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Região: Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido? Estudo aponta o intestino como culpado

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 18:35
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Região: Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido? Estudo aponta o intestino como culpado
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido? Estudo aponta o intestino como culpado Diferenças no microbioma explicaram cerca de 15% da variação no ritmo da idade biológica, e algumas espécies bacterianas se destacaram no estudo Envelhecimento: estudo encontrou associação entre bactérias do intestino e o ritmo da idade biológica (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre longevidade Saiba mais As bactérias intestinais podem estar relacionadas à velocidade com que o corpo envelhece. Pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa, nos Estados Unidos, identificaram microrganismos associados a diferentes ritmos de envelhecimento biológico.

As diferenças na composição do microbioma intestinal estiveram associadas a aproximadamente 15% da variação no ritmo de envelhecimento biológico entre os participantes.

Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports e ajudam a investigar como os microrganismos do sistema digestivo se relacionam com o envelhecimento do organismo.

Os pesquisadores analisaram amostras de fezes e sangue de 123 adultos de diferentes faixas etárias. A equipe identificou as bactérias presentes no intestino e comparou os resultados com marcadores moleculares sanguíneos utilizados para avaliar o envelhecimento biológico.

Diferentemente da idade cronológica, que corresponde ao tempo de vida, a idade biológica busca refletir as alterações que ocorrem no organismo durante o envelhecimento.

Para essa avaliação, os cientistas utilizaram o DunedinPACE, um biomarcador baseado em padrões de metilação do DNA que estima o ritmo do envelhecimento biológico.

A análise identificou relações entre a composição da microbiota intestinal e os resultados desse indicador, independentemente da idade cronológica.

Entre os microrganismos analisados, a bactéria Bifidobacterium adolescentis apresentou uma das associações mais fortes com um ritmo de envelhecimento biológico mais lento.

Em contrapartida, a espécie Succinivibrio dextrinosolvens esteve entre as mais associadas ao envelhecimento acelerado.

Os resultados indicam que diferentes composições bacterianas podem estar relacionadas a variações na velocidade das alterações biológicas do organismo. Entretanto, os pesquisadores não demonstraram que essas bactérias sejam responsáveis por acelerar ou retardar o envelhecimento.

Segundo Braden P. Kunihiro, autor principal do estudo, o microbioma intestinal é sensível a fatores como alimentação, estilo de vida e condições ambientais. Essas influências podem modificar a composição das comunidades bacterianas ao longo do tempo.

Diante disso, os cientistas investigam se essas características podem ajudar a compreender diferenças individuais no envelhecimento e contribuir para futuras estratégias de saúde personalizada.

A pesquisa também incluiu participantes nativos do Havaí e das ilhas do Pacífico, populações historicamente pouco representadas em estudos sobre envelhecimento e microbioma. Segundo os autores, essa participação permite ampliar a investigação sobre a relação entre fatores sociais, ambiente e saúde ao longo da vida.

Apesar das associações identificadas, o estudo não comprovou que determinadas bactérias acelerem ou retardem o envelhecimento. Também não demonstrou se alterações deliberadas na microbiota intestinal podem modificar esse processo.

Os resultados se referem a indicadores moleculares do envelhecimento biológico e não permitem determinar se os participantes terão uma vida mais longa ou mais curta.

Com isso, os pesquisadores pretendem investigar os mecanismos biológicos envolvidos e avaliar se os padrões microbianos identificados poderão contribuir para estratégias de promoção da saúde a longo prazo.

Segundo Alika K. Maunakea, autora sênior da pesquisa, os resultados representam uma etapa inicial para compreender como o microbioma intestinal se relaciona com o envelhecimento saudável.

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