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Consulte formatos e valores disponíveisIlustração mosta sigla em inglês para inteligência artificial19 de outubro de 2026 REUTERS/Dado Ruvic Imagem: Dado Ruvic/Reuters Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Uma leva de pesquisas recentes mostra a IA entrando de vez no trabalho, nas empresas, na escola e nas compras, mas sem convencer as pessoas de que isso vai gerar empregos. Os números revelam uma distância entre o que a tecnologia promete para a economia como um todo e o que ela entrega, ou ameaça, na vida de cada um.
*O novo índice mensal de sentimento sobre IA da Axios com a CivicScience ficou em 41,8 numa escala de 0 a 100 em outubro, o que indica uma visão negativa sobre a tecnologia.
*O índice reúne seis medidas: efeitos da IA na qualidade de vida, na sociedade, nos empregos e no crescimento econômico, além do apoio ao desenvolvimento da IA e a novos data centers.
*Só o crescimento econômico teve saldo positivo, de 10 pontos; na criação de empregos, o saldo foi de -30,4 (o saldo é a diferença entre respostas positivas e negativas).
*A pesquisa ouviu mais de 7.300 adultos pela internet entre 1º e 26 de outubro, e o índice passa a ser divulgado na primeira sexta-feira de cada mês a partir de dezembro.
*Os americanos acreditam que a IA vai fazer a economia crescer, mas não que vai sobrar emprego para eles - é como ver a fábrica do bairro bater recorde de produção enquanto demite. Esse descompasso entre o ganho coletivo e o medo individual ajuda a explicar por que a desconfiança com a IA continua alta mesmo com tanta promessa de prosperidade.
*Cerca de uma em cada três empresas deixou de comprar pelo menos um software ou função porque agentes de programação - sistemas de IA que escrevem e testam código sozinhos - permitiram construir a ferramenta dentro de casa, segundo a pesquisa State of AI, da McKinsey, com 1.719 executivos.
*A troca é mais comum em tecnologia (41%) e saúde (39%); serviços profissionais e energia aparecem com 38%.
*Entre empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, a fatia que usa agentes de IA em escala em pelo menos uma área saltou de 27% para 40% em um ano; nas menores, ficou estável em 22%.
*Para as empresas de software, que cobram por usuário apostando que comprar é mais fácil do que construir, o sinal é de alerta: é como se o cliente do restaurante descobrisse que consegue preparar o prato em casa em poucos minutos. E a vantagem fica com as grandes, que têm dinheiro e estrutura para trocar a assinatura pelo agente.
*Só 37% das empresas atribuem algum impacto nos lucros à IA, o mesmo patamar do ano anterior.
*Apenas 6% se enquadram no grupo de alto desempenho com IA, segundo os critérios da McKinsey.
*A parcela que espera cortes de empregos por causa da IA subiu de 32% para 39% em um ano.
*As empresas estão apostando na IA antes de ver o retorno, e o corte de vagas aparece como o jeito mais rápido de fazer a conta fechar. É o mesmo descompasso que os americanos sentem na pesquisa da Axios, só que visto do lado de quem contrata.
*O Pisa, avaliação da OCDE com mais de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países, é o primeiro feito depois que a IA se popularizou; os dados são de 2025.
*Levando em conta a condição socioeconômica, alunos que nunca usam IA tiveram, em geral, notas melhores em ciências do que os que usam.
*O pior desempenho aparece entre quem usa a IA para resumir textos que deveria ler ou rascunhar redações, e entre quem usa só uma ou duas vezes por ano ou todos os dias.
*Alunos que usam IA toda semana como apoio para aprender foram um pouco melhor que os que não usam, e a vantagem cresce quando eles são treinados para avaliar a qualidade das respostas da IA.
*A IA funciona como a calculadora: ajuda quem entende a conta e atrapalha quem a usa para pular o raciocínio. O recado para escolas e famílias é que proibir não resolve, e ensinar o aluno a desconfiar da IA e conferir o que ela diz passa a fazer parte do aprendizado.
*O uso de IA generativa entre trabalhadores americanos chegou a 45% em maio de 2026, contra 33% em agosto de 2024, segundo o Federal Reserve Bank of St. Louis, uma das unidades regionais do banco central dos EUA.
*Mais de 80% das profissões analisadas têm pelo menos um quinto dos trabalhadores usando IA, mas só 40% delas passam de metade dos profissionais.
*O uso é maior em tarefas como ler documentos, preparar relatórios e analisar dados, mas chega até a trabalhadores de lavanderias e limpeza, em atividades de planejamento e comunicação.
*Quem já usa IA há pelo menos seis meses tende a aplicá-la em mais tarefas.
*A IA se espalha no trabalho como um idioma novo: quem começa a praticar cedo descobre mais usos e se distancia de quem ainda não testou. Com o tempo, essa diferença tende a pesar mais do que a profissão em si.
*46% dos consumidores online brasileiros já usaram ferramentas como ChatGPT e Gemini para ajudar numa compra, segundo pesquisa da Nuvemshop com a Opinion Box divulgada em setembro.
*Só 1,3% começam a procurar produtos nessas ferramentas; Google, marketplaces e redes sociais continuam sendo a porta de entrada.
*Entre quem usa IA para comprar, 48% comparam produtos, 47% tiram dúvidas técnicas, 36% pedem sugestões e 32% procuram ofertas.
*A IA virou aquele amigo que a gente consulta antes de bater o martelo: não é onde a compra começa, mas é onde a decisão é tomada. Para o consumidor, vale lembrar que a recomendação depende das informações que a ferramenta encontrou, e nem sempre elas estão completas ou atualizadas.
*Só 15% dos varejistas brasileiros ouvidos têm dados de produtos organizados para que agentes de IA consigam ler, segundo o Global Digital Shopping Index 2026, da Visa Acceptance Solutions.
*Apenas 21% conseguem identificar quando uma venda teve origem numa ferramenta de IA.
*Enquanto o consumidor já pergunta à IA o que comprar, a maioria das lojas continua com a vitrine apagada para ela: se a ferramenta não encontra preço e especificações confiáveis, a marca simplesmente some da comparação. E, sem saber de onde vem a venda, o lojista nem percebe o que está perdendo.
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