Entenda: COLUNA BASTIDORES | 22 DE OUTUBRO DE 2026
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Consulte formatos e valores disponíveisMINAS GERAIS - PAPAI NOEL PERDEU A ELEIÇÃO
Mateus Simões tenta emplacar redução do IPVA e revisão salarial da Segurança antes de deixar o governo. A derrota eleitoral parece ter apressado o espírito natalino. Benefício popular rende aplauso; acomodar a despesa fica para a próxima administração. Falta pendurar nos projetos uma etiqueta com a origem dos recursos. Porque fazer caridade com o orçamento do sucessor é uma generosidade que não aperta o bolso de quem entrega o presente. Cleitinho deve conferir o embrulho. Sobretudo o boleto.
Simões ainda tem a caneta, mas precisa combinar com quem controla a pauta. Na Assembleia, suas propostas podem enfrentar resistência e falta de acordo. É o desconforto de descobrir que o Diário Oficial não imprime maioria parlamentar. Depois da eleição, a autoridade continua no cargo; o entusiasmo dos aliados precisa ser conferido um por um. Há projeto que entra no Legislativo vestido de urgência e termina esquecido entre uma reunião e um cafezinho.
A regularização das contas eleitorais de Lukinha da Uai deu tempero à possível sucessão de Cabo Diego na Câmara. Se Diego chegar à Assembleia com a abertura de vaga decorrente do futuro secretariado, o suplente poderá assumir. Tudo condicionado. Mas suplência tem dessas coisas: o titular ainda está sentado e a política já discute quem vai regular a altura da cadeira. Para alguns, janeiro demora uma eternidade.
UBERABA - PALANQUE GRANDE, RESULTADO MIÚDO
Ismar Marão teve presidência da Câmara, apoio declarado de Elisa e 17.836 votos. A cadeira de deputado não veio. O palanque prometia um gigante; a urna recomendou baixar o salto. A votação próxima à do antigo padrinho azedou a comparação. Ismar tentou demonstrar tamanho próprio e acabou ganhando uma régua emprestada. Certas sombras sobrevivem até ao sol de outubro.
UBERABA - MALA SEM RESERVA, FALTOU COMBINAR COM OS RUSSOS
Segundo relatos trazidos à coluna, Marão estaria de malas prontas para o União Brasil. A filiação segue sem confirmação. Arrumar a bagagem é fácil; falta saber se alguém autorizou o desembarque. Os mesmos relatos apontam resistência de lideranças à chegada de Ismar. Pelo visto, ele escolheu a casa antes de consultar os donos da chave. Cacique também sabe colocar placa de “lotado”. Até as eleições municipais muita água vai rolar.
UBERLÂNDIA | REPROVADOS EM MATEMÁTICA
Doze votos tentaram derrubar o veto de Paulo Sérgio Prefeito de Uberlândia, aos wind banners. Eram necessários 14. Faltaram dois — uma diferença pequena na calculadora e enorme para quem prometia mudar a regra. O prefeito preservou o veto; os defensores da proposta ficaram com a explicação. É a crueldade do plenário: discurso não aceita arredondamento. Antes de anunciar vitória, convém fazer a chamada. A bandeira do comércio acabou servindo para medir o tamanho da articulação.
PATOS DE MINAS | MULHER NA CHAPA NÃO É ENFEITE
O TSE reconheceu fraude à cota de gênero na chapa do Republicanos de 2024 e mandou anular os votos e recalcular as cadeiras. Agora, o efeito pode alcançar até vereadores de outros partidos. tentaram suspender os efeitos da decisão e tiveram os pedidos negados; a situação dos mandatos depende da retotalização. Quem ainda trata candidatura feminina como item para completar formulário deveria prestar atenção ao estrago. A cadeira pode ser confortável. A base eleitoral precisa ser regular.
PATOS DE MINAS | SANTINHO ÓRFÃO
O inquérito sobre santinhos denunciados por Lud Falcão tem material apreendido, suspeito preso e novos elementos encaminhados à Polícia Federal. Falta esclarecer a autoria. É um contraste delicioso para a política: na vitória, aparece pai até para a iluminação do palanque; na investigação, a encomenda ainda procura responsável. Quem produziu? Quem distribuiu? A deputada denunciou o episódio. Agora, a apuração precisa encontrar quem estava do outro lado da impressora.
PATROCÍNIO | O CARRO ERA PÚBLICO. O DESTINO, SEGUNDO O MP, FAMILIAR
O Ministério Público denunciou Deiró Marra e outras quatro pessoas por supostas irregularidades no leilão de um Passat oficial. A acusação sustenta que o veículo foi vendido abaixo do valor de mercado e terminou no patrimônio da família do ex-prefeito. Prejuízo apontado: R$ 49,8 mil. Deiró nega direcionamento, favorecimento e dano ao município. A denúncia não é condenação. Mas a pergunta é inevitável: como um carro sai do patrimônio público, passa pelo leilão e chega à família de quem governava? Esse itinerário merece mais transparência que vidro de concessionária.
PATROCÍNIO | A TORCIDA NÃO ASSINA O EMPENHO
O apoio municipal ao Patrocinense está sob análise do Ministério Público, que examina a contratação por inexigibilidade e o respeito à impessoalidade e à isonomia. A Prefeitura apresentou respostas. Ótimo: é com documento que se enfrenta questionamento sobre dinheiro público. O torcedor pode abraçar o presidente, beijar o escudo e xingar o juiz. O administrador precisa explicar por que escolheu aquela contratação. Arquibancada faz pressão; não fornece fundamento administrativo.
A Câmara disponibilizou atos de nomeação de CPIs sobre Saúde e Educação, envolvendo um contrato e o cumprimento do plano de carreira do magistério. A cobrança agora é por trabalho à vista da população. Quem será ouvido? Quais documentos serão examinados? Quando sairão as conclusões? Fiscalização precisa incomodar o suficiente para obter respostas. Se terminar em discursos, fotografias e cumprimentos entre os envolvidos, podem trocar o nome da comissão por confraternização. Sai mais sincero no convite.
ÁGUA COMPRIDA | A PORTARIA DEMITIU. A ROTINA READMITIU?
A operação Cadeira Cativa investiga se a esposa do presidente da Câmara continuou exercendo atribuições da controladoria e recebendo valores relacionados à função após ordem judicial de afastamento. A suspeita é de cumprimento apenas formal da decisão. Se isso for comprovado, teremos uma inovação administrativa formidável: a pessoa sai no papel e fica no serviço. A Justiça manda afastar; a repartição interpreta como sugestão de decoração. É justamente essa hipótese que precisa ser esclarecida.
Grupiara voltará às urnas em 6 de dezembro após a cassação do prefeito Rogério Honorato Machado. Segundo o TRE-MG, o então prefeito Ronaldo José Machado praticou abuso de poder político para favorecer a chapa eleita. A conta dessa intervenção inclui uma nova eleição e o eleitor convocado outra vez. Quem acha que Prefeitura é comitê de campanha deveria observar o calendário de Grupiara. O abuso pode ajudar a ganhar a disputa e, depois, arrancar a vitória da parede.
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