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Fique por dentro: Com as bets fora de jogo, Fatal Model quer patrocinar mais clubes e faturar R$ 200 milhões

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 10:55
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Fique por dentro: Com as bets fora de jogo, Fatal Model quer patrocinar mais clubes e faturar R$ 200 milhões
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Com as bets fora de jogo, Fatal Model quer patrocinar mais clubes e faturar R$ 200 milhões Empresa de anúncios de acompanhantes já patrocinou mais de 30 clubes, fez propostas a Flamengo e Corinthians e quer aproveitar a queda dos preços das cotas de patrocínio Espaço no futebol: marca da Fatal Model aparece no calção do Corinthians, enquanto empresa busca ampliar sua presença nos clubes. (Fatal Model/Divulgação)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 07h01 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A plataforma de anúncios de acompanhantes Fatal Model avalia ampliar o patrocínio a clubes brasileiros após a proibição das casas de apostas, em vigor desde 6 de outubro. A empresa, que já apoiou mais de 30 times desde 2022, apresentou propostas para o patrocínio master de Flamengo e Corinthians. A Fatal Model projeta faturar entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões em 2026.

A proibição das casas de apostas no Brasil abriu uma oportunidade de negócios para empresas interessadas em patrocinar clubes de futebol. Uma das companhias de olho nesse mercado é a Fatal Model, plataforma de anúncios de acompanhantes fundada em Pelotas, no Rio Grande do Sul , que projeta faturar R$ 200 milhões em 2026.

A empresa já patrocinou mais de 30 clubes brasileiros desde 2022 e agora avalia ampliar sua presença nos uniformes dos times, inclusive nas cotas de patrocínio principal, conhecidas como master. Recentemente, apresentou propostas para ocupar esse espaço nas camisas de Flamengo e Corinthians .

Para a Fatal Model, a saída dessas empresas pode tornar mais baratos os espaços publicitários que antes eram disputados pelas casas de apostas.

"Com as bets pagando imposto e o aumento dos custos operacionais por causa da legalização da nova legislação, as bets diminuíram os apetites de ativos de marketing no mercado", afirma Samuel Ongaratto , diretor de negócios da Fatal Model, em entrevista à EXAME.

A companhia já vinha registrando crescimento antes da mudança na legislação. O faturamento passou de R$ 99,9 milhões em 2024 para R$ 136,7 milhões em 2025, uma alta de 37%. Nos primeiros nove meses de 2026, alcançou R$ 138 milhões , superando a receita de todo o ano anterior.

Hoje, a empresa conta com cerca de 300 funcionários e afirma receber 30 milhões de usuários únicos por mês.

A estratégia de patrocínios da Fatal Model começou em 2022, com investimentos em equipes das séries B e C do Campeonato Brasileiro . A empresa ampliou sua atuação nos anos seguintes, chegando a competições como a Série A, a Supercopa do Brasil e amistosos da Seleção Brasileira.

Atualmente, a companhia mantém contratos com quatro clubes. A Fatal Model patrocina o Remo , enquanto a Fatal Fans, sua plataforma de conteúdo por assinatura, aparece no calção do Corinthians e nos uniformes do Operário e do Vila Nova .

Até agora, a companhia não assumiu o posto de patrocinadora master de nenhum desses times. O cenário pode mudar com a proibição das bets.

"Então a gente viu muita propriedade, principalmente uniforme, baixarem significativamente o valor do ano passado para cá. E com a proibição das bets, a gente entende que esse movimento vai ser ainda maior", afirma Ongaratto.

Segundo o executivo, a concorrência das casas de apostas elevou o preço dos principais contratos de patrocínio nos últimos anos, tornando algumas negociações inviáveis para a Fatal Model.

A companhia também fez propostas recentes para assumir espaços nas camisas de Flamengo e Corinthians, disse o executivo.

"A gente acredita que se essa proibição continuar, talvez os valores dos master fiquem mais acessíveis. E aí, talvez no futuro, a gente venha aí a estampar o master de algum time ", diz.

O interesse pelo futebol, porém, não se limita à exposição nos estádios. A estratégia também busca colocar a marca nas transmissões e nos programas esportivos da televisão aberta. "Na verdade, o nosso caminho no futebol, ele foi construído para estar presente na TV ", afirma o executivo.

A empresa pretende ampliar sua presença em emissoras como Globo e SBT. Segundo Ongaratto, a Fatal Model já mantém ações publicitárias com a Band, além de parcerias com rádios e podcasts.

