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voto antecipado bate recorde e supera 49 milhões — Eleições nos EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 16:50
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voto antecipado bate recorde e supera 49 milhões — Eleições nos EUA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Eleições nos EUA: voto antecipado bate recorde e supera 49 milhões Número supera o registrado em 2022, enquanto americanos vão às urnas em 3 de novembro para renovar a Câmara e parte do Senado Eleições nos EUA: participação antecipada supera os quase 46 milhões de votos registrados antes do dia do pleito em 2022 (Jeff Kowalsky/AFP)

Última atualização em 31 de outubro de 2026 às 13h16.

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições Saiba mais Mais de 49 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para a próxima terça-feira, 3. O número representa um recorde para essa etapa do processo eleitoral, segundo dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, divulgados pela Reuters.

O total supera os quase 46 milhões de votos antecipados registrados em 2022, quando ocorreu a última eleição de meio de mandato no país. Os eleitores podem votar presencialmente ou pelo correio antes do dia oficial da votação.

As eleições vão renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e definir 35 das 100 vagas do Senado. O resultado determinará qual partido controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato do presidente Donald Trump.

Atualmente, o Partido Republicano possui maioria na Câmara e no Senado, o que permite ao governo Trump contar com apoio parlamentar nas duas casas.

Uma mudança no controle do Congresso poderia alterar a relação entre o Executivo e o Legislativo.

Caso os democratas conquistem a maioria em uma ou ambas as casas, poderão ampliar investigações parlamentares sobre decisões do governo federal.

As disputas também influenciarão a aprovação de projetos de lei, a definição do orçamento e a fiscalização de órgãos públicos.

Na reta final da campanha, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos intensificou uma investigação relacionada à eleição para o Senado no Alasca.

O caso envolve a candidatura de Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado que possui o mesmo nome do senador republicano Dan S. Sullivan, candidato à reeleição.

Segundo reportagem do The New York Times, integrantes da campanha da democrata Mary Peltola teriam recrutado o professor para disputar a eleição. O procurador federal Michael Heyman afirmou que a divulgação das informações levou à ampliação da investigação, com participação do FBI e de outros promotores.

Heyman classificou o professor como um candidato fictício, mas não informou qual crime poderia ter sido cometido. Mary Peltola negou conhecer qualquer tentativa de recrutamento, enquanto Daniel J. Sullivan Jr. afirmou não ter coordenado sua candidatura com a campanha democrata.

O Departamento de Justiça também apresentou medidas judiciais para tentar impedir a certificação do resultado caso o senador republicano seja derrotado.

Outra disputa judicial envolve a Califórnia, onde o governo federal tenta impedir a contagem de votos de mais de 20 mil eleitores registrados. Segundo o Departamento de Justiça, essas pessoas poderiam não possuir cidadania americana, requisito para participar das eleições federais.

O governo também apresentou ações contra aproximadamente 30 estados e o Distrito de Columbia para obter acesso a listas eleitorais completas.

Na última sexta-feira, um juiz federal determinou que o Departamento de Justiça interrompesse ameaças de processos contra autoridades eleitorais californianas que não seguissem suas orientações relacionadas a supostos votos de não cidadãos.

As medidas são contestadas por especialistas em direitos eleitorais. Sean Morales-Doyle, diretor do programa de direitos eleitorais do Brennan Center for Justice, afirmou à Reuters que as ações poderiam aumentar a incerteza sobre o processo de votação.

Apesar das disputas judiciais, uma pesquisa Reuters/Ipsos, realizada entre 30 de setembro e 5 de outubro, apontou confiança majoritária no processo eleitoral.

Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados afirmaram acreditar que seus votos seriam contados corretamente. Outros 15% disseram não confiar na precisão da contagem. Os demais não souberam responder ou não manifestaram uma posição.

A pesquisa também identificou níveis semelhantes de confiança entre eleitores republicanos e democratas.

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