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Entenda: Golpe do iPhone Duo pode iniciar ataque ao abrir página falsa; veja como se proteger

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 17:40
Via Exame
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Golpe do iPhone Duo pode iniciar ataque ao abrir página falsa; veja como se proteger Site imita pré-venda da Apple e tenta explorar falhas em iPhones vulneráveis; pesquisadores não confirmaram roubo em um aparelho real iPhone Duo: golpe usa uma falsa pré-venda do aparelho como isca (Apple/Divulgação)

Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 17 de outubro de 2026 às 13h51 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre iPhone Saiba mais RESUMO + Uma página falsa de pré-venda do iPhone Duo inicia uma tentativa de ataque assim que é aberta, segundo a Malwarebytes. O risco depende de vulnerabilidades no aparelho. A Apple afirma que dispositivos com o software atualizado estão protegidos contra os ataques conhecidos.

A promessa é um desconto de US$ 500 para reservar o novo iPhone . O risco pode começar antes de o consumidor preencher qualquer cadastro. Uma página falsa de pré-venda do iPhone Duo foi preparada para iniciar uma tentativa de invasão ao ser aberta em um aparelho vulnerável, segundo pesquisadores da Malwarebytes .

O alerta foi publicado em 29 de setembro, antes da abertura oficial dos pedidos, na sexta-feira, 16. A página imita a identidade visual da Apple e usa o lançamento para atrair visitantes a um ataque baseado no DarkSword , conjunto de ferramentas que explora falhas do iOS.

A análise foi feita sobre o código capturado. Os pesquisadores não testaram a página em um iPhone real nem observaram dados sendo retirados de um aparelho. O relatório identifica a tentativa e suas funções, sem comprovar uma infecção bem-sucedida nessa campanha.

O mecanismo começa a funcionar em segundo plano quando o site carrega. Um componente invisível verifica informações do sistema e seleciona o código que tentará explorar o aparelho. A página procura direcionar o acesso para o Safari.

No material examinado, o formulário funciona como distração. Ele solicita dados de contato e exibe uma mensagem de reserva concluída, mas o código responsável pelo envio não lê nem transmite essas informações.

Se a exploração das falhas funcionar, o programa seguinte tenta acessar informações como credenciais salvas, anotações e arquivos ligados a carteiras de criptomoedas. Os pesquisadores não confirmaram a faixa exata de versões do iOS que essa página poderia comprometer.

O DarkSword encadeia vulnerabilidades para atravessar diferentes proteções do iPhone. Em março, o grupo de inteligência de ameaças do Google publicou uma investigação sobre o uso dessas ferramentas em campanhas distintas, incluindo ataques que começavam pelo acesso a conteúdo malicioso na internet.

Esse tipo de exploração amplia o risco para além dos golpes que dependem de convencer alguém a fornecer uma senha. Em um dispositivo desatualizado e vulnerável, o próprio processamento de uma página pode abrir caminho para o comprometimento do sistema.

O Google informou que as falhas identificadas em sua investigação haviam sido corrigidas pela Apple. Isso torna a atualização do aparelho uma parte central da proteção.

A Apple afirma que dispositivos com o software atualizado estão protegidos contra os ataques relatados. Para verificar a situação do iPhone, o usuário deve acessar Ajustes, entrar em Geral e selecionar Atualização de Software, instalando a versão mais recente disponível para o modelo.

Na hora de consultar uma oferta, o caminho mais seguro é digitar o endereço da loja ou abrir um aplicativo já conhecido. Um link recebido por mensagem ou anúncio não se torna legítimo porque usa o logotipo da fabricante, apresenta uma contagem regressiva ou promete um benefício exclusivo.

A página examinada tinha links de privacidade e condições de venda que não funcionavam, além de modelos e cores incompatíveis com a oferta real. O preço brasileiro do iPhone Duo começa em R$ 21.999, e as condições de cada pedido devem ser conferidas diretamente no vendedor.

Quem abriu um endereço suspeito deve fechar a página e atualizar o sistema. Se forneceu senhas ou dados financeiros, também precisa agir sobre essas informações, alterando credenciais em um dispositivo confiável e procurando a instituição responsável quando houver exposição bancária.

Não. O sucesso do ataque depende de falhas exploráveis no dispositivo. A Apple afirma que aparelhos atualizados estão protegidos contra os ataques conhecidos.

Não. A tentativa descrita começa quando a página carrega.

Não. Os pesquisadores analisaram o código, sem testar a página em um iPhone real ou observar a retirada de dados.

Em Ajustes, acesse Geral e depois Atualização de Software. Instale a versão mais recente disponível para o aparelho.

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