Samuel Ongaratto, diretor de negócios da Fatal Model: empresa mira faturar até R$ 200 milhões em 2026 e ampliar sua presença no futebol. (Fatal Model/Divulgação)

Fundada em 2016, em Pelotas, a Fatal Model surgiu como uma plataforma digital de classificados para acompanhantes . O projeto foi idealizado por Jean Felipe Garcia Quadro, atual CEO da empresa, que já havia participado da criação da Melhor Envio, startup de soluções logísticas posteriormente vendida à Locaweb.

A companhia afirma que não recebe comissão pelos atendimentos realizados pelos acompanhantes nem intermedeia o pagamento desses serviços. Seu negócio principal consiste em vender espaço publicitário digital.

O crescimento da receita ganhou força nos últimos anos. Em 2021, a empresa faturou R$ 14,5 milhões. No ano seguinte, o valor chegou a R$ 37,9 milhões. Em 2023, alcançou R$ 63,8 milhões e, em 2024, aproximou-se da marca de R$ 100 milhões.

Para 2026, a projeção de faturamento de R$ 200 milhões representa um crescimento de 46% em relação ao ano passado.

A estratégia financeira da companhia é direcionar os recursos gerados pela operação para o próprio negócio, principalmente em tecnologia , contratação de funcionários e marketing. "A gente não foca em lucratividade, a gente foca em crescimento", afirma Ongaratto.

Segundo o executivo, os sócios não realizam distribuição de lucros desde a fundação da empresa.

A Fatal Model também investiu no desenvolvimento de ferramentas de verificação de identidade. Os acompanhantes precisam apresentar documentos, passar por reconhecimento facial e produzir vídeos que permitem conferir se as imagens publicadas correspondem à pessoa responsável pelo anúncio.

A empresa tem cerca de 80 mil acompanhantes com cadastros ativos e verificados . Sua equipe de 300 funcionários inclui dez times de desenvolvimento de tecnologia.

A aposta mais recente da companhia é a Fatal Fans , plataforma de venda de conteúdo por assinatura criada no final de 2025 para disputar mercado com empresas como OnlyFans e Privacy .

A nova operação funciona de maneira diferente do negócio original. Enquanto a Fatal Model cobra por anúncios destacados, a Fatal Fans recebe um percentual sobre a venda de conteúdos digitais publicados pelos criadores.

A taxa padrão da empresa é de 15%, mas pode ser negociada com produtores de maior alcance. Segundo Ongaratto, há contratos com comissões próximas de 10%.

A Fatal Model utilizou sua base de acompanhantes para atrair os primeiros criadores da Fatal Fans. Depois, passou a buscar produtores que já vendiam conteúdo em outras plataformas.

A companhia afirma não exigir exclusividade como regra para a utilização de seus serviços. Dessa forma, os criadores podem manter perfis em plataformas concorrentes.

A nova frente também passou a fazer parte da estratégia de marketing esportivo. É a marca Fatal Fans que aparece no calção do Corinthians, enquanto a Fatal Model permanece associada a outros contratos.

Embora a operação seja recente, a companhia vê na venda de conteúdo por assinatura uma maneira de ampliar as fontes de receita e aproveitar o público que já frequenta seu site de anúncios.

Com a saída das bets do futebol, a empresa pretende usar a exposição das duas marcas nos uniformes e nas transmissões esportivas para sustentar sua expansão.

A saída das bets pode reduzir os preços dos espaços publicitários nos uniformes dos clubes. Segundo Samuel Ongaratto, diretor de negócios da Fatal Model, os valores dos patrocínios já caíram e podem ficar ainda mais acessíveis após a proibição.

A Fatal Model patrocina o Remo, enquanto a plataforma de conteúdo por assinatura Fatal Fans aparece no calção do Corinthians e nos uniformes do Operário e do Vila Nova. Desde 2022, a companhia já patrocinou mais de 30 clubes brasileiros.

A Fatal Model projeta faturamento entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões em 2026, crescimento de aproximadamente 32% a 46% sobre 2025. Nos primeiros nove meses de 2026, a receita alcançou R$ 138 milhões.

Cerca de 90% do faturamento da Fatal Model vem do impulsionamento pago de anúncios de acompanhantes, segundo Samuel Ongaratto. A empresa afirma que não cobra comissão pelos atendimentos nem intermedeia o pagamento dos serviços.

A Fatal Fans cobra uma comissão padrão de 15% sobre a venda de conteúdo digital, com taxas próximas de 10% em alguns contratos, segundo Samuel Ongaratto. O executivo afirma que a OnlyFans pratica uma taxa de 20%, enquanto a Fatal Fans não exige exclusividade dos criadores como regra.

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