Entenda: Acidente aéreo da TAM que matou 99 pessoas completa três décadas
O acidente acontec…

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Consulte formatos e valores disponíveisAcidente aéreo da TAM que matou 99 pessoas completa três décadas Por Redação 31 de Outubro de 2026 às 14:48 Acidente aéreo da TAM que matou 99 pessoas | Foto: Reprodução Três décadas após a queda do voo 402 da TAM, a tragédia que matou 99 pessoas em São Paulo volta a ser lembrada neste sábado (31). O acidente aconteceu em 31 de outubro de 1996, quando um avião Fokker 100 caiu poucos segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, com destino ao Rio de Janeiro.
A aeronave transportava 95 pessoas, entre 89 passageiros e seis tripulantes, que morreram na queda. Outras quatro vítimas estavam em solo, atingidas quando o avião caiu sobre imóveis residenciais na Rua Luís Orsini de Castro, no bairro do Jabaquara. Após o impacto, a aeronave pegou fogo.
As investigações conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontaram uma sequência de falhas durante a decolagem. Entre os problemas identificados estavam dificuldades no sistema de aceleração automática e uma possível abertura indevida do reversor de empuxo do motor direito, mecanismo utilizado para auxiliar na desaceleração durante o pouso.
Conforme o relatório final, uma das hipóteses analisadas envolve a desconexão de um cabo do sistema de controle, o que permitiu o avanço da alavanca de potência enquanto o reversor permanecia aberto. A situação teria comprometido o desempenho da aeronave, que perdeu sustentação e caiu aproximadamente 24 segundos após deixar o solo.
O documento também registrou uma redução temporária da potência do motor esquerdo e uma demora na retomada da aceleração necessária para a decolagem. As condições meteorológicas, a pista do aeroporto e o peso da aeronave estavam dentro dos parâmetros considerados adequados, não sendo apontados como fatores determinantes para o acidente.
Entre as histórias marcadas pela tragédia está a de José Rahal Abu Assali, de 45 anos, que estava a bordo do avião e seguia para o Rio de Janeiro para participar de um congresso de cardiologia, onde faria uma palestra.
Sua esposa, Sandra Assali, que o acompanhou até o aeroporto naquele dia, perdeu o marido e precisou reconstruir a vida ao lado dos dois filhos, que tinham quatro e sete anos na época.
Menos de um ano depois do acidente, Sandra assumiu a presidência da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa). Desde então, passou a atuar no acolhimento de famílias atingidas por tragédias semelhantes e na defesa da prevenção de acidentes.
Ao recordar os 30 anos da perda, Sandra destacou que transformou a experiência dolorosa em uma missão voltada à memória das vítimas e ao apoio a outras famílias. A trajetória também mantém viva a lembrança de uma das tragédias mais marcantes da aviação brasileira.
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