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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 14:00
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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26.out.2026 às 10h11 Atualizado: 26.out.2026 às 11h56 Diminuir fonte Aumentar fonte Matheus dos Santos Júlia Galvão São Paulo A Bolsa brasileira acionou o circuit breaker nesta segunda-feira (26), após a vitória de Lula ( PT ) sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, levar os ativos brasileiros a apresentar fortes perdas. É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia de coronavírus.

O circuit breaker é um mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de forte oscilação para baixo. Durante a suspensão, ficam a compra e a venda de ações, derivativos e títulos de renda fixa privada ficam interrompidas para que o mercado se estabilize.

O mecanismo é ativado quando a queda do Ibovespa atinge determinados patamares. Se o índice cair 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são suspensas por 30 minutos. Após a reabertura, se o recuo chegar a 15%, a interrupção dura uma hora. Caso a queda atinja 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações por um período que a própria Bolsa definirá.

Durante a manhã, a volatilidade também repercutia em outros ativos. Por volta das 11h50, o dólar disparava 9,22%, a R$ 5,445, enquanto as taxas dos contratos de DI (Depósitos Interfinanceiros), que refletem as expectativas do mercado para os juros futuros, avançavam até 290 pontos-base.

O risco-Brasil, indicador que mede a percepção dos investidores sobre o risco de investir no país, registrava alta de 22% às 11h50 desta segunda-feira (26). A elevação do índice sinaliza uma maior desconfiança do mercado em relação à capacidade do Brasil de honrar seus compromissos financeiros, o que pode encarecer a captação de recursos no exterior por empresas e pelo governo.

A queda expressiva desta segunda-feira reverte os ganhos registrados após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, então presidente.

No pregão seguinte à primeira rodada da eleição, a Bolsa subiu 7,70%, aos 206.911 pontos, em recorde em termos nominais e reais. O dólar, por sua vez, caiu 4,11%, a R$ 5,001, no maior recuo de fechamento desde 2018, quando a moeda havia perdido 5,50% em uma única sessão.

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O desempenho positivo dos ativos após o primeiro turno refletia a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro e de um ajuste fiscal mais rigoroso sob seu governo. Para os investidores, a continuidade de Lula na Presidência aumenta o temor de que não haja medidas suficientes para ajustar as contas públicas.

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A expectativa de menor controle fiscal tende a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, pressionando a curva de juros. Taxas mais altas, por sua vez, podem encarecer o crédito para as empresas e reduzir as perspectivas de lucro, pressionando o mercado acionário.

Agentes do mercado já esperavam a reação dos ativos. Levantamento do Citibank com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostrou que, para 80% dos entrevistados, a vitória de Lula deveria provocar uma queda superior a 5% no Ibovespa nesta segunda-feira. Outros 7% esperavam recuo entre 1% e 5%, enquanto 3% projetavam valorização de 1% a 5%.

No câmbio, 63% dos gestores esperavam uma desvalorização superior a 5% do real, enquanto outros 28% estimavam recuo entre 2% e 5%. Já 6% projetavam valorização superior a 5% da moeda brasileira.

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