria é uma espécie de “versão oposta”, formada por partículas com propriedades inversas. Cientistas já conseguiram produzir antipartículas e até antiátomos em laboratório, mas ainda não encontraram regiões do Universo dominadas por antimatéria.
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