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Polícia do Equador detém ex-candidata à presidência Luisa González

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 16:05
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Polícia do Equador detém ex-candidata à presidência Luisa González
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Polícia do Equador prende ex-candidata à presidência Luisa González Política de esquerda é alvo de investigação por suposto financiamento ilegal da Venezuela na campanha de 2023; Ministério Público apura lavagem de ativos Polícia do Equador prende ex-candidata à presidência Luisa González

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 12h27 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González foi detida pela polícia nesta quinta-feira, 22, após ser investigada desde janeiro por suspeita de financiamento irregular da Venezuela na campanha de 2023. O Ministério Público, órgão responsável pela apuração, informou que formalizará acusações contra três pessoas por suposta lavagem de ativos, mas não esclareceu se o caso integra a investigação anterior.

A ex-candidata à presidência do Equador Luisa González, de esquerda, foi detida pela polícia nesta quinta-feira (22). Ela era alvo de investigações desde janeiro por suspeitas de receber financiamento irregular da Venezuela durante a disputa eleitoral de 2023, pleito que terminou com a vitória do atual presidente, Daniel Noboa.

A política integra o movimento Revolução Cidadã, legenda alinhada ao ex-presidente Rafael Correa, que governou o país entre 2007 e 2017. Correa está impedido de concorrer nas eleições para prefeituras e governos locais marcadas para novembro.

Em seu canal oficial no WhatsApp, a corporação policial comunicou que a ex-candidata "foi detida", mas não forneceu detalhes sobre a motivação.

Pelas redes sociais, Rafael Correa reagiu à notícia na plataforma X: "Prenderam Luisa González. JÁ CHEGA!!! ". Condenado por corrupção e foragido da Justiça de seu país, o ex-mandatário reside na Bélgica desde o fim de seu governo.

Também nesta quinta-feira, o Ministério Público do Equador divulgou que formalizará acusações contra três indivíduos "investigados por sua suposta participação no delito de #LavagemDeAtivos". No X, o órgão revelou as iniciais dos capturados, incluindo L. M. G. A., letras que correspondem ao nome de registro de González.

Na ocasião das buscas realizadas em sua residência, no começo do ano, a ex-candidata negou o recebimento de verbas oriundas da Venezuela.

A presidente do Revolução Cidadã, Gabriela Rivadeneira, utilizou o X para exigir a soltura da aliada. "Luisa González foi detida pelo governo de Daniel Noboa Azin. Exigimos saber seu paradeiro e sua liberdade imediata", postou.

Neste ano, González chegou a tentar se candidatar à prefeitura de Manabí, tradicional reduto do seu partido. Contudo, em setembro, o Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) negou o registro após contestações feitas pelo partido governista ADN e pela legenda de direita Creo.

Sendo a principal sigla de oposição equatoriana, o Revolução Cidadã vem acusando o governo de impor barreiras à sua participação no pleito de novembro. O embate teve início em março, quando o movimento sofreu uma inabilitação de nove meses em meio a uma apuração do Ministério Público sobre um suposto crime de lavagem de ativos.

Na sequência, a autoridade eleitoral adiantou as eleições locais do ano que vem para novembro deste ano. A manobra bloqueou o registro dos candidatos do Revolução Cidadã, uma vez que a sanção contra a sigla ainda estava valendo.

A ala política ligada a Correa optou, então, por buscar apoio em outros partidos para contornar a suspensão. Mas, a exemplo do que ocorreu com González, diversas postulações não foram oficializadas em decorrência de denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral.

A polícia do Equador não informou o motivo da detenção de Luisa González. No mesmo dia, o Ministério Público anunciou que formalizaria acusações por suposta lavagem de ativos contra três pessoas, entre elas uma identificada pelas iniciais correspondentes ao nome de registro da ex-candidata.

Luisa González negou ter recebido recursos provenientes da Venezuela. A declaração foi feita após buscas realizadas na residência da ex-candidata no começo do ano.

Daniel Noboa venceu Luisa González no segundo turno da eleição presidencial de 2023. Noboa recebeu 52% dos votos, ante 48% de González.

Luisa González é uma política de esquerda que disputou a Presidência do Equador em 2023 e integra o movimento político Revolução Cidadã. A legenda é alinhada ao ex-presidente Rafael Correa, que governou o país entre 2007 e 2017.

O Tribunal Contencioso Eleitoral negou em setembro o registro da candidatura de Luisa González à prefeitura de Manabí. A decisão ocorreu após contestações apresentadas pelo partido governista ADN e pela legenda de direita Creo.

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