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Região: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 16:30
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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25.out.2026 às 10h08 Diminuir fonte Aumentar fonte Jerusalém | AFP O Exército de Israel informou neste domingo (25) que as entradas para a Cisjordânia ocupada ficarão bloqueadas na terça-feira (27), dia das eleições legislativas. O anúncio ocorre após Tel Aviv obrigar cerca de 2.000 palestinos a deixar suas casas em Hebron depois de um ataque matar dois soldados de Israel.

A Autoridade Palestina, que governa parcialmente a Cisjordânia, pediu que a comunidade internacional pressione Israel a proteger os deslocados, que relataram ter ouvido soldados anunciarem a ordem de retirada por megafones durante a noite, enquanto recolhiam o que podiam antes de partir.

As famílias palestinas foram obrigadas a deixar suas casas em Hebron, a maior cidade da Cisjordânia, poucos dias antes de eleições que podem alterar o governo de Israel.

"Cerca de 2.000 pessoas foram deslocadas", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em entrevista à emissora pública Kan. "Não será permitido que retornem ao seu bairro até que tenhamos terminado de lidar com todas as questões relacionadas ao Hamas em Hebron", acrescentou.

O Exército israelense afirmou que, entre sexta-feira (23) e sábado (24), realizou operações em 40 áreas da Cisjordânia, onde capturou "quase 40 suspeitos, incluindo terroristas vinculados ao Hamas e a organizações terroristas jihadistas islâmicas, além de suspeitos envolvidos em incitação, perturbação da ordem pública e lançamento de pedras".

Neste domingo, as Forças Armadas anunciaram no Telegram "a proibição de entradas e saídas para trabalhadores palestinos" na Cisjordânia e no Vale do Jordão, "incluindo as zonas industriais, assim como as passagens terrestres no dia das eleições".

Hebron é uma cidade dividida em dois setores: um controlado pelas autoridades palestinas e o outro onde vivem colonos israelenses.

No bairro de Ein Dir Baha, vários edifícios foram marcados com uma cruz para indicar que haviam sido esvaziados, constataram jornalistas da AFP. As ruas estão desertas, e apenas veículos do Exército de Israel circulam pela região. Em uma casa no alto de uma colina, uma bandeira de Israel tremula.

O comerciante Higazi Shawer al-Tamimi, 70, contou que foi acordado por soldados na madrugada. Como os vizinhos, teve duas horas para arrumar algumas malas, reunir documentos e encontrar onde ficar. Ele diz que as ordens ocorrem porque o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, "quer vencer" as eleições com o "sangue dos palestinos".

Netanyahu, que joga sua sobrevivência política na votação de terça, afirmou estar preparando uma operação de maior envergadura, "como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias", em 1967.

Seu ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gvir, também candidato nas eleições legislativas, voltou a pedir o desmantelamento da Autoridade Palestina, embora não haja indício que a vincule ao ataque.

O cenário é de tensão crescente na Cisjordânia, onde colonos intensificam incursões cada vez mais violentas contra palestinos.

A organização israelense de direitos humanos Yesh Din contabilizou 672 incidentes nos últimos 26 dias, metade deles durante a colheita de azeitonas dos palestinos, período tradicionalmente marcado por episódios de violência de colonos.

As pesquisas mais recentes apontam empate técnico entre Netanyahu e seu principal adversário, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Exército e candidato de centro, que também se opõe à criação de um Estado palestino, mas prometeu agir contra a violência dos colonos.

O governo de Netanyahu supervisionou uma rápida expansão dos assentamentos na Cisjordânia. O território abriga cerca de 500 mil colonos e pelo menos 3 milhões de palestinos. Órgãos da ONU e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relativo a ocupações militares. Israel rejeita essa posição, considerando o território como disputado, não como ocupado.

Em setemnbro, os governos de 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França, anunciaram um pacote de sanções contra o governo de Israel em retaliação à expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.

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