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veja em quanto ficou — Santander segue exemplo de Itaú e Bradesco e sobe juros da casa própria

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 21:00
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veja em quanto ficou — Santander segue exemplo de Itaú e Bradesco e sobe juros da casa própria
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Santander segue exemplo de Itaú e Bradesco e sobe juros da casa própria: veja em quanto ficou Taxa mínima sobe 0,8 ponto a partir desta sexta-feira, 30, e passa do teto do SFH; em uma semana, os três maiores bancos privados encareceram o crédito Santander afirmou que acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário e que "avalia continuamente as condições de seus produtos de crédito" (Santander/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google Três dos maiores bancos privados do país encareceram o crédito imobiliário em menos de uma semana. O mais recente foi o Santander, que eleva sua taxa mínima de 11,69% para 12,49% ao ano mais Taxa Referencial (TR) a partir desta sexta-feira, 30.

O banco confirmou o reajuste em nota à EXAME. O patamar anterior consta do radar de taxas da MySide, proptech que monitora mensalmente os juros dos principais bancos do país.

O movimento segue o do Bradesco, que elevou a taxa na segunda-feira, 26, um dia após o segundo turno das eleições, e o do Itaú Unibanco, que reajustou suas condições nesta quinta-feira, 29.

Em comunicado, o Santander afirmou que acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário e que "avalia continuamente as condições de seus produtos de crédito". O banco não detalhou o motivo do ajuste.

Dos três bancos, o Santander foi o que menos mexeu na taxa. A alta de 0,8 ponto percentual fica abaixo da do Itaú, de cerca de 1 ponto, e muito distante da do Bradesco, de 3,3 pontos de uma só vez.

Com o novo patamar, o Santander passa a ter a menor taxa mínima entre os três bancos privados. Também fica abaixo da Selic, hoje em 13,75% ao ano, assim como o Itaú. A taxa da maioria dos clientes do Bradesco ficou acima dos juros básicos.

Mesmo contido, o reajuste leva a taxa do Santander para além do teto legal de 12% ao ano do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Agora, os três bancos privados cobram acima desse limite.

Operações acima do teto saem das regras do SFH e passam ao Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), em que as taxas são livremente negociadas.

Para o comprador, a diferença vai além dos juros. O enquadramento no SFH é condição para usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na compra do imóvel ou na amortização das prestações.

Itaú e Bradesco justificaram os reajustes pela alta dos juros de mercado, que subiram após o segundo turno. O argumento passa pela forma como o crédito habitacional é financiado.

A caderneta de poupança, fonte tradicional e mais barata do setor, vem perdendo espaço. Ela respondia por 34% do funding do crédito imobiliário em dezembro de 2023 e caiu para 29% em dezembro de 2025, segundo dados do Banco Central.

Para cobrir a diferença, os bancos recorrem a instrumentos como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), cujo custo acompanha de perto os juros futuros. Quando a curva sobe, a captação encarece e o repasse chega ao cliente.

A pressão ocorre em um ano de demanda aquecida. A concessão de crédito imobiliário somou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Com o Santander, o reajuste já alcança os três maiores bancos privados do segmento. De janeiro a agosto, Itaú e Bradesco responderam juntos por 41,4% dos R$ 132,5 bilhões concedidos com recursos da poupança, segundo a Abecip. O Santander é o quarto maior financiador nesse recorte.

À frente de todos está a Caixa, com 48,6% do mercado. O banco estatal e o Banco do Brasil disseram estar em período de silêncio por causa da divulgação de resultados.

A sequência confirma o que especialistas ouvidos pela EXAME projetavam no início da semana. "O Bradesco foi só o primeiro; todos os outros vão subir a taxa de juros, talvez com exceção dos bancos estatais", disse Fabrício Schveitzer, COO da construtora Dimas e conselheiro do Ecossistema Sienge.

A próxima referência para o setor vem na semana que vem. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne em 3 e 4 de novembro, quando anuncia a decisão sobre a Selic.

Alta de quase 1 ponto percentual vale a partir desta quinta-feira, 29; juntos, os dois bancos responderam por 41,4% do crédito com recursos da poupança em 2026

Bradesco anunciou uma alta de mais de 3 pontos percentuais; com poupança em queda e custo de captação em alta, especialistas veem pressão sobre todos os bancos

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