entenda a tecnologia citada por Lula em debate presidencial — Computadores quânticos na Paraíba
Divulgação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a instalação de um computador quântico na Paraíba durante o debate presidencial com Flávio Bolsonar

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Consulte formatos e valores disponíveisDiferentemente dos computadores convencionais, os computadores quânticos utilizam princípios da Física Quântica para processar informações. Na Paraíba, um projeto prevê a instalação de computadores no Centro de Computação Quântica da Paraíba (Ciquanta), em João Pessoa. O investimento inicial anunciado foi de aproximadamente R$ 150 milhões.
Nesta reportagem, o JORNAL DA PARAÍBA reuniu informações sobre o que é um computador quântico, como a tecnologia funciona, quais são suas possíveis aplicações e quando os equipamentos devem começar a funcionar na Paraíba.
Um computador quântico é uma máquina que utiliza princípios da Física Quântica para processar informações. Essa área da ciência estuda fenômenos relacionados a partículas muito pequenas, e suas leis são aplicadas ao desenvolvimento de computadores capazes de realizar determinados cálculos.
A proposta é acelerar processos específicos e ajudar a resolver problemas matemáticos e outras questões complexas.
De acordo com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Cláudio Furtado, a tecnologia pode impulsionar pesquisas e avanços em diferentes áreas. Entre as aplicações previstas estão:
O projeto prevê a instalação de dois computadores quânticos no Centro de Computação Quântica da Paraíba (Ciquanta), que funcionará no prédio da Estação das Artes, em João Pessoa . O investimento inicial anunciado é de aproximadamente R$ 150 milhões.
Segundo Cláudio Furtado, os equipamentos terão capacidades de 20 e 100 qubits. As peças dos dois computadores chegariam juntas à Paraíba e seriam montadas uma após a outra.
A previsão inicial era concluir a montagem dos computadores até outubro de 2026. No entanto, em entrevista ao Jornal da Paraíba neste sábado (24), Cláudio Furtado informou que as peças restantes devem chegar à Paraíba em 17 de novembro. A expectativa agora é entregar parte da estrutura do Ciquanta no início de dezembro.
A instalação dos equipamentos exige adaptações estruturais no prédio da Estação das Artes. Segundo Cláudio Furtado, a área destinada aos computadores precisa ter altura mínima de seis metros e blindagem eletromagnética.
Sobre as adequações no prédio, o secretário explicou, neste sábado, que os trabalhos estão sendo realizados para cumprir o cronograma de instalação.
“Essa semana toda a parte lógica e elétrica é concluída. Ar-condicionado já estão todos aqui preparados para finalizar a instalação. Então tudo isso está sendo feito para que a gente possa seguir esse cronograma”, afirmou.
O espaço foi planejado para abrigar os dois computadores na parte inferior do prédio. No piso superior, a estrutura deverá contar com cerca de 30 gabinetes, salas de reunião e restaurante para servidores.
Além das adequações físicas, os equipamentos precisam de controle de temperatura e estabilidade ambiental. Segundo o secretário, o chip funciona a aproximadamente 10 milikelvin, temperatura próxima do zero absoluto, que corresponde a cerca de -273 °C.
“O chip funciona a baixíssimas temperaturas, em torno de 10 mili kelvin, próximo ao zero absoluto, que é -273 graus Celsius A área onde ficará o computador exige altura mínima de 6 metros e blindagem eletromagnética, por isso, está sendo adaptada para abrigar os dois computadores na parte inferior e cerca de 30 gabinetes, além de salas de reunião e restaurante para servidores, no piso superior ”, explicou.
Para alcançar essa temperatura, será utilizado um sistema fechado com uma mistura de hélio-3 e hélio-4. A estrutura também contará com refrigeração autônoma e sistemas de redundância para ajudar a garantir a operação contínua dos equipamentos.
Segundo Cláudio Furtado, o acesso inicial aos computadores será destinado a pesquisadores da Paraíba, especialmente de instituições como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB).
O projeto também prevê transferência de tecnologia entre a empresa chinesa CETC e o Ciquanta. Segundo Furtado, a colaboração envolverá diferentes etapas do desenvolvimento dos computadores, incluindo conhecimentos sobre criogenia, sensores e sistema operacional.
A proposta é que os profissionais brasileiros aprendam a montar e desenvolver os equipamentos para que futuras máquinas possam ser produzidas localmente.
O projeto do Ciquanta também prevê um espaço de divulgação científica para aproximar a população da computação quântica. Segundo o secretário, o centro contará com uma réplica de computador em funcionamento para visitação, acompanhada de informações sobre a história e o funcionamento da tecnologia.
De acordo com Cláudio Furtado, a iniciativa também pretende atrair startups e promover a formação de profissionais qualificados, ampliando a participação da Paraíba no desenvolvimento tecnológico.
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