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Região: Por que as pesquisas eleitorais não captaram a virada de Lula no segundo turno?

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 14:48
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Região: Por que as pesquisas eleitorais não captaram a virada de Lula no segundo turno?
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google As pesquisas eleitorais não conseguiram captar a mudança de comportamento do eleitorado que marcou o segundo turno da eleição presidencial, segundo Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas. Ao contrário do que indicavam as principais sondagens, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) com uma margem de 4,4 milhões de votos. (Este texto é um trecho do vídeo acima)

Em entrevista ao Ponto de Vista, de VEJA, Hidalgo afirmou que os levantamentos indicavam vantagem de Flávio Bolsonaro na reta final, mas não registraram o movimento que, na avaliação dele, levou à vitória de Lula.

Para o diretor do Paraná Pesquisas, um dos principais fatores foi a queda da abstenção. Depois de um primeiro turno em que o índice havia superado 21%, o número recuou para perto de 19% no segundo turno. Na avaliação de Hidalgo, essa alteração mudou a composição efetiva do eleitorado que compareceu às urnas e não foi devidamente antecipada pelas pesquisas.

Outro ponto citado por Hidalgo foi o comportamento dos eleitores que haviam declarado intenção de votar em branco ou nulo. Segundo ele, esse grupo teria migrado mais para Lula do que os institutos previam. O mesmo teria ocorrido com o eleitorado identificado nas pesquisas como de terceira via, que, de acordo com sua análise, era apontado como mais propenso a votar em Flávio Bolsonaro.

Hidalgo atribui parte dessa movimentação ao conjunto de medidas e propostas apresentado por Lula durante a campanha do segundo turno. Ele citou o fim da escala 6×1, o pacote voltado aos microempreendedores individuais, o Desenrola e a passagem de ônibus aos fins de semana.

Na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas, essas medidas tiveram impacto sobre eleitores que inicialmente diziam não pretender votar. “Tudo isso teve um peso, a nosso ver, que fez com que esse eleitor, que se dizia não votar, fez com que ele fosse às urnas no domingo”, afirmou.

Questionado sobre a atuação do deputado André Janones (Rede-MG), coordenador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, Hidalgo avaliou que ele teve papel importante na mudança de postura da campanha de Lula no segundo turno. O diretor do Paraná Pesquisas destacou especialmente o engajamento promovido nas redes sociais. Segundo Hidalgo, a mobilização digital esteve associada à divulgação das medidas apresentadas por Lula na reta final. “Com certeza, o Janones foi peça fundamental para a virada do presidente Lula”, afirmou.

A avaliação apresentada no Ponto de Vista é de que a fotografia captada pelas pesquisas não acompanhou integralmente as mudanças ocorridas entre a coleta dos levantamentos e a votação. Hidalgo resumiu o cenário dizendo que, assim como o primeiro turno teria sido marcado por uma “onda azul”, o segundo teria registrado, na sua avaliação, uma “onda vermelha”.

Para ele, a combinação entre menor abstenção, mudança no comportamento dos eleitores que declaravam voto branco ou nulo e migração do eleitorado de terceira via ajudou a produzir um resultado diferente daquele indicado pela maioria das pesquisas de véspera.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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