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Panorama: Deputado eleito no PR defende demissão de petistas e cita movimento “forte”

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 17:31
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Panorama: Deputado eleito no PR defende demissão de petistas e cita movimento “forte”
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O vereador de Curitiba e deputado federal eleito pelo Paraná Guilherme Kilter (Novo) publicou um vídeo nas redes sociais, na terça-feira (28), em que apoia um movimento intitulado "demita petista".

A ação defende que empresários demitam funcionários que tenham expressado apoio ou falado do voto ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No conteúdo, o político celebra relatos de pessoas que afirmam terem sido dispensadas de suas funções após demonstrarem seus posicionamentos políticos favoráveis ao petista e fala de um crescimento do movimento.

MPT investiga assédio moral contra policiais penais em presídio de SP Justiça proíbe deputada de incentivar demissões de eleitores de Lula MPT soma 946 denúncias de assédio eleitoral entre primeiro e segundo turno "É pessoal, dois dias depois da eleição do Lula e parece que o movimento 'demissão petista' está mais forte do que nunca, e não sem razão", declarou.

Ainda no vídeo, Guilherme criticou a queda na bolsa de valores e o aumento do dólar na segunda-feira (26), dia após o resultado do segundo turno. Para ele, por conta do cenário econômico, caso as empresas precisem fazer cortes ou reestruturações, seria recomendado que se "comece pelos petistas".

As falas do político geraram comentários criticando a postura e pedindo um posicionamento do MPT (Ministério Público do Trabalho), enquanto apoiadores elogiavam a postura apresentada.

O MPT-PR ( Ministério Público do Trabalho do Paraná) emitiu uma nota ainda nesta terça-feira em que recomenda que Guilherme realize uma publicação se retratando das falas após o recebimento de uma denúncia de assédio eleitoral.

No parecer, o ente recomenda que o parlamentar publique outro conteúdo, em mesmo formato e no mesmo canal, informando que “trabalhadoras e trabalhadores têm o direito de escolher livremente suas candidatas e seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política, sendo proibido aos empregadores adotar qualquer medida de caráter retaliatório em razão da escolha eleitoral de suas trabalhadoras e seus trabalhadores, inclusive ameaça ou perda do emprego”.

O conteúdo de retratação deve permanecer no mesmo perfil do vereador em que foi postado o primeiro vídeo durante o período de cinco dias, além de outras ações, "como abster-se de estimular, incitar, orientar e solicitar que empregadores discriminem, dispensem, prejudiquem ou persigam quaisquer trabalhadoras/es por motivo de crença e convicção política".

Caso não seja cumprida a recomendação, o MPT-PR alerta para possíveis consequências administrativas e judiciais.

A CNN Brasil entrou em contato com Guilherme Kilter e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

"Após o recebimento de denúncia de assédio eleitoral envolvendo o vereador e deputado federal eleito Guilherme Kilter, de Curitiba, nesta terça-feira (27), o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) expediu uma recomendação para que ele publique uma retratação a respeito de suas declarações nas redes sociais. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o parlamentar aparece incitando empresários a demitirem trabalhadoras e trabalhadores que tenham votado no candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

A divulgação do comunicado deverá ocorrer no mesmo perfil das redes sociais na qual ocorreu a primeira postagem e deverá permanecer ativo pelo período de cinco dias, com envio de comprovação à instituição dentro do prazo de 48 horas, a contar do horário de recebimento da recomendação, expedida durante a tarde desta terça-feira (27).

O MPT-PR também solicita, em sua recomendação, que o vereador e deputado eleito tome outras providências, como abster-se de estimular, incitar, orientar e solicitar que empregadores discriminem, dispensem, prejudiquem ou persigam quaisquer trabalhadoras/es por motivo de crença e convicção política, de modo que não sejam praticados atos de assédio ou coação eleitoral com potencial de constrangimento, intimidação e cerceio de qualquer direito humano; e remover as comunicações que deram ensejo à recomendação dos locais em que foram publicadas, especialmente dos sites, perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens.

