Em destaque: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisBap e Pedrinho são os presidentes de Flamengo e Vasco Imagem: Arte sobre fotos de Jorge Rodrigues e Fabio Giannelli/AGIF Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Se Vasco e Flamengo se enfrentam amanhã longe do Maracanã é porque a rivalidade tradicional entre os clubes ganhou contornos pessoais entre os presidentes Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e Pedrinho.
As quedas de braço em série descambaram para um processo judicial do cartola rubro-negro contra o vascaíno. E há capítulos recentes na Justiça e nos bastidores da bola.
A relação degringolou de vez depois que o Flamengo passou a questionar investimentos do Vasco durante a recuperação judicial. Antes, Bap já tinha alardeado a existência de conflito de interesses na venda da SAF do Vasco a Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
Em resposta, Pedrinho chamou Bap de "mau-caráter, hipócrita" e outros adjetivos. Por isso, o cartola do Fla resolveu cobrar indenização (R$ 40 mil) e retratação.
Dentro e fora de campo, ninguém quer ceder. Não por acaso, houve um acirramento sobre o uso do Maracanã que irritou vascaínos. Embora o Flamengo, por meio da gestão do Maracanã, aponte argumentos técnicos ligados ao gramado, o lado do Vasco vê que a rusga também é pessoal e aponta arrogância no lado do Fla.
Tanto que somente após decisão judicial, que a gestão Fla-Flu tanto tentou derrubar, o duelo com o Boca Juniors, pela Sul-Americana, foi realizado no principal estádio do país.
Sobre o clássico de agora, pelo Brasileirão, a represália do Vasco foi escolher o Nilton Santos — diante da impossibilidade de fazê-lo em São Januário.
O passo mais recente até foi de diplomacia: o Vasco inicialmente tinha anunciado divisão de torcida 90/10, mas a Ferj entrou na jogada e acertou o 50/50.
De todo modo, não foi diante de uma reunião presencial, cara a cara, entre Pedrinho e Bap. A comunicação entre os dois é institucional, via representantes de cada lado nas entidades.
Presidente da assembleia geral do Vasco, Alan Belaciano é um dos que falaram em nome de Pedrinho. Ele é justamente um dos advogados no processo movido por Bap contra o presidente cruz-maltino.
Nesse ringue, depois de uma liminar ser negada — o que foi bom para Pedrinho —, os advogados de Bap enviaram uma réplica à contestação do presidente do Vasco e aguardam novas manifestações da juíza que cuida do caso no Rio.
Quando enviou sua contestação, a defesa do presidente do Vasco tentou dissociar a crítica de Pedrinho de uma iniciativa pessoal, mas, sim, como algo inerente à função de mandatário do clube.
A entrevista em que detonou Bap foi em um embarque da delegação para viagem internacional. A defesa de Pedrinho disse, diante disso, que "imputação jurídica deve recair sobre a pessoa jurídica em cujo nome e interesse o dirigente". Ou seja, o Vasco.
O lado vascaíno ainda diz que as ofensas a Bap não foram episódio isolado, já que o dirigente "exerce a presidência de maneira ativa, intervém em decisões quando identifica interesse institucional do Flamengo e participa intensamente da rivalidade pública".
Sendo assim, "essa atuação aumenta, e não reduz, o espaço constitucional para crítica igualmente pública por dirigentes rivais".
Pedrinho não quer nem saber de ser obrigado a se desculpar publicamente. "A liberdade de expressão protege não apenas o direito de exteriorizar pensamentos e opiniões, mas também impede que alguém seja compelido pelo Estado a professar opinião que não possui", pontuaram os advogados do dirigente do Vasco.
"O Estado pode responsabilizar juridicamente uma manifestação. Não pode fabricar arrependimento, impor convicções ou obrigar alguém a apresentar como pensamento próprio aquilo que não pensa", disseram eles em outro trecho.
O movimento mais recente no processo é uma réplica do lado de Bap. O advogado do presidente do Fla rebate a tese de que o Vasco é quem deveria ser responsabilizado pela entrevista de Pedrinho e foca que, sim, a entrevista teve um cunho de ataque pessoal.
A tentativa é reforçar que houve "lesão à honra" e que fatos anteriores "também não representam licença recíproca para ofensas".
O lado de Bap também vê a defesa de Pedrinho tentando gerar uma cortina de fumaça no processo.
"A defesa dedica extensa exposição a disputas envolvendo Libra, SAF do Vasco, fair play financeiro, Maracanã, Marcos Motta, Flávio Willeman e outras manifestações públicas. A existência ou a legitimidade de tais controvérsias não é objeto desta lide", aponta a réplica do lado rubro-negro.
Bap ainda quer que a Justiça desconsidere argumentos de Pedrinho que "pretendem atribuir licitude às ofensas pessoais sob o argumento de crítica institucional ou liberdade de expressão".
Mesmo depois do apito final do Vasco x Flamengo desta quinta, há mais capítulos por vir na briga Bap x Pedrinho.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
PF analisa homem por pagar estagiário para vazar dados sigilosos do INSS
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Entenda: Como a mobilização na Paulista ajudou Lula a vencer, segundo analistas
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Entenda: Frase do dia
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



