Entenda: Demanda por Escritórios de 10 Mil Metros Quadrados É “Marco Histórico” em São Paulo, Diz JLL
Número de imóveis com grandes lajes corporativas caiu de 17 para 5 em pouco mais de dois anos O post Demanda por Escritórios de 10 Mil Metros Quadrados É “Marco

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Consulte formatos e valores disponíveisNa esteira de grandes absorções no bairro de Pinheiros e na região da Chucri Zaidan, o mercado de escritórios de São Paulo registra o nono trimestre seguido com transações de lajes corporativas de mais de 10 mil metros quadrados.
A JLL, que levantou os dados do terceiro trimestre de 2026, considera o dado de grande expressão.
“Essa é uma marca histórica do mercado, e que está pautando as novas entregas, uma vez que o perfil dos edifícios que devem ser incorporados ao estoque da cidade é voltado para atender essa demanda”, diz David Aguiar, especialista em Pesquisa e Estratégia na JLL.
Os dados da consultoria indicam que, no panorama atual, a oferta de grandes lajes corporativas — acima de 10 mil metros quadrados — é de somente cinco ativos. Eles estão localizados em regiões como Berrini, Chucri Zaidan e Vila Olímpia.
Há pouco mais de dois anos, o estoque era de 17 imóveis que contemplavam lajes corporativas de mais de 10 mil metros quadrados.
Os segmentos Financeiro e Farmacêutico representam 54% da absorção no terceiro trimestre, com destaque para o Nubank, que locou cerca de 35 mil metros quadrados na região de Pinheiros, com o Cyrela Corporate, edifício que fica pronto ainda neste ano.
A Bayer locou 15,6 mil metros quadrados no edifício Alto das Nações, localizado na Chácara Santo Antônio.
O levantamento da JLL aponta que foram entregues 195 mil metros quadrados de novo estoque em edifícios comerciais entre julho e setembro deste ano. Desse total, 38 mil metros quadrados vieram de retrofits.
Com essa injeção de estoque, a vacância dos escritórios subiu um ponto percentual, para atuais 14,1% — ante igual etapa do ano anterior, há queda de 2,1 pontos percentuais.
“Seis regiões receberam novos empreendimentos e o aumento de vacância concentrou-se, majoritariamente, nelas”, analisa Yara Matsuyama, diretora de Locações da JLL.
Até 2029, são previstos 309 mil metros quadrados, sendo 45% neste ano e 41% em 2027. Cerca de 48% da área prevista já está locada antes da entrega, com contratos de pré-locação.
Em termos de preço, a alta acumulada no valor médio do aluguel de escritórios é de 33% desde o primeiro trimestre de 2024.
Os maiores preços pedidos por região são os da Nova Faria Lima, que superam R$ 311 por metro quadrado. Em seguida aparecem JK (R$ 296), Faria Lima (R$ 291) e Itaim Bibi (R$ 278).
A JLL projeta que, até o fim deste ano, serão 301 mil metros quadrados de novo estoque, além de 429 mil metros quadrados de absorção líquida.
Até o fim de setembro, o mercado cumpriu 88% da projeção para estoque e 60% da previsão de absorção. A consultoria ainda tem um prognóstico para vacância de 11,5% em escritórios.
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