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Entenda: R$ 40 mil para ir à Europa? Documentos revelam contratação de missão internacional pela gestão da prefeita Suzie Pucillo, em Astorga

Documentos revelam contratação de missão internacional pela gestão da prefeita Suzie Pucillo, em Astorga apareceu primeiro em O Diário de Maringá.

Por Redatores da Empire Cidades 7 de novembro de 2026 às 17:00
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Entenda: R$ 40 mil para ir à Europa? Documentos revelam contratação de missão internacional pela gestão da prefeita Suzie Pucillo, em Astorga
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Destaques Documentos do Portal Nacional de Contratações Públicas mostram contratação de R$ 52 mil, dos quais R$ 40 mil correspondem a uma participação internacional. Prefeitura afirma que Sebrae comprou passagens e que prefeita não recebeu diárias.

A Prefeitura de Astorga, no Paraná, firmou um contrato de R$ 52 mil com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Desse valor, R$ 40 mil correspondem a uma participação em missão internacional na Europa.

A contratação consta do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), no processo administrativo nº 93/2026, vinculado à inexigibilidade de licitação nº 30/2026 e ao contrato nº 118/2026.

A informação chama atenção porque a prefeita Suzie Pucillo participa de uma viagem internacional promovida pelo Sebrae/PR, prevista para ocorrer entre 3 e 14 de novembro de 2026. A viagem coincide com o período de recuperação de Astorga após o vendaval que atingiu o município.

Embora o contrato identifique a Prefeitura como contratante, os documentos examinados até o momento não comprovam o pagamento efetivo dos R$ 40 mil. Também não permitem confirmar, isoladamente, que a participação prevista no contrato corresponde à inscrição individual da prefeita.

O contrato apresenta dois itens de capacitação de gestores públicos.

O primeiro corresponde ao programa Rede de Secretários, com quatro participantes e custo total de R$ 12 mil. Cada participação tem valor de R$ 3 mil.

O segundo prevê uma participação em missão internacional, no valor de R$ 40 mil, com programação indicada para Bruxelas, na Bélgica, e Genebra, na Suíça.

Assim, o valor global da contratação chega a R$ 52 mil.

A Prefeitura firmou o contrato com o Sebrae para serviços de capacitação. Entretanto, a existência do contrato não comprova, por si só, que o município já tenha realizado todos os pagamentos.

Essa é a principal questão que ainda exige esclarecimentos.

A Prefeitura de Astorga aparece como contratante da missão internacional de R$ 40 mil. Portanto, existe uma obrigação contratual assumida pelo município para custear uma participação no programa.

Por outro lado, em resposta encaminhada ao O Diário de Maringá, a Procuradoria Jurídica Municipal informou que o Sebrae/PR comprou antecipadamente as passagens aéreas. Também afirmou que a Prefeitura não pagou diárias à prefeita.

As duas informações não são necessariamente contraditórias. O Sebrae pode realizar compras e organizar serviços vinculados a uma contratação. Contudo, é necessário conhecer as condições financeiras do contrato para identificar quem suporta o custo final de cada despesa.

Até o momento, a documentação examinada não permite afirmar se os R$ 40 mil incluem passagens, hospedagem, alimentação, transporte ou apenas a participação no programa.

A viagem internacional começou no período imediatamente posterior ao vendaval que provocou danos em Astorga.

A cidade enfrentou quedas de postes, interrupções no fornecimento de energia elétrica e dificuldades no abastecimento de água. A zona rural também registrou prejuízos.

Nesse cenário, a ausência presencial da prefeita provocou questionamentos sobre a condução dos trabalhos de recuperação.

A Procuradoria Jurídica informou que a administração tentou remarcar a viagem. Segundo a explicação apresentada, o Sebrae comunicou que não seria possível alterar a programação.

A Prefeitura também informou que Suzie Pucillo continua acompanhando as atividades municipais por reuniões on-line, mensagens e assinaturas eletrônicas.

Essas explicações apresentam a posição da administração. Entretanto, não encerram o debate sobre a conveniência de manter a viagem durante uma situação de emergência no município.

A Prefeitura utilizou a modalidade de inexigibilidade de licitação para contratar os serviços de capacitação.

O artigo 74, inciso III, alínea “f”, da Lei Federal nº 14.133/2021 prevê essa possibilidade para serviços técnicos especializados de treinamento e aperfeiçoamento de pessoal, desde que os requisitos legais estejam presentes.

Assim, contratar diretamente uma instituição para capacitação não caracteriza, por si só, uma irregularidade.

No entanto, a administração deve demonstrar a necessidade da contratação, justificar os valores e comprovar o interesse público.

Além disso, a Lei de Acesso à Informação, nº 12.527/2011, estabelece regras de transparência sobre a utilização de recursos públicos.

A documentação levanta questões importantes sobre a contratação e a viagem.

A primeira envolve a identificação oficial do participante contemplado pela missão internacional de R$ 40 mil.

Também é necessário esclarecer se houve empenho, liquidação e pagamento, além de apresentar a composição detalhada do valor contratado.

Outra questão diz respeito aos resultados esperados da viagem. Quais conhecimentos, projetos ou benefícios concretos a participação poderá trazer para Astorga?

A administração também pode esclarecer quais alternativas considerou para manter a gestão presencial durante a recuperação da cidade.

Essas perguntas não representam acusação de irregularidade. São questionamentos sobre a utilização de recursos públicos e a transparência dos atos administrativos.

O Diário de Maringá considera importante a atenção prestada pela Procuradoria Jurídica ao responder aos questionamentos da reportagem. Entretanto, permanecem dúvidas sobre a execução financeira e a composição das despesas.

O espaço continua aberto para esclarecimentos da Prefeitura, da prefeita Suzie Pucillo e do Sebrae/PR.

Por enquanto, os registros consultados permitem identificar uma contratação municipal de R$ 52 mil, incluindo uma missão internacional de R$ 40 mil. A comprovação de quanto foi efetivamente pago e de quem suportou cada despesa depende dos documentos financeiros da contratação.

#Maringá#Belém#Brasil#Internacional
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