Região: Diretor de instituto que apontava Lula à frente diz que pacote de bondades e medo decidiram eleição
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisDiretor de instituto que apontava Lula à frente diz que pacote de bondades e medo decidiram eleição Alberto Barros, da Vox Brasil, afirma que receio de perder benefícios sociais e mobilização no segundo turno ajudaram a explicar a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro Lula: Minas Gerais foi o único estado em que ocorreu uma virada da liderança entre um turno e outro (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O diretor da Vox Brasil, Alberto Barros, atribui a vitória de Lula ao medo de eleitores de baixa renda de perder benefícios sociais, à divulgação de medidas do governo e à mobilização da campanha petista. O instituto esteve entre os que mantiveram o presidente numericamente à frente nas pesquisas de segundo turno. Barros também defende mudanças nas metodologias adotadas pelos institutos eleitorais.
O medo de perder benefícios sociais e a maior divulgação de medidas do governo federal foram os principais fatores que contribuíram para a virada que culminou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na avaliação de Alberto Barros, diretor do instituto de pesquisa Vox Brasil. Em entrevista à EXAME, ele afirmou que a preocupação econômica dos eleitores de baixa renda teve mais peso do que o receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder.
A conclusão, segundo Barros, é baseada em pesquisas presenciais, levantamentos contínuos de intenção de voto e estudos qualitativos realizados durante a campanha. A Vox Brasil esteve entre os institutos que mantiveram Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) ao longo do segundo turno, embora os resultados apontassem empate técnico.
"Foi esse o principal motivo que levou e manteve o candidato Lula à frente em todo o segundo turno", disse Barros, ao mencionar o medo de perder benefícios. Segundo ele, também existia entre parte dos eleitores o receio de que uma vitória de Flávio provocasse conflitos políticos e revanchismo envolvendo a família Bolsonaro.
Na avaliação do diretor, porém, a preocupação com a continuidade dos programas sociais foi mais relevante. Durante a campanha, o senador apresentou sinais trocados sobre a manutenção do
Barros afirma que a campanha petista reagiu à derrota no primeiro turno com mudanças na comunicação digital e maior presença nas ruas. O movimento foi acompanhado por uma divulgação mais intensa de medidas do governo e propostas voltadas à população de menor renda.
Entre os exemplos citados estão o aumento do Bolsa Família, mudanças nas regras para obtenção da carteira de habilitação, benefícios tributários para motocicletas e o fim da escala de trabalho 6x1.
"O governo começou a mostrar mais o seu pacote de bondade, começou a aparecer mais por meio das redes sociais", afirma.
Para o diretor, a recuperação também ocorreu porque o voto útil de eleitores de candidaturas menores já havia beneficiado Flávio Bolsonaro no primeiro turno, enquanto apoiadores de Lula voltaram a se mobilizar na etapa decisiva.
"O Lula saiu na frente no segundo turno porque é outra eleição. É outra eleição. Não dá para comparar números da primeira nem estilo da primeira", diz.
Barros também atribuiu à redução da abstenção, especialmente no Nordeste, parte do crescimento da votação do presidente entre os dois turnos. Segundo ele, a campanha concentrou esforços para levar às urnas eleitores mais velhos e de baixa renda.
O diretor, no entanto, considera que o Sudeste teve papel importante no resultado nacional. "O que sacramentou mesmo foi o Sudeste, principalmente em Minas", afirma.
Minas Gerais foi o único estado em que ocorreu uma virada da liderança entre um turno e outro. Além disso, Lula venceu em diversas capitais do Sudeste.
Lula venceu a eleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença foi de 4,43 milhões de votos.
A última pesquisa da Vox Brasil, divulgada em 23 de outubro, mostrou Lula com 50,6% dos votos válidos, ante 49,4% de Flávio. Na rodada anterior, o resultado havia sido de 51% a 49%, respectivamente.
Barros reconhece a redução da vantagem numérica do presidente, mas acredita que a mobilização de rua e nas redes sociais, nos dois últimos dias de campanha, contribuiu para ampliar a votação petista. Essa hipótese, porém, não foi acompanhada de dados adicionais que permitam medir o efeito dessas ações.
Questionado sobre a metodologia do instituto, o diretor afirmou que a Vox analisou ponderações relacionadas ao comparecimento dos eleitores no primeiro turno, mas optou por não utilizá-las na elaboração do relatório final.
"Nós tínhamos essas ponderações lá, mas não as utilizamos na nossa decisão de formar o relatório", diz.
Segundo ele, a empresa considerou principalmente os resultados das entrevistas presenciais, complementados por pesquisas qualitativas e levantamentos contínuos, conhecidos como trackings.
"Se eu tivesse apresentado um resultado para você de três pontos na frente, de três milhões de votos, o candidato Flávio ganhando a eleição, eu iria ter a humildade de falar: nós erramos", afirma.
O diretor também criticou o uso da margem de erro para justificar resultados. A margem, no entanto, é uma medida estatística de incerteza, e sua redução depende de fatores como o tamanho e o desenho da amostra.
A última pesquisa da Vox Brasil ouviu presencialmente 2.100 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de 2,15 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-03259/2026.
Na avaliação de Alberto Barros, o medo de perder benefícios sociais, a divulgação de medidas do governo e a mobilização de eleitores contribuíram para a vitória de Lula.
Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Lula tinha 50,6% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 49,4%. O resultado configurava empate técnico.
Barros acredita que a mobilização de eleitores que não haviam comparecido ao primeiro turno, principalmente no Nordeste, contribuiu para ampliar a votação de Lula.
O instituto realizou entrevistas presenciais e afirmou utilizar pesquisas qualitativas e levantamentos contínuos como ferramentas complementares.
Secretário de Estado afirmou que senador já tinha visto americano e que Donald Trump autorizou sua entrada no país; aliados do presidente teriam ajudado a organizar voo particular
Governo precisa rever Orçamento, incorporar promessas eleitorais e definir regras da reforma tributária; IFI alerta para risco de déficit de 1% do PIB
Banco aposta em prazos mais longos e crédito ampliado para viabilizar projetos ferroviários, além de financiar iniciativas de mobilidade urbana
Novas regras do PAT preveem a interoperabilidade entre cartões de diferentes operadoras, mas não liberam o uso do benefício em qualquer estabelecimento
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Panorama: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Panorama: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Entenda: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



