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IA tem alta interesse de trabalhador por habilidades humanas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:10
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IA tem alta interesse de trabalhador por habilidades humanas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O avanço da inteligência artificial aumentou o interesse dos profissionais brasileiros não apenas por tecnologia, mas também por habilidades essencialmente humanas, impactando diretamente a formação e a capacitação da mão de obra do país. Essa é uma das conclusões do relatório ‘Habilidades do Futuro & Aprendizado 2026’, da Unico Skill, empresa criadora do primeiro benefício educação ilimitado do Brasil. O estudo foi lançado na terça-feira (27), em São Paulo, com a presença de um dos seus consultores, o chair de Futuro do Trabalho da Singularity University, Gary Bolles, uma das principais autoridades em IA e trabalho do mundo.

Para Bolles, o que explica isso é que a tecnologia não substitui habilidades essencialmente humanas. "Em um mundo de mudanças exponenciais, a única coisa que se pode garantir é que vamos continuar trabalhando uns com os outros", afirma. "As tecnologias e o desenho dos empregos vão mudar, mas humanos vão continuar trabalhando com humanos por muito tempo. Por isso, precisamos redobrar a aposta nas habilidades flexíveis", completa.

Segundo o relatório, cursos de inteligência artificial são os mais buscados pelos profissionais de grandes empresas do país que oferecem o benefício educação ilimitado da Unico Skill, como Bradesco, iFood, Bayer, Solar Coca-Cola, Nestlé, entre outras. Termos ligados ao tema correspondem a 22,9% das buscas na plataforma, cujo catálogo reúne mais de 40 mil opções de graduações, pós, cursos livres, idiomas e mentorias de mais de 100 instituições de ensino brasileiras e estrangeiras. Esse interesse já se reflete na escolha dos trabalhadores: a IA é a terceira área de conhecimento com mais matrículas, com 12,6%, e, junto com tecnologia e dados (11,8%), responde por quase um quarto do total.

"A IA desperta uma curiosidade enorme, e isso se reflete diretamente na alta procura por cursos de tecnologia que estamos observando entre os trabalhadores brasileiros. E o mais interessante é que esse movimento vem acompanhado por uma forte demanda do mercado por habilidades essencialmente humanas. Isso também aparece com clareza na nossa plataforma", diz o CEO da Unico Skill, Joca Oliveira.

Essas habilidades lideram o ranking de matrículas da Unico Skill, com idiomas em primeiro, com 29,7% do total, seguidos por soft skills, com 15,1%. Juntas, as duas áreas concentram quase metade do que se estuda. A procura por línguas estrangeiras também é a que mais cresce: as matrículas na categoria subiram 87,9% entre o 2º semestre de 2025 e o 1º semestre de 2026, à frente de tecnologia, que teve alta de 72,5%. O movimento chama atenção num momento em que ferramentas de IA já traduzem textos e conversas em tempo real, e, segundo o relatório, sugere que o trabalhador enxerga no idioma algo além da tradução, como mobilidade profissional, acesso a conhecimento e capacidade de atuar em ambientes cada vez mais internacionais.

O relatório da Unico Skill foi feito a partir de conversas com especialistas, como Gary Bolles, e executivos responsáveis por programas de educação de algumas das maiores empresas do país. O estudo também traz dados do comportamento da base de usuários da própria plataforma, formada por profissionais de mais de 180 companhias. Juntas, elas somam mais de 500 mil colaboradores.

O relatório revela, a partir de pesquisa com 1.211 usuários da Unico Skill, que 74,5% dos profissionais estudam pensando no próximo passo da carreira, e 62,3% já aplicaram o aprendizado diretamente no trabalho atual. Os dados, segundo o estudo, indicam que investimentos em educação feitos pelos empregadores têm impacto positivo no desenvolvimento individual dos trabalhadores e nos resultados das próprias empresas, que passam a contar com mão de obra mais qualificada.

Gary Bolles destaca o componente cultural desse movimento. "A mentalidade de muitos brasileiros está ancorada na esperança, na crença de que o futuro pode ser melhor. No Brasil, vejo pessoas com muita fome de aprender novas habilidades, entender novos setores e encontrar novas oportunidades. Isso não é tão comum em muitos outros países", afirmou.

O impacto da inteligência artificial na educação e no mercado de trabalho vai além das áreas mais buscadas pelos profissionais brasileiros e já chega à forma como eles estudam. O relatório aponta que as constantes mudanças tecnológicas na era da IA obrigam os trabalhadores a manter o "modo aprendiz" ligado o tempo todo. Nesse cenário, formatos rápidos, que cabem na rotina, estão ganhando cada vez mais espaço, embora graduação e pós-graduação continuem sendo decisivas para o crescimento na carreira.

Na plataforma da Unico Skill, os cursos livres, de menor duração, lideram as matrículas quando o recorte é por tipo de formação, com 46,4% da preferência. A escolha tem relação direta com a rotina apertada de quem trabalha: 52,7% dos usuários ouvidos na pesquisa apontam a falta de tempo como o maior obstáculo para estudar.

O microlearning, abordagem que transmite conteúdo em pílulas de aprendizado, é uma das respostas a esse desafio. O relatório, porém, faz uma ressalva: "Conteúdos curtos só geram valor quando são desenhados para uma necessidade específica, apresentam uma orientação prática e permitem que o trabalhador aplique o que aprendeu". Um dos caminhos apontados é o workflow learning, ou aprendizagem no fluxo de trabalho, em que o conteúdo é incorporado à própria jornada: no início do turno, durante uma pausa ou no momento em que surge uma dúvida.

A Unico Skill é uma empresa que busca democratizar o conhecimento, fornecendo educação ilimitada como benefício a funcionários de empresas e dependentes. A plataforma conecta os trabalhadores e algumas das melhores instituições de ensino do Brasil, como Mackenzie, PUCPR, PUCRS, Fundação Dom Cabral, Estácio, Coursera, CNA, entre outras, além das melhores universidades estrangeiras, e está presente em mais de 180 empresas, como Solar Coca-Cola, iFood, Bradesco, Bayer, Ypê, Farmácia Pague Menos e outras, que somam mais de 500 mil colaboradores. O benefício educação funciona como um plano de saúde, mas voltado à educação: a empresa paga um valor fixo mensal por colaborador, e os trabalhadores passam a ter acesso à plataforma.

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