'Estava alterado' — Amigo de Fernando Sastre diz que empresário bebeu antes de causar acidente com Porsche
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Consulte formatos e valores disponíveisMarcus Vinicius Machado Rocha, amigo de Fernando Sastre de Andrade Filho e passageiro do Porsche na batida que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, afirmou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades nesta quarta-feira (28), antes do início do júri, que o empresário havia bebido e estava “alterado” por causa da bebida.
“Ele estava alterado por conta da bebida, sim”, disse Marcus. Ele afirmou que não se lembra da quantidade de álcool consumida pelo então amigo.
Sobre os momentos antes da colisão, Marcus disse que se recorda de Fernando saindo devagar da vaga e, em seguida, acelerando. “A partir desse momento eu não lembro de mais nada”, afirmou. O estudante de medicina sofreu fraturas em quatro costelas e precisou passar por uma cirurgia para a retirada do baço.
Marcus também disse que não mantém mais contato com Fernando nem com os amigos em comum que tinham. “Por um lado é triste, mas a Justiça tem que ser feita também”, afirmou. Ele será ouvido como testemunha no julgamento e também é vítima no processo.
O advogado Jonas Marzagão, que defende Fernando, disse esperar que os jurados desclassifiquem a acusação para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “A gente acredita que o Conselho de Sentença, o júri, avalie com muita precisão e desclassifique para homicídio culposo”, afirmou.
O julgamento acontece no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. O Ministério Público acusa Fernando de homicídio qualificado por perigo comum, na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de matar —, e de lesão corporal gravíssima.
A acusação afirma que Fernando dirigia após consumir bebida alcoólica e em velocidade muito acima do limite da Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde ocorreu a batida, em 31 de março de 2024. Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em uma via com limite de 50 km/h.
O Ministério Público pedirá uma pena de mais de 20 anos de prisão em caso de condenação. A sessão será presidida pela juíza Melanie Liesenberg e deve durar dois dias. Ao todo, 14 testemunhas devem ser ouvidas antes do interrogatório do réu.
Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, morreu depois que o Renault Sandero que dirigia foi atingido na traseira pelo Porsche conduzido por Fernando, na madrugada de 31 de março de 2024. A batida ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo, e foi registrada por câmeras de segurança.
Segundo a acusação, Fernando dirigia após consumir bebida alcoólica e em velocidade muito acima do limite da via. Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em um trecho com limite de 50 km/h.
Ornaldo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu. O filho dele, Luam Silva, escreveu nas redes sociais: “Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”. Ele também pediu que a Justiça fosse feita.
Fernando deixou o local da batida e se apresentou à polícia no dia seguinte. Ele está preso preventivamente desde 6 de maio de 2024.
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