Panorama: O ‘momento Coca Diet’ da AB InBev pode dar novo impulso às ações?
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisO ‘momento Coca Diet’ da AB InBev pode dar novo impulso às ações? Cervejas sem álcool avançam no portfólio da gigante, enquanto investidores avaliam sua capacidade de crescer com novos hábitos de consumo Michelob Ultra: marca integra o portfólio da AB InBev, que amplia suas apostas em novos hábitos de consumo (Ambev/Divulgação)
Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 17 de outubro de 2026 às 14h01 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A expansão das cervejas sem álcool sustenta uma tese favorável às ações da AB InBev apresentada pela Barron’s. A companhia registrou crescimento de 27% na receita dessa categoria no segundo trimestre. O desafio é transformar novas ocasiões de consumo em crescimento para o grupo, em um setor pressionado pela mudança de hábitos.
Vender cerveja a quem quer consumir menos álcool tornou-se parte da estratégia de crescimento da AB InBev . A dona de marcas como Budweiser , Corona e Michelob Ultra amplia suas versões zero enquanto investidores procuram entender se a mudança de hábitos representa apenas uma ameaça ao negócio ou também uma oportunidade para suas ações.
Para o site Barron’s, a situação agora é o “momento Coca Diet” da cervejaria. Segundo analistas, as ações negociadas com desconto e espaço para crescer com novos produtos sem álcool, mesmo diante da redução do consumo de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos e na Europa.
Há resultados que ajudam a dimensionar essa aposta. No segundo trimestre de 2026, a AB InBev registrou alta de 27% na receita das cervejas sem álcool . No conjunto da companhia, a receita cresceu 5,6% em termos orgânicos, enquanto o volume total avançou 0,9%, segundo o balanço divulgado em julho.
A referência aproxima duas mudanças de produto, retirar o açúcar de um refrigerante e oferecer cerveja sem álcool. Em ambos os casos, a marca preserva sua presença na categoria, enquanto apresenta uma alternativa a consumidores que procuram evitar determinado ingrediente.
Na cerveja, a proposta comercial inclui ampliar as ocasiões em que a bebida pode ser consumida. No Brasil, a Ambev , controlada pela AB InBev, vem desenvolvendo um portfólio que reúne versões sem álcool, produtos de baixa caloria e opções sem glúten, com resultados diferentes em cada segmento.
Em 2025, esse conjunto de “escolhas balanceadas” cresceu 67% em volume, segundo a Ambev. Dentro dele, as cervejas zero álcool avançaram 30%. Os percentuais não são equivalentes, porque o primeiro reúne produtos com características distintas e inclui bebidas que contêm álcool.
A empresa não divulgou os volumes absolutos desse conjunto naquela apresentação. Por isso, o crescimento acelerado indica expansão, mas não permite estabelecer, sozinho, quanto essas linhas já representam no negócio total.
Parte da estratégia brasileira foi levar a versão zero para além das marcas premium. Em fevereiro, a Ambev lançou a Skol Zero Zero, com zero álcool, zero açúcar e 12 calorias por lata de 350 mililitros, segundo a companhia.
O desenvolvimento exigiu uma nova receita e ajustes no processo produtivo. A empresa informou que eliminar o açúcar demandou controles adicionais de fermentação e ferramentas de mensuração, com fabricação inicial na cervejaria de Lages, em Santa Catarina.
O movimento também envolve posicionamento de preço e distribuição. A Skol Zero Zero foi apresentada para o segmento de maior volume da marca, enquanto rótulos como Corona Cero e Budweiser Zero já ocupavam espaço no portfólio. A aposta é oferecer a alternativa sem álcool dentro de marcas que o consumidor conhece.
Os resultados posteriores mantiveram a categoria em destaque. No segundo trimestre, as cervejas zero álcool da Ambev cresceram 30%, puxadas por Corona Cero, Budweiser e Brahma 0,0%, além de Skol, segundo os resultados da companhia.
A análise da AB InBev também passa pelo balanço financeiro. A relação entre dívida líquida e Ebitda normalizado caiu de 3,27 vezes, em junho de 2025, para 2,86 vezes em junho de 2026. O indicador compara o endividamento líquido à medida de resultado operacional utilizada pela empresa.
Essa melhora acompanha a expansão do portfólio, mas não demonstra que as versões zero foram responsáveis por toda a evolução financeira. A AB InBev opera em diferentes mercados e categorias, e o desempenho consolidado depende também das marcas tradicionais, dos custos e da composição das vendas.
A distinção é importante porque uma categoria pode crescer rapidamente sem ter tamanho suficiente para determinar o resultado do grupo. A tese para as ações depende tanto da continuidade dessa expansão quanto de sua contribuição efetiva para receita, rentabilidade e geração de caixa.
A oportunidade surge dentro de uma indústria que enfrenta pressão sobre o consumo. Em análise sobre as ações das fabricantes de bebidas, publicada em agosto, Kevin Grundy, analista do BNP Paribas, apontou uma mudança cultural, e não apenas uma fase temporária de fraqueza.
Segundo os dados apresentados pelo analista à Barron’s naquela ocasião, a produção americana de cerveja caiu 5,6% em 2025 e recuou novamente no segundo trimestre de 2026. A expansão das alternativas sem álcool acontece, portanto, ao lado de dificuldades na categoria tradicional.
Para a AB InBev, os próximos resultados permitirão acompanhar se o avanço dessas novas linhas continua a contribuir para o grupo. A divulgação do balanço do terceiro trimestre está marcada para 29 de outubro.
É a comparação utilizada pela Barron’s para apresentar sua tese favorável às ações. A ideia relaciona a expansão das cervejas sem álcool à capacidade de uma marca oferecer alternativas a consumidores que querem evitar determinado ingrediente.
A receita global dessa categoria avançou 27% no segundo trimestre de 2026, segundo a companhia. O número mede receita, e não volume vendido.
Não. A Ambev é controlada pela AB InBev e tem resultados próprios. Indicadores da operação da Ambev não devem ser tratados como números do grupo global.
Não necessariamente. O portfólio de “escolhas balanceadas” reúne atributos diferentes, como baixa caloria, ausência de glúten e zero álcool.
Não. A contribuição para o resultado total, os custos, a concorrência, o endividamento e as expectativas já refletidas no preço também fazem parte da avaliação.
Banco revisa estimativas para o setor com juros menores, mas alerta para risco de desaceleração do consumo no curto prazo
Pesquisas reduziram a vantagem atribuída ao candidato do PL e levaram investidores a rever parte do rali pós-primeiro turno
Concurso 3.071 será sorteado no domingo, 18, às 11h; jogo simples custa R$ 6 e pode ser registrado até as 22h de sábado
Expansão do comércio eletrônico impulsionou o Magalu há uma década, ao mesmo tempo que as taxas de juros elevadas em períodos mais recentes pressionaram os papéis
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Fique por dentro: Netflix, Tesla, WEG e IPCA-15 movimentam a semana antes do 2º turno
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Em destaque: José Sarney recebe alta hospitalar em São Luís após nove dias internado
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Em destaque: Trump suspende sanções e tarifas à Rússia pouco antes de lei entrar em vigor
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.


