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Atualização: Startup de IA capta US$ 1 milhão com veteranos da Vale e de empresas de tecnologia para mineração

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 11:55
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Atualização: Startup de IA capta US$ 1 milhão com veteranos da Vale e de empresas de tecnologia para mineração
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Startup de IA capta US$ 1 milhão com veteranos da Vale e de empresas de tecnologia para mineração Avaliada em US$ 11 milhões, empresa brasileira desenvolve tecnologia para automatizar tarefas nas mineradoras e mira faturamento de R$ 10 milhões até junho de 2027 Luigi Carboni, fundador e CRO; Gustavo Usero, fundador e CEO; Mauro Sérvulo, cofundador e vice-presidente de Planejamento Mineral; e Danyel Usero, fundador e CTO: startup captou US$ 1 milhão e quer multiplicar sua receita por cinco até junho de 2027. (MineMind/Divulgação)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 08h01 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A startup brasileira de tecnologia para mineração MineMind captou US$ 1 milhão em uma rodada que avaliou o negócio em US$ 11 milhões. A empresa, que usa inteligência artificial para automatizar tarefas em programas de geologia e engenharia de minas, pretende elevar sua receita de cerca de R$ 2 milhões para R$ 10 milhões até junho de 2027.

A mineração movimenta equipamentos de grande porte, toneladas de minério e uma quantidade enorme de dados. Por trás da operação das minas, geólogos e engenheiros trabalham com diferentes programas para analisar informações, calcular reservas minerais e planejar a extração. É nesse trabalho que uma startup brasileira quer ganhar espaço com inteligência artificial .

A MineMind , empresa de tecnologia voltada à mineração, acaba de captar US$ 1 milhão em uma rodada de investimentos que avaliou o negócio em US$ 11 milhões .

A companhia, que atualmente fatura cerca de R$ 2 milhões, pretende chegar a R$ 10 milhões em receita até junho de 2027. Para isso, aposta em um software capaz de se conectar aos programas já utilizados pelas mineradoras e automatizar parte das tarefas executadas por seus profissionais.

A rodada reuniu investidores com experiência no setor mineral. Entre eles estão Edson Ribeiro , que trabalhou por mais de três décadas na Vale ; Nick Fogarty , ex-executivo da Seequent; Francisco Bittencourt , ligado à trajetória das empresas Deswik e Fast2Mine; e Mauro Sérvulo Delgado Santos , que também passou pelas duas companhias e hoje integra a direção da startup.

“A mineração é um mercado muito baseado em confiança. Poderíamos ter buscado apenas capital, mas queríamos pessoas que conhecessem profundamente a indústria e entendessem os problemas que estamos tentando resolver”, afirma Gustavo Usero , cofundador e CEO da MineMind.

A MineMind desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial que se conecta a programas utilizados por geólogos e engenheiros de minas. A proposta não é substituir esses sistemas, mas permitir que parte das tarefas seja executada automaticamente.

Por meio de comandos em linguagem natural, os profissionais podem solicitar análises de dados, organizar arquivos e executar etapas de processos técnicos. A plataforma utiliza diferentes agentes de inteligência artificial para realizar essas atividades dentro dos softwares já adotados pelas mineradoras.

Segundo a empresa, determinadas tarefas que normalmente levariam quatro ou cinco semanas podem ser concluídas em algumas horas ou dias. A decisão final sobre os resultados permanece com os profissionais responsáveis.

Um dos projetos realizados pela MineMind envolveu uma operação de metais preciosos que precisava recuperar informações de um modelo geoestatístico desenvolvido anos antes. O profissional que havia criado o modelo já não trabalhava na mineradora, e a equipe não conseguia interpretar os arquivos originais.

A startup catalogou centenas de arquivos e reconstruiu 11 etapas do processo utilizado na época. O trabalho foi concluído em três dias. Segundo a companhia, a mesma atividade poderia levar semanas pelos métodos tradicionais.

A captação de US$ 1 milhão reuniu profissionais que participaram da trajetória de empresas de tecnologia e mineração.

Nick Fogarty ingressou em 2013 na ARANZ Geo, que posteriormente se tornou Seequent , e participou da expansão internacional do negócio. A Seequent foi adquirida pela americana Bentley Systems por aproximadamente US$ 1,05 bilhão.

Edson Ribeiro construiu uma carreira de mais de 30 anos na Vale , onde ocupou posições ligadas à exploração mineral e à gestão de recursos e reservas.

Francisco Bittencourt e Mauro Sérvulo Delgado Santos, por sua vez, participaram da trajetória da Deswik no Brasil e da Fast2Mine. A Deswik foi adquirida pela Sandvik, enquanto a Fast2Mine foi comprada pela Weir em 2025.

Além de investidor, Sérvulo ocupa o cargo de vice-presidente de Planejamento Mineral da MineMind e integra seu conselho de administração.

A estratégia da startup é contar com profissionais que conheçam os sistemas utilizados nas mineradoras e possam contribuir para o desenvolvimento dos produtos e para a aproximação com potenciais clientes.

Os recursos captados serão destinados ao desenvolvimento da plataforma e à ampliação dos serviços oferecidos às mineradoras.

A MineMind começou suas atividades prestando serviços de consultoria para empresas do setor. A partir desses projetos, passou a desenvolver ferramentas de inteligência artificial para automatizar parte dos processos analisados.

Hoje, a companhia combina receitas de serviços com a comercialização de seu software. A assinatura da plataforma é cobrada por usuário, com preço de referência de aproximadamente US$ 2 mil mensais.

A meta é alcançar R$ 10 milhões em receita até junho de 2027, divididos aproximadamente pela metade entre assinaturas recorrentes de software e prestação de serviços.

Outra frente de expansão é o planejamento de minas. A empresa começou desenvolvendo soluções voltadas à geologia e agora pretende ampliar sua atuação para atividades relacionadas à organização e ao planejamento da extração mineral.

Embora mantenha a maior parte de sua equipe e operação no Brasil, a MineMind foi constituída em Delaware, nos Estados Unidos, para facilitar futuras rodadas de investimento no exterior.

A companhia já planeja uma nova captação, desta vez uma Série A, para aproximadamente 12 meses. A expectativa é levantar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões.

“Temos uma equipe majoritariamente brasileira construindo tecnologia para competir globalmente. Em mineração, pequenas melhorias de eficiência podem representar milhões de dólares, e é nessa oportunidade que queremos crescer”, afirma Usero.

A plataforma da MineMind recebe comandos em linguagem natural e usa agentes de inteligência artificial para executar tarefas nos programas já adotados por geólogos e engenheiros de minas. A decisão final sobre os resultados permanece com os profissionais responsáveis.

A MineMind captou US$ 1 milhão em uma rodada que avaliou a startup em US$ 11 milhões. O aporte reuniu investidores com experiência em empresas de mineração e tecnologia.

Os recursos serão destinados ao desenvolvimento da plataforma e à ampliação dos serviços oferecidos às mineradoras. A MineMind também pretende expandir sua atuação da geologia para o planejamento da extração mineral.

A MineMind pretende elevar sua receita de cerca de R$ 2 milhões para R$ 10 milhões até junho de 2027. A meta prevê uma divisão aproximada de 50% entre assinaturas recorrentes do software e serviços.

A assinatura da plataforma custa aproximadamente US$ 2 mil mensais por usuário. Além da comercialização do software, a MineMind mantém receitas provenientes de serviços para empresas do setor mineral.

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