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as 4 características que as empresas que mais crescem buscam — Entregar no prazo já não basta

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 15:30
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as 4 características que as empresas que mais crescem buscam — Entregar no prazo já não basta
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Entregar no prazo já não basta: as 4 características que as empresas que mais crescem buscam Em novo livro, Verne Harnish diz que a maioria das empresas se contenta com o funcionário apenas adequado Oportunidades de emprego: empresas têm opções em home office e para qualquer lugar do Brasil (Visual Generation/Getty Images)

Priorizar nos meus resultados Google Comparecer ao trabalho, cumprir o que o cargo exige, entregar no prazo e dentro do orçamento, se dar bem com os colegas. Para Verne Harnish, fundador da Entrepreneurs’ Organization (EO), esse é o retrato do funcionário apenas adequado, e é com ele que a maioria das empresas se contenta.

As que mais prosperam, segundo Harnish, contratam por quatro características: vontade, valores, resultados e habilidades, nessa ordem de importância.

A lista está em Super Players, livro que Harnish, autor do best-seller Scaling Up, lançou em 13 de outubro com Kevin Daum e Anne Mary Ciminelli. Em texto adaptado da obra e publicado na revista americana Inc., ele descreve o que separa quem cumpre o combinado de quem faz o gestor se surpreender com um trabalho melhor do que ele próprio faria.

A maioria dos profissionais se considera razoavelmente valiosa e se vê a caminho de salários maiores e promoções. As empresas, escreve Harnish, nem sempre concordam. O resultado é frustração dos dois lados.

O padrão de adequação mantém a empresa à tona, mas não a faz passar à frente da concorrência. Numa sondagem informal com líderes, citada pelo autor, as características que eles atribuíam aos funcionários que recontratariam eram justamente essas: aparecer, cumprir o mínimo e não causar problemas.

O que os empregadores buscam, segundo Harnish, é inteligência em ação: gente que percebe padrões, dá coerência ao que está solto e faz os sistemas avançarem. Num momento em que todos falam de ferramentas e automações de IA, ele diz que os melhores profissionais não se limitam a usar a inteligência. Eles a conduzem, em si mesmos, nas equipes e nos processos que desenham.

A primeira característica é a vontade, definida como o desejo de se destacar, agir com coragem, perseverar, aprender e inovar. Harnish resume o peso dela numa frase: “Sem vontade forte, nada mais acontece, e nada mais importa”, diz.

Em segundo lugar vêm os valores, as regras culturais que orientam como as pessoas agem e decidem dentro de uma organização. O profissional que Harnish descreve precisa estar disposto a jogar por essas regras e se sentir confortável com elas. O autor acrescenta uma nuance: saber quando segui-las, quando flexibilizá-las e quando defendê-las.

A terceira característica é a capacidade de entregar. Segundo Harnish, mesmo pessoas motivadas e alinhadas à cultura acabam sendo ineficazes se não batem as metas de desempenho esperadas. Errar faz parte do caminho, mas não pode virar padrão.

A quarta é a habilidade, e aqui o autor muda o foco do que se sabe para como se aprende. As empresas precisam de quem desenvolve sozinho as próprias competências técnicas e comportamentais e se adapta rápido. Para Harnish, quem fica esperando ser ensinado sobrecarrega a estrutura e freia o crescimento.

Em outro texto sobre o livro, ele argumenta que habilidades técnicas precisam ser atualizadas a cada três a cinco anos. As que mais contam, em qualquer setor, são humanas: observar o que acontece ao redor, comunicar com quem está acima, abaixo e ao lado, e se adaptar às mudanças.

Harnish escreve para líderes e para quem quer crescer dentro das empresas. Mas as quatro características começam a ser avaliadas antes da contratação. Num processo seletivo, a vontade aparece nos obstáculos que o candidato conta ter superado; os valores, na leitura que ele faz da cultura da empresa; os resultados, nos exemplos concretos que leva para a entrevista; e as habilidades, no quanto aprendeu por conta própria.

O Processo Seletivo Na Prática é um curso 100% online e gratuito, com cerca de seis horas de conteúdo teórico divididas em oito módulos, além de atividades práticas e certificado. As aulas ensinam a ler um anúncio de vaga em busca de sinais da cultura da empresa, a montar a narrativa da própria trajetória, a usar o método STAR nas respostas e a treinar entrevistas, inclusive as conduzidas por inteligência artificial.

Para Harnish, o adequado mantém a empresa de pé. Quem a faz avançar é quem surpreende.

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