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Em destaque: O que o Japão quer descobrir ao trazer amostras de uma lua de Marte à Terra

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 07:45
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Em destaque: O que o Japão quer descobrir ao trazer amostras de uma lua de Marte à Terra
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O que o Japão quer descobrir ao trazer amostras de uma lua de Marte à Terra Missão MMX deve chegar à região do planeta vermelho em 2027 e retornar em 2031 com material que pode revelar pistas sobre a origem de seus satélites Fobos: missão japonesa pretende coletar amostras da superfície da lua de Marte e trazê-las à Terra (Nasa)

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 04h33 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Marte Saiba mais O Japão se prepara para lançar, na próxima terça-feira, 20, uma missão espacial inédita para coletar amostras de Fobos , uma das duas luas de Marte . O objetivo é trazer material do satélite natural à Terra pela primeira vez e investigar como ele se formou.

Liderada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) , a missão Martian Moons eXploration (MMX) deverá durar aproximadamente cinco anos . A espaçonave será lançada pelo foguete japonês H3 e tem previsão de retornar à Terra em 2031.

Os cientistas esperam que as amostras ajudem a esclarecer a origem de Fobos e de Deimos , a segunda lua de Marte , além de fornecer informações sobre a história do planeta marciano.

Embora dezenas de missões tenham sido enviadas ao planeta vermelho desde a década de 1960, suas luas continuam pouco exploradas. Tentativas anteriores de alcançar Fobos, incluindo uma missão russa lançada em 2011, não conseguiram cumprir seus objetivos.

Uma das principais questões que a missão pretende responder é como surgiram as duas luas de Marte .

Existem algumas hipóteses que podem explicar sua formação. A primeira sugere que Fobos e Deimos sejam asteroides capturados pela gravidade de Marte . A segunda propõe que tenham se formado a partir de detritos lançados ao espaço após uma grande colisão envolvendo o planeta.

A análise de amostras coletadas diretamente da superfície de Fobos poderá ajudar os cientistas a distinguir essas possibilidades.

A escolha do satélite também está relacionada à sua proximidade com Marte. Segundo a JAXA, aproximadamente 0,1% do material encontrado em Fobos pode ter origem no planeta vermelho, após ter sido lançado ao espaço por impactos de asteroides.

Isso significa que as amostras podem conter fragmentos de Marte, permitindo estudar parte de sua história sem realizar uma coleta diretamente na superfície marciana.

Fobos tem cerca de 27 quilômetros de extensão em seu ponto mais largo e orbita Marte a aproximadamente 6 mil quilômetros de distância , completando cerca de três voltas ao redor do planeta por dia.

A espaçonave deverá chegar à região de Marte por volta de agosto de 2027. Depois disso, passará aproximadamente três anos realizando observações e operações de exploração antes de iniciar o retorno à Terra .

A missão contará com 13 instrumentos científicos desenvolvidos com a participação de diferentes agências espaciais, incluindo a Nasa e instituições europeias. Entre os equipamentos está o Idefix , um pequeno veículo explorador desenvolvido em parceria pela França e pela Alemanha.

O rover deverá pousar em Fobos por volta de 2029 e explorar sua superfície durante aproximadamente 100 dias. Nesse período, coletará informações sobre o terreno para ajudar os pesquisadores a identificar áreas adequadas ao pouso da espaçonave e à retirada de amostras.

A MMX também deverá realizar observações de Deimos durante um sobrevoo.

A JAXA pretende trazer à Terra pelo menos 10 gramas de solo de Fobos , coletados durante duas operações de pouso. Para isso, a missão utilizará dois sistemas de amostragem.

O primeiro, desenvolvido pela Nasa, empregará gás pressurizado para levantar partículas de poeira da superfície e direcioná-las a um recipiente. O segundo, desenvolvido pela agência japonesa, utilizará um mecanismo de perfuração para retirar material de aproximadamente 2 centímetros de profundidade.

Na primeira operação, os pesquisadores planejam coletar amostras da superfície e do subsolo. O segundo pouso permitirá obter material adicional de outra região.

Um dos maiores desafios será a gravidade extremamente baixa de Fobos, equivalente a cerca de dois milésimos da gravidade terrestre. Para reduzir os impactos durante o pouso, a espaçonave contará com quatro pernas equipadas com mecanismos de absorção de choque.

O rover Idefix também foi projetado para se movimentar lentamente nesse ambiente e recuperar sua posição caso tombe.

O retorno da missão MMX está previsto para 2031. As amostras serão transportadas em uma cápsula resistente ao calor, projetada para suportar a reentrada na atmosfera terrestre.

A previsão é que a cápsula pouse na Austrália e, posteriormente, seja encaminhada ao Japão para análise científica. Além de investigar a origem das luas marcianas, a missão poderá fornecer informações úteis para futuras viagens humanas a Marte .

Segundo Yasuhiro Kawakatsu, gerente do projeto MMX, os dados coletados poderão ajudar a avaliar a possibilidade de utilizar uma das luas como ponto de apoio para expedições tripuladas ao planeta vermelho.

A espaçonave também levará um monitor de radiação, destinado a estudar as condições do ambiente espacial que poderão ser enfrentadas por astronautas em futuras missões.

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