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Em destaque: PF apura se Flávio saiu do Brasil em avião de amigo advogado

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 2 de novembro de 2026 às 01:15
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Em destaque: PF apura se Flávio saiu do Brasil em avião de amigo advogado
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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De acordo a “TV Globo”, uma das linhas de investigação indica que o senador pegou um voo de Brasília para San Fernando, na Argentina, na manhã de 27 de outubro, em aeronave de Willer Tomaz, investigado pela Justiça

> copiar link --> Na imagem, o momento em que Flávio e a família desembarcam em Miami, nos EUA Reprodução/NBC News Channel - 28.out.2026 PODER360 1.nov.2026 (domingo) - 22h15 Priorize o Poder no Google A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na manhã de 27 de outubro em um jatinho ligado ao seu amigo e advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. Os 2 estão proibidos de se comunicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O congressista não é foragido da Justiça –não há mandado de prisão contra ele. Tampouco há ilegalidade no uso do avião, caso isso venha a ser comprovado.

De acordo com informações do “Fantástico”, da TV Globo, uma das linhas de investigação indica que o candidato derrotado à Presidência pegou carona em um Cessna Citation Excel, de prefixo PR-AAA. O voo saiu de Brasília às 5h05 de 27 de outubro e pousou em San Fernando, na Argentina, às 8h40 do mesmo dia. San Fernando fica a cerca de 1.200 km de Puerto Iguazú, de onde decolou o jatinho Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, que levou o congressista e sua família para Miami, nos Estados Unidos.

Não fica claro pela reportagem do “Fantástico” como Flávio viajou dentro da Argentina nesse cenário. A apuração diz que teria sido por avião. A TV Globo afirma também que Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, e as duas filhas do casal viajaram em um voo separado, de Brasília para Cascavel (Paraná), em 27 de outubro. Uma van pegou as 3 no aeroporto. Entende-se que elas atravessaram a fronteira entre Brasil e Argentina por terra.

Em seu perfil no X, Flávio declarou que foi procurado pela TV Globo e que só aceitou falar se a entrevista fosse veiculada na íntegra. Segundo o senador, a emissora “preferiu não seguir adiante”. Ele também declarou que tudo indicava que o “Fantástico” exibiria uma reportagem a seu respeito sem dar o direito de resposta a ele.

Em nota, o advogado de Flávio, Frederick Wassef, disse que “nenhuma informação sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro é oficial ou foi confirmada”. Declarou que o senador não fugiu, não responde a processo criminal, não foi indiciado, não é réu nem tem condenação criminal. “Existe apenas uma apuração em curso envolvendo terceiros, ainda em fase inicial, na qual não há qualquer prova ou indícios contra Flávio Bolsonaro”, afirmou (leia a íntegra ao final do texto).

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, o Cessna usado na rota Brasília-San Fernando, segundo reportagem da TV Globo, pertence à empresa Jet Line Locações e Serviços Aéreos, que tem como sócias Christine Tomaz de Souza e Flávia Oliveira Correa Tomaz, irmã e mulher de Willer Tomaz, respectivamente.

Ao “Fantástico”, a assessoria de Tomaz disse ser falsa a informação de que um avião pertencente a ele ou empresas vinculadas a sua família tenham sido utilizadas por Flávio Bolsonaro e sua família para deixar o Brasil. Ele também negou envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro e afirmou que todas as movimentações foram realizadas de “maneira plenamente rastreável”.

Não é possível verificar as últimas rotas do Cessna de prefixo PR-AAA.

O site FlightAware, que monitora voos pelo mundo, informa o seguinte: “Esta aeronave ( ) não está disponível para rastreamento público, por solicitação do proprietário/operador”. Pelo Flightradar24 também não é possível checar as rotas feitas pelo Cessna da família Tomaz.

“Eventuais vazamentos de informações são ilegais e contribuem para a construção de narrativas distorcidas dos fatos.

“Flávio Bolsonaro não fugiu. A utilização do termo ‘fuga’ é falsa e não corresponde à realidade.

“O senador não responde a processo criminal, não foi indiciado, não é réu e não possui condenação criminal. Tem sua ficha limpa e recebeu quase 60 milhões de votos.

“Sua viagem, portanto, não representa fuga de absolutamente nada.

“A informação de que Flávio Bolsonaro teria fugido é falsa e configura desinformação (fake news).

“Dessa forma, é leviano e representa um grave equívoco utilizar a palavra ‘fuga’ para se referir à viagem do senador, sobretudo sem informações oficiais ou elementos que sustentem tal afirmação.”

#Brasília#Belém#Brasil#Polícia#Justiça
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