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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 08:40
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Neo Química Arena antes de Corinthians e Mirassol, pelo Brasileirão Imagem: Anderson Romao/AGIF O Corinthians aguarda o aval do departamento jurídico para avançar em um acordo com a Fever, empresa que negocia assumir os serviços atualmente prestados pela OneFan. O contrato pode chegar a até R$ 70 milhões ainda em 2026.

O memorando de entendimento apresentado pela empresa prevê inicialmente R$ 50 milhões, divididos entre luvas, patrocínio e adiantamento por serviços que serão prestados. O Corinthians poderá receber outros R$ 20 milhões por meio de novos adiantamentos caso assine o contrato definitivo, conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

O documento já passou pela avaliação de parte dos departamentos envolvidos e agora está sob análise jurídica. Depois dessa etapa, o presidente Osmar Stabile será o último responsável por autorizar o avanço da negociação.

A assinatura do memorando permitirá o pagamento dos primeiros R$ 50 milhões pela Fever. Caso receba o dinheiro, mas não conclua posteriormente o contrato definitivo, o Corinthians terá de devolver o valor com acréscimo de 10%. A informação foi publicada inicialmente pelo "ge" e confirmada pelo UOL.

Assinatura do memorando dependerá da palavra final do presidente Osmar Stabile Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF O valor, porém, não representa um empréstimo separado da operação de bilheteria. Os R$ 50 milhões reúnem luvas, patrocínio pago antecipadamente e uma parcela de adiantamento que será descontada ao longo da prestação dos serviços.

Os espaços de divulgação da marca, as ações de patrocínio e a duração do acordo serão estabelecidos após a aprovação do memorando.

O contrato definitivo também determinará as condições para o Corinthians receber os outros R$ 20 milhões.

Além da venda de ingressos, a Fever pretende assumir o sistema do Fiel Torcedor e o aplicativo do programa. A empresa também poderá ficar responsável pelo controle de acesso à Neo Química Arena, serviço atualmente prestado pela Ligatech.

Outro ponto considerado na avaliação é o custo da operação. A Fever oferece um percentual sobre a bilheteria inferior aos 6% cobrados atualmente pela OneFan, segundo apurou o UOL.

A proposta foi comparada com outras três alternativas apresentadas e pesquisadas pelo Corinthians, além das condições da atual prestadora dos serviços.

A aproximação com a Fever começou por indicação de Marcelo Paz, ex-executivo de futebol do Corinthians. Ele conheceu a estrutura da empresa na Espanha, em 2024, quando era CEO do Fortaleza. Na ocasião, estava acompanhado de Thiago Ayres, então executivo de operações do clube cearense e atual responsável pela coordenação administrativa do futebol corintiano.

Antes de deixar o Corinthians, Marcelo Paz indicou a Fever ao clube Imagem: Divulgação/Corinthians Paz apresentou a empresa ao Corinthians no início de 2026, quando o clube também mantinha conversas com Ticketmaster e Ingresse. Na etapa mais recente da avaliação, o departamento financeiro teve participação importante para fortalecer a proposta.

André Lavieri, responsável pelas finanças do clube, trabalha por meio da Alvarez & Marsal, empresa que mantém parcerias comerciais com a Fever em outros clubes e recomenda os serviços da companhia.

Apesar do avanço nas conversas, a troca de empresa depende de uma solução para os contratos que o Corinthians mantém com a OneFan. A companhia tem acordos separados para a venda de ingressos e para a operação do Fiel Torcedor e de seu aplicativo.

Juntos, os acordos preveem multas de cerca de R$ 40 milhões em caso de encerramento antecipado, segundo apurou o UOL. O contrato com a Ligatech, responsável pelo controle de acesso à Arena, também prevê uma cobrança, mas inferior a R$ 1 milhão.

A OneFan já enviou uma notificação ao Corinthians nesta sexta-feira (30), pedindo que o contrato não seja encerrado por decisão exclusiva do clube. O documento, ao qual o UOL teve acesso, foi encaminhado a Osmar Stabile e ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior.

Segundo a notificação, a empresa entende que uma rescisão sem justificativa exige aviso prévio de 12 meses, devolução proporcional das luvas e pagamento de multa equivalente a 10 vezes a média mensal do faturamento bruto da corporação nos últimos 12 meses.

O Alvinegro, por sua vez, acredita ter argumentos para contestar os valores exigidos pela OneFan. O clube aponta que parte dos serviços previstos nos contratos não teria sido entregue e também analisa documentos nos quais as empresas reconheceram dívidas entre si.

A OneFan afirma ter exclusividade na venda de ingressos até 2032 e nega ter deixado de cumprir suas obrigações. A companhia também afirma que o Corinthians tem pagamentos pendentes pelo uso de servidores e pela operação dos jogos.

Caso o clube avance com a substituição, a empresa ameaça recorrer à Justiça para tentar manter o contrato, cobrar eventuais prejuízos e adotar outras medidas.

A notificação ainda menciona notícias sobre um contrato de 15 anos, pagamento imediato de R$ 50 milhões e possibilidade de antecipar até R$ 250 milhões, com juros de CDI mais 4% ao ano.

A possibilidade de uma disputa divide opiniões dentro da diretoria, apurou o UOL. Uma ala defende que o Corinthians enfrente a questão na Justiça para viabilizar o acordo com a Fever. Outra considera melhor negociar diretamente com a OneFan e tentar encerrar os contratos em comum acordo.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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