A recomendação será objeto de fiscalização por parte do MPT-PR e, caso não seja cumprida, poderá dar origem a outras medidas administrativas e judiciais."

O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com uma ação cível pública após a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL) sugerir que empresários demitissem eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

A abertura da apuração ocorreu após ela publicar nas redes sociais uma mensagem que dizia: "Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários".

O MPT entende que a mensagem "estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política". As autoridades ainda pedem à Justiça do Trabalho que Índia "deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas".

O ministério também solicita que a deputada publique, em até 24 horas após a decisão, um comunicado informando que "empregados podem escolher livremente seus candidatos".

O MPT pede multa de R$ 100 mil caso a determinação não seja cumprida, além do pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Nas redes sociais, Índia disse que não estava falando em "demissão em massa" e que estaria apoiando a campanha "Não Contrate Quem Odeia Empresários". Para ela, patrões conservadores devem recrutar empregados do mesmo espectro político.

Entidades de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, repudiaram, na terça-feira (27), uma campanha de boicote a comércios e estabelecimentos da cidade que supostamente teriam como donos apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no domingo (25), passou a circular em grupos de mensagens do município uma lista com alguns estabelecimentos que não teriam apoiado Flávio. A medida também incentiva a polarização política ao pedir que a população pare de consumir nestes locais.

A CNN Brasil teve acesso à lista e a um vídeo, gravado pelo advogado Klauss Fins. Na gravação, ele aparece com uma camisa amarela em que está escrito "Meu partido é o Brasil" e incentiva uma perseguição política ao pedir que se coloque uma "estrela vermelha" na porta de negócios em que os donos "são petistas".

"Já que aqueles petistas acreditam que o PT é o melhor para o país, votaram no Lula e elegeram teoricamente esse presidente, eles é que toquem o negócio deles com o Lula na Presidência. Mete uma estrela do PT na portinha da sua loja e vê o que vai acontecer. Já existe um movimento para que não se compre, não se prestigie e não se negocie com petistas porque eles acabaram com a economia do país", diz ele. "Negocie somente com patriotas", ressalta na gravação.

A reportagem pediu um posicionamento de Klauss, mas ainda não teve resposta. Já em outro vídeo, homens vestidos com a camisa da Seleção Brasileira ateiam fogo à uma bandeira de Lula e jogam o material incendiado no meio da rua.

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Teresópolis afirmou que divergência política não justifica perseguição e disse repudiar as práticas de intimidação, constrangimento e incentivo ao boicote ao comércio por posicionamentos partidários.

"Empreendedores e trabalhadores são fundamentais para o desenvolvimento da cidade, a geração de empregos e o fortalecimento da economia. Nenhuma disputa partidária deve ser usada para prejudicar atividades comerciais e profissionais", afirma a administração municipal.

O diretor do PL (Partido Liberal) na cidade também divulgou uma nota dizendo que os trabalhadores não podem ser discriminados por opiniões políticas. "A liberdade de escolha é um direito constitucional, e respeitá-la é um dever de todos", escreveu Alex Castellar.

Da mesma forma, o diretório do PT (Partido dos Trabalhadores) de Teresópolis disse, para a imprensa, repudiar os atos e ressaltou que a ação remete à Alemanha Nazista, quando campanhas de boicote foram organizadas contra judeus. No comunicado, o partido chama a lista de "inadmissível", "grave" e uma forma de "intimidação".

O Sindicato do Comércio Varejista de Teresópolis também alegou repudiar o incentivo à hostilidade e pontuou que "o fortalecimento do comércio depende de um ambiente de confiança, respeito e valorização dos empreendedores e trabalhadores".

Já a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na cidade emitiu uma nota afirmando que a liberdade de expressão e o respeito às divergências são pilares de uma sociedade democrática. "Intimidação, perseguição política, assédio e constrangimento com motivação política não serão aceitos e são repudiados", destacou a entidade.

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