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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 03:25
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Aumentar fonte Mônica Bergamo Karina Matias Jullia Gouveia A mãe de um adolescente detido por suspeita de tráfico de drogas em Piracicaba, no interior de São Paulo, afirma que policiais militares obrigaram o filho a vestir uma camiseta em apoio a Lula (PT) após ser abordado pelos agentes. Imagens do jovem de 17 anos e dos outros dois homens acusados pelo crime usando a camiseta do petista e algemados foram divulgadas no Instagram do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). As camisetas tinham aparência de novas e eram idênticas.

O PT acionou a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) para investigar o caso. A legenda também pede que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar fraude eleitoral e abusos que teriam sido cometidos contra o adolescente.

A ação da PM ocorreu na manhã desta quarta-feira (21) na favela Vitória Pantanal, no Jardim Monte Líbano. Na mesma data e na mesma comunidade, a deputada estadual reeleita professora Bebel (PT) diz que PMs intimidaram e agrediram mulheres que entregavam materiais da campanha do PT. Os agentes, segundo a deputada, teriam obrigado as mulheres a entregarem para eles camisetas em apoio a Lula que estavam vestindo.

A blusa usada por elas apresentava estampa vermelha e os dizeres: Professoras e professores da Apeoesp com Lula. O modelo era o mesmo usado pelos acusados presos na data, segundo as fotos divulgadas pela PM.

Bebel disse que vai denunciar o caso à Ouvidoria da Polícia Militar para cobrar apuração e responsabilização dos envolvidos.

A SSP disse, por meio de sua assessoria de imprensa, não "compactuar com desvios de condutas e punir com rigor casos comprovados". Afirmou também que não houve registros dos fatos relatados na Comunidade Vitória Pantanal. "Vítimas podem formalizar em qualquer delegacia ou pela Delegacia Digital, além da Corregedoria da Polícia Militar, para que os fatos sejam devidamente apurados", acrescentou.

Sobre a prisão dos suspeitos, a SSP disse que o adolescente de 17 anos e os dois homens de 21 e 24 anos foram detidos a partir de uma denúncia via 190 com a descrição dos três. "Foram encontradas 23 porções de cocaína com o adolescente e um revólver e mais 137 porções da droga com os adultos", diz a nota. A Secretaria não comentou a acusação de que os agentes obrigaram os suspeitos a vestir camiseta do PT. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Piracicaba.

Procurado, Derrite não se manifestou. Na postagem em suas redes sociais, ele parabenizou a ação dos policiais e disse que "crime não pode ser relativizado". Defendeu ainda a redução da maioridade penal. Bolsonarista, o senador eleito é apontado como favorito para assumir o Ministério da Segurança Pública em eventual governo Flávio Bolsonaro.

Em entrevista ao site TV TodoDia, de Campinas e Piracicaba, E.S.B., mãe do adolescente, afirma que o filho foi agredido e que os agentes colocaram nele e nos outros dois suspeitos as camisetas em apoio a Lula. A Folha publica apenas as iniciais do nome da mãe para preservar a identidade do menor de idade.

"Eles não estavam com essa camiseta, meu filho estava com uma camiseta preta. Colocaram as três blusas iguais. Eu perguntei ao policial por que eles estavam com aquela blusa, o policial respondeu que eles já estavam com aquela blusa, mas não estavam, porque eu não tenho esse tipo de blusa em casa, e não tinha como os três estarem com a mesma blusa", afirmou ela.

Ela também disse que estava na casa dela, na favela, com a filha bebê dormindo, quando policiais entraram no local com o filho. "Aí eles desceram com meu filho na escada. O policial estava com meu filho no chão, em cima dele, eu pedindo pra ele sair. Eles levaram meu filho pra outra favela e bateram muito nele." Afirma ainda que a filha de 14 anos também levou "um murro" de um dos PMs.

Um dos suspeitos presos também deu uma entrevista ao site TV TodoDia, negando envolvimento no caso e que estivesse usando a camiseta do PT.

"Estava na favela passando, fui pra comprar um cigarro, os policiais me abordaram, começaram a bater em mim, me jogaram junto com eles e deu nisso, que eu tava envolvido junto. Colocaram camisa do Lula. Arrancaram nossas blusas e jogaram fora. Queimaram minha blusa nova."

A coluna também recebeu um vídeo em que duas mulheres afirmam que sofreram intimidação e agressão de PMs para tirarem as camisetas que vestiam em apoio ao Lula.

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