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Consulte formatos e valores disponíveisLively Nightclub Group Celebration -Flávio Bolsonaro e, à direita, Willer Tomaz, em uma foto encontrada pela PF no iCloud do advogado - Crédito: Reprodução A- A+ O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma suruba em uma lancha com lobistas e prostitutas, em Brasília, durante a pandemia de Covid-19, em julho de 2020. A informação foi publicada nesta 4ª.feira (21.out.26) pela revista piauí .
Segundo a reportagem, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram a festa para se aproximar do governo Jair Bolsonaro (PL) e negociar um contrato de fornecimento da vacina indiana Covaxin.
Os empresários afirmavam representar a fabricante do imunizante, a Bharat Biotech. Com ajuda do agente de viagens Raphael Barão, organizaram um churrasco no lago Paranoá, com três prostitutas trazidas de São Paulo.
Flávio teria comparecido acompanhado de Alexandre Santini, seu amigo e sócio em uma loja de chocolates. O estabelecimento foi associado ao suposto esquema de “rachadinha” pelo qual o senador foi investigado.
A festa teria ocorrido das 10h30 às 15h. Conforme a revista, houve uma despesa de R$ 1.949 em um restaurante, e Flávio teria descido à cabine da lancha com uma das mulheres.
Ao final do evento, Trento teria presenteado o senador com um relógio Rolex.
Flávio não havia se manifestado sobre a reportagem. Trento e Maximiano também não responderam à revista.
Em julho de 2020, o Brasil enfrentava um período crítico da pandemia de Covid-19. Governos estaduais e municipais mantinham restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento de estabelecimentos para conter a doença.
Naquele momento, o país ainda não havia iniciado a vacinação contra o coronavírus. As primeiras doses seriam aplicadas em janeiro de 2021.
Trento, Maximiano e Barão foram investigados pela CPI da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro. Eles negam as acusações.
Durante a comissão, Flávio defendeu a Precisa Medicamentos e elogiou a diretora da empresa, Emanuela Medrades.
A negociação da Covaxin provocou desgaste para o governo Bolsonaro. Luis Ricardo Miranda, então chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatou ao Ministério Público ter sofrido pressão incomum para assinar documentos relacionados à compra.
Três meses após a festa, Flávio teria articulado uma reunião entre Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do BNDES.
Segundo a piauí , o empresário buscava financiamento para um empreendimento no setor de telecomunicações.
Na época, após a publicação de uma reportagem pela revista Veja , Flávio afirmou não manter relações comerciais ou financeiras com Maximiano.
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