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Fique por dentro: Manifestante perde a mão em protesto perto de Lyon, na França

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 17 de outubro de 2026 às 16:24
Via CNN Brasil
Fique por dentro: Manifestante perde a mão em protesto perto de Lyon, na França
Foto: Foto: CNN Brasil
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Um manifestante na cidade de Saint-Étienne, a cerca de 65 quilômetros a sudoeste de Lyon, perdeu a mão durante uma marcha realizada neste sábado (17), informou uma fonte policial à BFMTV, emissora afiliada à CNN . Não foram divulgados mais detalhes sobre como o incidente ocorreu.

Este é o segundo caso relatado de um manifestante que perde a mão durante os protestos estudantis que têm agitado a França nas últimas semanas.

Um estudante na cidade de Lens, no nordeste do país, perdeu a mão após, segundo relatos, ter pego uma granada no início deste mês — episódio que levou a polícia a suspender temporariamente o uso de um tipo específico de granada de efeito moral.

Ninguém vai impor agenda política por meio da violência, diz premiê francês Manifestante perde a mão em protesto perto de Lyon, na França Ao menos 167 pessoas foram presas em protestos na Albânia, diz polícia Essa proibição — que ainda permitia à polícia utilizar diversos outros tipos de granada — foi revogada.

A polícia disparou gás lacrimogêneo e entrou em confronto com manifestantes em várias cidades francesas neste sábado (17), em meio a alguns dos protestos mais violentos dos últimos anos — motivados pelo custo de vida e pelos serviços públicos — que levaram milhares de pessoas às ruas.

As autoridades francesas informaram que, até o meio-dia, foram registrados 140 protestos fora de Paris, reunindo 32.800 pessoas.

Os protestos começaram no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris. A indignação com a falta de professores e as instalações precárias evoluiu para um movimento mais amplo, focado na desigualdade, nos gastos públicos e no padrão de vida.

Segundo o Ministério do Interior, foram registrados incidentes violentos em diversas cidades, incluindo atos de vandalismo em Marselha e ataques contra a polícia, a imprensa e prédios públicos.

Uma forte presença policial pôde ser vista no centro de Paris, especialmente perto de pontos turísticos como a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo — locais que foram excluídos dos trajetos de duas manifestações autorizadas.

Manifestantes vestindo coletes de alta visibilidade bloquearam ruas, remetendo ao movimento dos "Coletes Amarelos", que marcou o mandato anterior do presidente Emmanuel Macron.

Em Marselha, o prefeito informou que a prefeitura foi alvo de vandalismo e que, após conversas com o primeiro-ministro e o ministro do Interior, reforços policiais foram enviados à cidade.

"Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável, porque o preço do combustível está alto demais e porque estudantes do ensino médio estão sendo violentamente atacados e feridos por todo o país, apenas por tentarem protestar e exigir mais professores e condições dignas de ensino", disse Lola, uma manifestante de 19 anos em Paris.

Segundo uma testemunha da Reuters, cerca de 100 pessoas caminhavam em direção ao ponto de início dos protestos, gritando "Todos os policiais são bastardos".

Cerca de 100 pessoas já foram detidas na região de Paris, informou a BFMTV, a maioria por portar equipamentos de proteção proibidos.

Macron, que na sexta-feira (16) pediu calma, entra na reta final de seu mandato em um cenário político fragmentado e sob crescente pressão em relação à economia.

Os esforços da França para reduzir a dívida pública não foram suficientes para tranquilizar os investidores, elevando os custos de endividamento do governo aos patamares mais altos das últimas duas décadas.

As táticas policiais têm sido alvo de críticas após uma série de ferimentos entre os manifestantes — incluindo o caso de um adolescente que perdeu uma das mãos ao pegar uma granada de efeito moral. O ministro Sebastien Lecornu informou que mais de 900 policiais também ficaram feridos.

O órgão de controle da atividade policial está investigando pelo menos duas dúzias de denúncias de violência policial. A França suspendeu o uso de granadas de efeito moral durante as manifestações estudantis, mas o ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou que elas poderiam ser utilizadas neste sábado.

Apelos em redes sociais, convocando veteranos de movimentos de protesto anteriores a participarem das manifestações, parecem ter ampliado a adesão, aumentando a possibilidade de atos maiores.

O movimento dos "Coletes Amarelos" surgiu em 2018, inicialmente em oposição aos impostos sobre o diesel, antes de se expandir para um protesto mais amplo contra o custo de vida e a desigualdade. O movimento perdeu força depois que Macron anunciou bilhões de euros em cortes de impostos.

Yannick Maillou, um professor de La Crèche, no oeste da França, que participou do movimento dos Coletes Amarelos, disse que vários pontos de encontro foram organizados localmente para os protestos deste sábado, com sindicatos também incentivando a participação.

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