Região: PGR tem 10 dias para se manifestar sobre revisão criminal de Bolsonaro
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Consulte formatos e valores disponíveisO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques estabeleceu ontem um prazo de 10 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal movido pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do estado de direito e organização criminosa armada, entre outros crimes.
No último dia 7, a assessoria de Nunes Marques informou que o ministro analisaria o pedido após o segundo turno das eleições. O magistrado destacou que não pretende tomar uma decisão monocrática e que deve levar o caso ao plenário da Corte. "O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso", afirmou a assessoria na ocasião.
Carlos Bolsonaro (PL), eleito senador por Santa Catarina no último dia 4, visitou o pai ontem em Brasília e disse que o ex-presidente ainda tenta assimilar os acontecimentos dos últimos dias. Após passar cerca de duas horas com o pai, Carlos afirmou que se emocionou durante a conversa. O encontro ocorreu três dias depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial e no dia da chegada do irmão a Miami.
"Ele está tentando assimilar tudo que está acontecendo ainda. Ele está forte, sabe que a vida continua ainda, não acabou. Então é impressionante a força que ele tem", afirmou Carlos em um vídeo publicado nas redes sociais após a visita.
O senador eleito relatou que pediu desculpas ao ex-presidente. "Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele ali, eu falei: ‘desculpa, pai, a gente falhou’." Carlos disse que Bolsonaro reagiu com palavras de incentivo e afirmou que ainda havia "muito a fazer pelo Brasil".
Durante o encontro, pai e filho também conversaram sobre futebol e assuntos da rotina familiar, segundo o relato do senador eleito.
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