Região: Vice-presidente da OAB-GO pede desculpas a petistas por postagem que insinuava violência após eleição
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Consulte formatos e valores disponíveisWhatsapp Telegram Facebook X Thales Jayme pediu desculpas por meio de sua rede social. Foto: Divulgação Thales Jayme pediu desculpas por meio de sua rede social. Foto: Divulgação Acompanha as notícias pelo Diário de Goiás? Clique e adicione o DG às suas fontes preferidas no Google. #discover-follow{ display: block; margin: 0; color: #fff; text-decoration: none; background: #312b7e; font-weight: 700; border-radius: 10px; text-align: center; overflow: hidden; transition: all 0.3s; } #discover-follow:after{height: 3px;} #discover-follow span{ font-size: 16px; display: inline-block; vertical-align: middle; padding: 10px; } #discover-follow img{display: inline-block;vertical-align: middle;} #discover-follow:hover{background: #e3deff; color: #312b7e;} Após a repercussão negativa provocada por uma declaração em uma rede social, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás ( OAB-GO ), Thales José Jayme, publicou uma retratação oficial pedindo desculpas à sociedade. O episódio envolveu um comentário dirigido a militantes partidários do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiânia, e mobilizou tanto a diretoria da OAB-GO quanto de lideranças políticas estaduais.
Em nota divulgada publicamente na última quarta-feira (28), o dirigente e advogado criminalista declarou que a manifestação expressou exclusivamente uma opinião individual, sem qualquer vínculo com o papel institucional que exerce na OAB-GO.
“Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais. A manifestação não reflete o posicionamento da OAB-GO e não tem qualquer relação com a instituição – que reúne pessoas com distintas convicções, unidas pelo compromisso com a defesa das prerrogativas da advocacia”, escreveu Thales Jayme.
O advogado reforçou seu posicionamento contrário a atos de hostilidade e defendeu o respeito às divergências políticas. Ele afirmou repudiar todas as formas de violência e assegurou respeitar o direito de cada cidadão de expressar suas opiniões e fazer escolhas políticas com segurança. Após a publicação do texto de retratação, os comentários em seu perfil nas redes sociais foram desativados e o perfil foi fechado.
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O caso teve início a partir de uma publicação do portal Mais Goiás no Instagram que retratava a “Caminhada da Virada – Bora Lula”, ato político de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado na Praça Universitária, em Goiânia, na véspera do segundo turno das eleições. No comentário, Thales Jayme escreveu: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”.
A frase rapidamente repercutriu negativamente na internet, recebendo duras críticas de internautas e juristas que interpretaram o texto como uma demonstração de intolerância política e incitação à violência contra opositores.
A repercussão gerou forte reação da presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi. Em vídeo veiculado em sua rede social, a parlamentar criticou diretamente a postura do vice-presidente da OAB-GO.”Eu sei muito bem o que você falou, vice-presidente da OAB de Goiás, que tem que pôr o povo do PT no saco e jogar no rio. Eu tô te esperando. Vem aqui, vem me jogar no rio”, declarou Accorsi.
A deputada informou ainda que acionou a assessoria jurídica do partido para analisar o caso e tomar as providências cabíveis diante de declarações consideradas discriminatórias e intimidadoras.
Antes mesmo do pedido de desculpas formal do vice-presidente, a OAB-GO emitiu nota oficial para esclarecer que opiniões individuais de membros de sua diretoria não representam o pensamento da entidade. A instituição, presidida pelo advogado Rafael Lara Martins na gestão 2025–2027, reiterou seu repúdio a qualquer forma de extremismo, hostilidade ou intolerância no debate público.
“A divergência é legítima e necessária. Cabe a todos debatê-la com respeito, no campo das ideias, sem ofensas nem extremismos. A defesa do Estado Democrático de Direito passa pelo respeito à escolha popular e pela convivência civilizada entre quem pensa diferente”, destacou a Seccional goiana.
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