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Região: Professora da Uespi de Parnaíba denuncia ameaças de morte após participar de ato político

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 22:50
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Região: Professora da Uespi de Parnaíba denuncia ameaças de morte após participar de ato político
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Professora da Uespi de Parnaíba denuncia ameaças de morte após participar de ato político Por CRISTINA 22 de Outubro de 2026 às 19:12 Professora da Uespi alvo de bilhetes com ameaças | Reprodução A professora Samara de Oliveira Silva, coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), em Parnaíba, denunciou ter recebido ameaças de morte após encontrar 13 bilhetes deixados sob a porta do laboratório da instituição, no dia 15 de outubro. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Os papéis foram encontrados quando a docente chegou ao laboratório acompanhada de cinco estudantes. Entre as mensagens, havia frases como “Samara aqui jaz” e “vai para o saco preto”, além de desenhos de cruzes, quadrados e triângulos.

A professora suspeita que as ameaças possam estar relacionadas à sua participação em manifestações políticas e atos em defesa da democracia realizados em Parnaíba após o primeiro turno das eleições. Segundo ela, o autor dos bilhetes pode conhecer sua rotina e saber que estaria no campus naquele dia.

Após o episódio, Samara registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Parnaíba, prestou depoimento à Polícia Civil e encaminhou denúncias e pedidos de providências à Ouvidoria da Uespi, à reitoria, à direção do campus, à Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). A docente também formalizou uma manifestação na plataforma da Controladoria-Geral da União (CGU).

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) divulgou nota de solidariedade à professora e à comunidade acadêmica da Uespi. Publicada em 20 de outubro, a manifestação condenou as ameaças e cobrou a rápida identificação dos responsáveis.

Para a entidade, o episódio integra um cenário de preocupação com a violência política e as tentativas de intimidação contra integrantes de universidades públicas. O sindicato defendeu que ameaças contra pessoas que se manifestam em defesa da democracia não sejam toleradas e afirmou que o caso representa um ataque à categoria docente e à liberdade de expressão no ambiente universitário.

A Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP), seção sindical vinculada ao ANDES-SN, também repudiou o ocorrido e solicitou providências para garantir a segurança da professora. Em nota, a entidade afirmou que há suspeitas de motivação política, incluindo possível relação com setores do bolsonarismo em Parnaíba, hipótese que, segundo o sindicato, precisa ser rigorosamente investigada.

A associação cobrou da Secretaria de Segurança Pública uma investigação célere e transparente, com identificação e responsabilização dos autores, além de medidas para preservar a integridade física da docente. O sindicato informou ainda ter encaminhado um ofício à reitoria da universidade solicitando providências.

A ADCESP também destacou que ameaças dessa natureza atingem a liberdade de expressão, a organização sindical e o exercício dos direitos políticos e democráticos.

Até a última atualização das informações divulgadas sobre o caso, a Uespi havia sido procurada, mas não tinha apresentado posicionamento público.

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