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tudo que se sabe sobre a paralisação de linhas na Zona Sul — Greve de motoristas de ônibus

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 13:49
Via Exame
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Greve de motoristas de ônibus: tudo que se sabe sobre a paralisação de linhas na Zona Sul Paralisação de trabalhadores da antiga Transwolff atinge 34 linhas; sindicato afirma que não recebeu comunicação oficial sobre o movimento, enquanto Prefeitura diz que salários e benefícios estão em dia Greve de motoristas de ônibus: linhas afetadas são do lote D10 da antiga Transwolff, que circulam pela Zona Sul da capital paulista e têm coloração azul viva (Cidade de São Paulo no X)

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 09h53 .

Priorizar nos meus resultados Google Motoristas e cobradores que trabalhavam na Viação Transwolff entraram em greve na manhã desta segunda-feira, 19, e afetaram 34 linhas de ônibus na Zona Sul de São Paulo. A paralisação prejudica 267 mil passageiros , segundo informações de O Globo .

Os trabalhadores cobram da Prefeitura e da São Paulo Transporte (SPTrans) documentos que comprovem a regularidade dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de outros direitos trabalhistas após o encerramento do contrato com a antiga concessionária.

O contrato da Transwolff com a Prefeitura foi rompido em meio a suspeitas de ligação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde dezembro de 2025, após a decretação da caducidade do contrato, a SPTrans assumiu a administração e a operação das linhas.

Na manhã desta segunda-feira, trabalhadores se concentraram em frente a uma das garagens da antiga Transwolff para protestar contra as condições de trabalho e cobrar a regularização dos direitos trabalhistas.

A paralisação atinge as linhas do lote D10, operadas por ônibus azuis. Para reduzir os impactos sobre os passageiros, a Prefeitura acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que atende 34 linhas afetadas pelo movimento.

A administração municipal também solicitou reforço policial para as duas garagens envolvidas. As linhas do lote D11 operam normalmente.

Os trabalhadores reivindicam documentos que comprovem os recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias, além de melhorias no vale-alimentação e em outros benefícios.

Em nota de esclarecimento, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) afirmou que não recebeu comunicação oficial sobre uma eventual paralisação dos funcionários da antiga concessionária. Leia a íntegra do comunicado:

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS) esclarece aos trabalhadores, às empresas e à sociedade que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre eventual paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff.

O Sindicato reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo e a defesa dos direitos e interesses da categoria. Ressaltamos que qualquer situação envolvendo reivindicações trabalhistas, condições de trabalho ou possíveis paralisações deve ser tratada com responsabilidade, priorizando sempre informações corretas e os canais legítimos de negociação.

O SINDMOTORISTAS repudia qualquer ação que contrarie ou prejudique os direitos e interesses da categoria e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos assegurados aos trabalhadores.

A informação responsável, o respeito aos direitos da categoria e o diálogo são fundamentais para a defesa dos trabalhadores.

Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans repudiaram a paralisação e a classificaram como ilegal. Segundo a administração municipal, o movimento ocorreu sem o aviso prévio de 72 horas previsto na legislação para serviços essenciais.

A SPTrans afirmou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia e que os direitos trabalhistas são cumpridos.

Sobre o plano de saúde, a empresa municipal informou que está em andamento uma licitação para contratar uma prestadora do serviço. Enquanto o processo não é concluído, os funcionários recebem uma compensação financeira prevista em acordo coletivo. Segundo a SPTrans, esse pagamento não era realizado pela gestão da Transwolff.

Em relação ao FGTS e ao INSS, a empresa municipal declarou que os depósitos são realizados integralmente em juízo, enquanto aguarda uma decisão da Justiça sobre a situação.

A SPTrans também informou que começará nos próximos dias a alterar a identidade visual dos ônibus. A licitação para contratar os serviços de funilaria, que incluem a retirada dos adesivos da Transwolff, foi concluída na quinta-feira, 15. Segundo a empresa municipal, a mudança já estava prevista e não interfere nos pagamentos nem na relação trabalhista com os funcionários.

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