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Sinergia de até R$ 2,2 bilhões em união “é piso”, diz executivo — Yduqs (YDUQ3) e Afya

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 17:23
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Sinergia de até R$ 2,2 bilhões em união “é piso”, diz executivo — Yduqs (YDUQ3) e Afya
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A sinergia a ser gerada pela união dos grupos de ensino superior Afya e Ydqus (YDUQ3) poderá ser bem maior que a previsão de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões anunciada no mês passado, quando as duas empresas comunicaram a combinação de negócios, disse o presidente-executivo da Afya, Virgílio Gibbon, nesta terça-feira.

Segundo o executivo, o valor de até R$ 2,2 bilhões é apenas “um piso” e há um enorme potencial a ser explorado a partir da junção dos dois grupos de ensino.

As ações da Afya exibiam alta de 2% em Nova York às 14h04 (horário de Brasília), enquanto os papeis da Yduqs mostravam avanço de 2,3% na B3.

Gibbon, que participou de apresentação da Afya a investidores mais cedo, destacou que a projeção inclui apenas sinergias nas áreas de custos, despesas, novas tecnologias e investimento e não engloba outras oportunidades a serem exploradas.

“(A sinergia) pode ser muito maior, R$ 2 bilhões é o piso”, disse ele a jornalistas após a apresentação. “Só como exemplo, eles (Yduqs) têm 19 unidades puro sangue em medicina que não têm um curso de saúde como marca premium; imagina a gente colocar cinco, seis cursos de saúde com tíquete médio alto e crescer a operação de saúde”, afirmou.

Ao ser questionado, quanto maior poderia ser essa sinergia para além dos R$ 2,2 bilhões previamente projetados, o executivo declarou que ainda não é possível avaliar quanto as oportunidades exploráveis poderão render no total.

A previsão de Gibbon é que 80% dos ganhos com sinergias sejam capturados nos três primeiros anos da fusão.

A união das duas empresas anunciada em setembro ainda precisa ser aprovada nas assembleias de acionistas que devem ocorrer entre fim de novembro e início de dezembro. O Cade também precisa aprovar o negócio.

Gibbon se mostrou otimista com a aprovação da fusão pelo órgão de defesa da concorrência.

Segundo ele, a chance da fusão não ser aprovada “é muito baixa, quase zero. Nossa sobreposição é de menos de 5% da nossa base de alunos. Agora, será a primeira vez que o Cade vai analisar ensino superior e graduação em medicina”, disse o executivo.

De acordo com ele, na área de medicina há três cidades onde há sobreposição de cursos de Afya e Yduqs, sendo elas Rio de Janeiro, Teresina e Ji-Paraná (RO).

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