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enfermeira enfrenta câncer de mama no hospital onde trabalha há 28 anos — De colega a paciente

Chefe do Serviço de Gestão de Risco e Qualidade do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, ela descobriu um câncer de mama no início de 2025

Por G1 18 de outubro de 2026 às 09:00
Via G1
enfermeira enfrenta câncer de mama no hospital onde trabalha há 28 anos — De colega a paciente
Foto: Foto: G1
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Quando se sentou na poltrona de quimioterapia do hospital em que trabalha há 28 anos, Fabiana Rossi, de 47 anos, passou a viver uma experiência diferente da que conhecia em sua rotina profissional.

Chefe do Serviço de Gestão de Risco e Qualidade do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, ela descobriu um câncer de mama no início de 2025 e se tornou paciente da instituição onde construiu sua carreira. Durante o tratamento, recebeu os cuidados de uma colega que ela própria havia ajudado a capacitar anos antes.

“Tratar uma doença cujo diagnóstico já assusta é complicado. Porém, fazer isso em um hospital conhecido, com pessoas com quem você já trabalha há muitos anos, traz mais segurança durante todo o processo, porque você sabe da competência dos profissionais", afirmou Fabiana.

E foi a enfermeira Daniela Lopes, de 41 anos, que trabalha no HSPE desde 2011, que acompanhou a colega. Em 2015, quando assumiu o cargo de encarregada do setor de quimioterapia, Daniela foi treinada por Fabiana.

“Foi muito difícil ver uma colega de trabalho na poltrona da quimioterapia, principalmente aquela que me acolheu e me auxiliou na capacitação quando eu assumi o cargo de encarregada da quimioterapia, em 2015. Foi doído vê-la nesse lugar. Porém, sempre soube que a Fabi iria superar o câncer. Ela era extremamente comprometida com o tratamento, perguntava sobre como melhorar a dieta e manter a mente ocupada", afirmou Daniela.

"Ela [Fabiana] é uma das pouquíssimas pessoas que realizaram a quimioterapia sem precisar interromper o tratamento pelo menos uma vez devido ao impacto da medicação no organismo”, ressaltou.

Fabiana descobriu a doença durante os exames anuais solicitados pelo setor de Segurança do Trabalho do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Ela realizou mamografia e ultrassom das mamas, e foi no ultrassom que uma alteração chamou a atenção. A biópsia confirmou a presença de um tumor hormonal.

A quimioterapia foi acompanhada pelo diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Iamspe, Marcelo Antonini. Como havia histórico de câncer de mama na família, Fabiana também recebeu orientação para realizar um mapeamento genético. O exame identificou uma mutação genética que facilita o surgimento de câncer de mama e de ovário.

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A enfermeira concluiu a quimioterapia em julho de 2025. No mês seguinte, passou por uma mastectomia total da mama esquerda e por uma cirurgia preventiva na mama direita, além da reconstrução das mamas, realizada pela equipe de Cirurgia Plástica do Iamspe. As operações duraram mais de 12 horas.

#São Paulo#Saúde
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