Senado homologa PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade
A proposta recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e segue para promulgação.A votação ocorreu sem a inclusão de eme

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Consulte formatos e valores disponíveisJornal da Paraíba O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos, o texto-base da PEC da Segurança Pública. A proposta recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e segue para promulgação.
A votação ocorreu sem a inclusão de emendas que propunham a redução da maioridade penal. Os senadores aprovaram requerimentos para que as sugestões apresentadas pelo PL e pelo PT tramitem separadamente da PEC.
O PL defendia a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes de menor gravidade e para 14 anos nos casos de crimes hediondos. Já a proposta do PT previa a redução para 16 anos apenas para crimes hediondos.
Esse é o primeiro teste do governo depois da vitória de Lula nas eleições. A estratégia era aprovar o texto ainda neste ano e evitar a análise com uma maioria de senadores do PL a partir de 2027.
Considerada uma das prioridades do governo do presidente Lula (PT), a PEC estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com o objetivo de integrar as ações de combate ao crime organizado entre União, estados e Distrito Federal.
De acordo com o texto, União, Estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, organização das polícias e guardas municipais e do sistema socioeducativo.
Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é sobre o combate a crimes violentos e facções criminosas.
Entre as medidas estão a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial.
Também fica proibida ou restringida a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária.
A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvido com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.
Após a aprovação da proposta, o presidente pretende recriar o Ministério da Segurança Pública, com a intenção de estabelecer uma política nacional permanente para o setor. *com informações do g1
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