Entenda: Após eleição, 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula; economia é principal preocupação
São 8% os que não sabem ou não responderam.

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Consulte formatos e valores disponíveisPesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) aponta que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra 44% que reprovam a gestão. São 8% os que não sabem ou não responderam.
No dia 24 de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições, eram 48% os que aprovavam e 45% os que desaprovavam. O levantamento também mostrou que a maior preocupação do brasileiro com a nova gestão é na área econômica.
Com relação à aprovação de governos após uma reeleição, o resultado de Lula atualmente é o mais apertado.
Em 1998, após ser reeleito, Fernando Henrique Cardoso era aprovado por 54% e desaprovado por 44% (saldo de 10 pontos porcentuais). Já em 2006, após conquistar o segundo mandato, Lula era aprovado por 69% e desaprovado por 31% (saldo de 38 pontos).
Com Dilma Rousseff, em 2014, eram 59% os que aprovavam e 41% os que desaprovavam (18 pontos). Agora, o saldo entre aprovação e desaprovação de Lula é de apenas quatro pontos.
A Quaest questionou também qual deve ser a prioridade do governo neste novo mandato, de acordo com as promessas feitas na campanha. São 17% os que citam o fim da escala 6×1 como prioridade.
Já 16% apontam o imposto zero na cesta básica. São 11% os que falam da valorização do salário mínimo e 10% os que apontam o pacto contra o feminicídio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é visto como um líder forte por 73% dos brasileiros, contra 25% que acham que não é. Além disso, 61% apontam que ele sabe o que está fazendo, contra 35% que discordam.
São 58% os que dizem que ele é cheio de energia, contra 39% que apontam que não. Os que acham que Lula se importa com os outros são 55%. Já 42% citam que não.
A pior avaliação de Lula é quando a pesquisa pergunta se ele é honesto. Neste caso, são 57% os que dizem que não, enquanto 34% afirmam que sim. Outros 9% afirmam que não sabem ou não responderam.
A pesquisa mostra que caiu a preocupação do brasileiro com o futuro do Brasil em relação ao período anterior ao atual mandato do atual presidente. São hoje 48% os que se dizem preocupados e 44% os que estão otimistas. Em dezembro de 2022, antes do início do governo Lula, os preocupados eram 54% e os otimistas eram 41%.
Apesar disso, quando questionados sobre a expectativa para os próximos 12 meses, são hoje 39% os que acham que a situação vai piorar, mesmo índice dos que acham que vai melhorar. Outros 19% avaliam que ficará do mesmo jeito e 3% não sabem ou não responderam.
Em um levantamento de agosto, 46% diziam que a economia iria melhorar e só 24% apontavam que ia piorar. Outros 25% diziam que ficaria do mesmo jeito e 5% não sabiam ou não responderam.
Quando o instituto pergunta ao eleitor o que mais preocupa no governo Lula, são 27% os que citam “economia, gastos e dívida pública e juros”. A segunda área mais apontada é a que reúne “segurança pública, violência, facções, milícias e drogas”, citadas por 17%.
São 12% os que falam de “corrupção, escândalos e roubalheira”, mesmo índice dos que citam “governabilidade, relação com o Congresso e oposição”.
A maioria dos eleitores ouvidos pela Quaest acredita que haverá mais conflitos com o Congresso do que no atual governo Lula. Os que fazem essa avaliação são 70%. Outros 18% esperam menos conflito. Os que acham que vai ficar igual são 3%. Outros 9% não sabem ou não responderam.
Já em relação ao STF, são 46% os que esperam mais conflito do que no governo atual e 35% os que esperam menos. São 6% os que acham que vai ficar igual e 13% os que não sabem ou não responderam.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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