Voltar para a página inicial

Em destaque: Por reeleição, Alcolumbre aposta em acordo com Arthur Lira na sucessão

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 16:32
88.814 visualizações
Em destaque: Por reeleição, Alcolumbre aposta em acordo com Arthur Lira na sucessão
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conta com a atuação do senador eleito Arthur Lira (PP-AL) para construir um acordo que viabilize sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027.

A expectativa é que o ex-presidente da Câmara ajude a contornar resistências dentro do PP e entre setores do centro mais ligados ao bolsonarismo, que defendem uma candidatura própria para enfrentar Alcolumbre.

Lira é colocado como possível sucessor apoiado por Alcolumbre para 2029 em acordo pela reeleição do amapaense em 2027.

Câmara terá grupo para discutir propaganda eleitoral nas redes, diz Hugo PF monitorava ameaça de fuga de Flávio antes de resultado eleitoral Relatora da CPMI do 8 de janeiro pede reforço de segurança em Brasília A articulação ganhou força nesta terça-feira (27), quando a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre. O movimento, porém, não encerrou a disputa na direita.

O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que não votará no atual presidente e defendeu a união dos oposicionistas em torno de um único nome, citando Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) como possibilidades.

Nesse cenário, Lira é considerado uma peça importante para aproximar Alcolumbre de parlamentares que resistem à sua permanência no cargo.

O ex-presidente da Câmara mantém interlocução com diferentes setores do Congresso e tem boa relação com integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores), como o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, e a ministra Gleisi Hoffmann.

A proximidade pode ajudar a dar sustentação ao acordo, que também conta com o apoio do governo Lula.

Embora haja reclamações entre governistas sobre a declaração de apoio de Lira a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, a avaliação em torno da sucessão do Senado é pragmática.

Aliados de Alcolumbre consideram tanto a força política que Lira deve exercer na próxima legislatura quanto seu trânsito entre parlamentares de diferentes campos ideológicos.

O apoio de Lula à recondução de Alcolumbre também contribui para a construção desse entendimento.

A aposta é que a articulação consiga reunir governistas, centro e parte da oposição, apesar das divergências sobre a atuação do atual presidente do Senado, especialmente em relação à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A negociação também pode abrir espaço para as pretensões de Lira no Senado. O senador eleito tem interesse em comandar a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), considerada uma das mais importantes da Casa, e a posição pode entrar no cálculo das articulações para ampliar seu poder político.

A interlocutores, Lira tem manifestado o desejo de disputar a Presidência do Senado em uma legislatura posterior, sucedendo Alcolumbre. A estratégia permitiria construir uma candidatura própria com perspectiva de continuidade no cargo, a partir de uma nova composição da Mesa Diretora.

Como a CNN Brasil mostrou, Lira não pretende disputar a Presidência em fevereiro de 2027, mas deve participar ativamente das negociações em torno da sucessão. Sua influência, portanto, não depende de ser candidato agora.

A atuação política do ex-presidente da Câmara já foi percebida em momentos de tensão no Congresso. Durante a gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB), Lira participou de articulações para solucionar impasses, como no episódio em que deputados ocuparam o plenário e se sentaram na cadeira da Presidência da Câmara.

O peso de Lira também se manifestou na formação das alianças em Alagoas. A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL) para vice de Flávio Bolsonaro alterou a composição da disputa local e abriu caminho para rearranjos eleitorais que favoreceram a candidatura de Lira ao Senado.

A eleição de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), para o governo alagoano também foi beneficiada, segundo aliados, pela capacidade de articulação de Lira e sua influência política no interior do estado.

A sucessão do Senado será definida em fevereiro de 2027, na abertura da próxima legislatura. Para vencer, o candidato precisa reunir ao menos 41 dos 81 votos da Casa.

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas