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Região: Por que Lula decidiu não responder a Trump após acusação de fraude na eleição brasileira

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 21:05
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Região: Por que Lula decidiu não responder a Trump após acusação de fraude na eleição brasileira
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Por que Lula decidiu não responder a Trump após acusação de fraude na eleição brasileira Planalto aposta em diálogo com Trump mesmo após fala sobre eleição 'manipulada' e possível asilo de Flávio Os presidentes Donald Trump e Lula, durante encontro em maio, na Casa Branca

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do governo brasileiro e da diplomacia classificaram como “coreografada” e “salomônica” a declaração de Donald Trump sobre uma suposta manipulação das eleições brasileiras. A avaliação é que o governo dos Estados Unidos não contestará institucionalmente o resultado, o que abre espaço para uma relação bilateral pautada pelo pragmatismo.

A declaração pública do presidente americano Donald Trump de que as eleições brasileiras teriam sido manipuladas, mas afirmando que não teve lado e que gosta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi vista por integrantes do governo brasileiro e da diplomacia brasileira como 'coreografada' e 'salomômica'.

A avaliação é de que os Estados Unidos tendem a encerrar o assunto e não contestar institucionalmente o resultado das eleições. Com isso, abre-se espaço para a relação bilateral entre os dois países volte a ser pautada pelo pragmatismo.

Um integrante do governo afirma reservadamente que a decisão do Palácio do Planalto e do próprio presidente Lula de não responder à fala de Trump foi calculada para evitar escalar a questão. Uma resposta só viria, diz esse membro do governo, caso os EUA questionassem a vitória de Lula em notas oficiais.

A interpretação predominante no Planalto é a de que Trump optou por fazer nessa declaração pública um aceno à ala mais radical de seu governo, capitaneada pela Secretaria de Estado, mais próxima da família Bolsonaro, mas que dizer que gosta de Lula foi um modo de sinalizar possibilidade de diálogo.

O suposto pedido de asilo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos EUA também é visto como provável de ser aceito pelo Departamento de Estado. Embora considere problemática uma ação nesse sentido, o governo Lula entende que ela não impede avanços na relação Brasil-Estados Unidos.

Caso os inquéritos que investiguem o senador e candidato derrotado à Presidência evoluam para pedidos de extradição pela Justiça brasileira, o papel do Itamaraty será encaminhar a solicitação pelos canais diplomáticos, mas integrantes do governo veem como baixa a probabilidade de que o asilo, por si só, deteriore a relação entre os dois países.

Um dos testes pós-reeleição de Lula será a concessão do agrément a Daniel Perez, indicado por Trump ao cargo de embaixador dos EUA no Brasil em 1º de junho.

O agrément, instrumento previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, é uma espécie de aval prévio concedido por um país para que o diplomata de outro país atue em suas fronteiras. Não há prazo para a concessão dessa autorização, e Brasil deixou para responder o pedido após as eleições.

A expectativa é que o Brasil conceda o agrément a Perez. O próximo passo seria o diplomata americano solicitar um visto à embaixada brasileira em Washington, o que é visto por um integrante do governo Lula como oportunidade para que o Brasil negocie com os EUA, por exemplo, um visto que permita múltiplas entradas à embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Em agosto, como retaliação a uma suposta demora para a concessão do agrément de Perez, os EUA mudaram o status do visto de Viotti para permitir apenas uma única entrada no país.

Os Estados Unidos estão sem embaixador no Brasil desde que Elizabeth Bagley deixou o posto em janeiro de 2025. Ela havia sido indicada pelo então presidente Joe Biden.

Integrantes do governo brasileiro e da diplomacia avaliaram a declaração como “coreografada” e “salomônica”. A interpretação é que Trump fez um aceno à ala de seu governo mais próxima da família Bolsonaro, mas sinalizou abertura ao diálogo ao afirmar que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação de integrantes do governo brasileiro e da diplomacia é que os Estados Unidos tendem a encerrar o assunto e não contestar institucionalmente o resultado das eleições. Esse cenário pode permitir que a relação entre Brasil e Estados Unidos volte a ser pautada pelo pragmatismo.

A decisão do Palácio do Planalto e de Luiz Inácio Lula da Silva de não responder foi calculada para evitar uma escalada, segundo um integrante do governo ouvido reservadamente. Uma manifestação ocorreria apenas se os Estados Unidos questionassem oficialmente a vitória de Lula.

O suposto pedido de asilo do senador Flávio Bolsonaro é visto por integrantes do governo como provável de ser aceito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Embora considere a medida problemática, o governo Lula avalia que o asilo, por si só, tem baixa probabilidade de deteriorar a relação bilateral.

A expectativa é que o Brasil conceda o agrément a Daniel Perez, indicado por Donald Trump para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O aval prévio foi solicitado em 1º de junho, mas o governo brasileiro deixou a resposta para depois das eleições.

Os Estados Unidos mudaram em agosto o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti para permitir apenas uma entrada no país, em retaliação a uma suposta demora brasileira na concessão do agrément de Daniel Perez. Um integrante do governo Lula vê o pedido de visto de Perez como oportunidade para negociar a retomada das múltiplas entradas para Viotti.

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