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Fique por dentro: Lula condena "baixo nível" de eleição e agradece trabalho de militância no 2º turno

Ele rechaçou "levar miliciano para o Palácio do Planalto" e celebrou a mobilização do chamado Exército do Lula, grupo que reúne mais de 10 milhões de militantes

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 14:48
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Fique por dentro: Lula condena "baixo nível" de eleição e agradece trabalho de militância no 2º turno
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Em discurso em ato no Rio de Janeiro, Lula se referiu ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) como "miliciano" e afirmou que ele representa um risco para a democracia: "Não é possível levar um miliciano para o Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia corre, do risco que as pessoas de bem correm", declarou o petista.

"Estamos chegando ao final da eleição que teve o mais baixo nível possível" afirmou Lula, que estava acompanhado da deputada Benedita da Silva (PT), do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), Ele comentou que, em seu entendimento, em eleições anteriores que participou, seus opositores tinham "nível maior" do que seu atual opositor, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

"Dessa vez, eu tive que disputar eleição com uma pessoa que não era uma pessoa" , disse, a acrescentar que ficou impressionado com a "desfaçatez" de seu oponente.

"O nome dele é mentira, mentira, mentira", disse. "E eu fico pensando se o Brasil merece ter um candidato da envergadura de meu adversário", afirmou.

Flávio Bolsonaro já homenageou com medalha o miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do Crime". Além disso, como deputado estadual, Flávio deu cargos à mãe e à ex-esposa de Nóbrega em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No discurso, Lula agradeceu "ao povo brasileiro pelo que fez no segundo turno". Ele destacou a mobilização de seus apoiadores e disse que o que aconteceu "não estava escrito em nenhuma página da sociologia".

"Hoje nós temos um exército de democratas nesse país maior do que o exército chinês, maior do que o exército russo, maior do que o exército americano", afirmou, em referência ao grupo "Exército do Lula".

O candidato à reeleição se mostrou no entanto confiante em sua vitória. "Amanhã serei eleito presidente da república", disse. "É verdade que o povo quer mudança. Mas mudança para melhor. Mudança para frente. Não podemos esquecer o que aconteceu no mandato dessa gente nesse país" disse, a se referir indiretamente ao mandato de Jair Bolsonaro na presidência, pai de Flávio Bolsonaro. "Eu estou muito otimista."

Lula prometeu ainda que, se eleito, fará uma caminhada da vitória no Rio de Janeiro. Ele participa nesse momento de caminhada na orla de Copacabana, zona sul do Rio.

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), a três dias do segundo turno, mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto, e Lula com 46%, em empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, os indecisos são 2%. Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 50%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.

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