Em destaque: 308 cidades do Paraná avançam em ranking de desenvolvimento; veja os destaques
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Morretes) Levantamento do Ipardes mostra que 77% das cidades do estado melhoraram o IPDM; Curitiba lidera o ranking geral, enqua

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Consulte formatos e valores disponíveisA maioria dos municípios do Paraná apresentou avanços nos indicadores de desenvolvimento socioeconômico. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) na terça-feira (27), 308 das 399 cidades do estado melhoraram a pontuação no Índice Paranaense de Desenvolvimento Municipal (IPDM) referente ao ano de 2024. O resultado representa 77% do total de municípios do Paraná.
O estudo considera indicadores relacionados à renda, saúde e educação, e permite acompanhar a evolução das condições socioeconômicas das cidades paranaenses. O índice varia de zero a um e é calculado desde 2002, com base em dados públicos de órgãos governamentais ( confira os resultados da sua cidade clicando aqui ).
Outro resultado destacado pelo levantamento é que nenhum município do Paraná permaneceu na faixa de baixo desempenho, definida por pontuações entre 0 e 0,40.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os dados podem contribuir para o planejamento das administrações municipais e para a definição de investimentos públicos e privados.
“Os elementos auxiliam tanto na formulação de políticas públicas quanto no monitoramento da efetividade das ações em andamento. Por outro lado, ajudam a iniciativa privada na prospecção de novos negócios. É um índice balizador que indica que o Paraná está em pleno desenvolvimento”, afirmou.
O município de Morretes, no Litoral do Paraná, registrou a maior evolução proporcional no IPDM entre os municípios do Estado. A cidade passou de 0,4244 para 0,5159, uma alta de 21,51% em relação ao levantamento anterior.
Na sequência aparecem Iguaraçu, com crescimento de 18,51%; Colorado, com 16,07%; Lobato, com 16%; e Astorga, com 15,97%.
O desempenho de Morretes permitiu que o município avançasse da faixa de desenvolvimento médio-baixo para um patamar superior na classificação do índice.
Apesar de Morretes ter apresentado o maior crescimento proporcional, Curitiba permaneceu na primeira posição do ranking geral do IPDM em 2024. A capital alcançou nota de 0,8392, avanço de 1,96% em relação a 2023, quando havia registrado 0,8231.
A cidade teve resultados positivos nas três dimensões avaliadas: renda, com pontuação de 0,8746; saúde, com 0,8101; e educação, com 0,8329.
Palotina também se destacou, com nota de 0,8036, crescimento de 1,27% em relação ao ano anterior. O município ficou na faixa de alto desempenho, impulsionado principalmente pelos resultados em renda e educação.
Completam as dez primeiras posições do ranking geral: Maringá, Toledo, Cafelândia, Carambeí, Pato Branco, Douradina, Quatro Barras e Mandaguari.
A análise por dimensão mostra diferenças entre as áreas avaliadas. No componente de renda, 332 municípios paranaenses ficaram na faixa de desempenho médio-baixo em 2024. Curitiba liderou esse indicador, seguida por Quatro Barras, São José dos Pinhais e Carambeí.
Na saúde, 285 municípios foram classificados na faixa de desempenho médio, enquanto 74 alcançaram o nível alto. Miraselva obteve a maior pontuação nessa área, com 0,8888, seguida por Vera Cruz do Oeste e Pinhal de São Bento, ambos com 0,8791, e Rio Azul, com 0,8778.
Na educação, 310 cidades ficaram na faixa média e 86 alcançaram alto desempenho. Atalaia liderou o indicador, com nota de 0,8720, seguida por Quatro Pontes, São Manoel do Paraná e Bom Jesus do Sul.
O IPDM reúne indicadores de três áreas principais. Na educação, são considerados fatores como acesso à creche e à pré-escola, matrículas em tempo integral, adequação entre idade e série, permanência escolar, qualificação dos professores e resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Na saúde, o cálculo leva em conta a cobertura de pré-natal com pelo menos sete consultas, os óbitos por causas mal definidas, a mortalidade infantil por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos e as mortes por doenças crônicas não transmissíveis entre pessoas de 30 a 69 anos.
Já a dimensão de emprego e renda considera a remuneração média do trabalho formal, a quantidade de vínculos empregatícios e a participação do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária local.
De acordo com o Ipardes, os resultados permitem comparar o desempenho dos municípios ao longo do tempo e oferecem subsídios para a elaboração de políticas públicas e a distribuição de recursos.
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